Sábado, 17 de Novembro, 2018
Tecnologia

“The Guardian” lança nova aplicação de realidade virtual

O diário britânico The Guardian distribuiu cerca de 97 mil visores de cartão da Google, no lançamento da sua nova aplicação de realidade virtual, a Guardian VR. Esta aplicação, que pode ser descarregada, gratuitamente, para dispositivos móveis, tanto iOS como Android, vai permitir aos interessados a experiência virtual de várias situações criadas pelo respectivo departamento no jornal. Uma delas, já distinguida com vários prémios no seu ramo, é 6x9, que coloca os espectadores numa cela de prisão solitária americana e descreve os danos psicológicos que resultam deste isolamento.

Uma nova situação também agora disponível trata de outra forma de prisão, pelo lado positivo: The Party (A Festa) coloca os espectadores no lugar de Layla, uma jovem autista de 15 anos na festa-surpresa de aniversário da sua mãe: 

“Por meio desta dramatização, os espectadores experimentam os esforços de Layla para lidar com uma situação de stress, usando os mecanismos que desenvolveu para controlar a sua ansiedade.” 

Segundo a directora-executiva de realidade virtual no The Guardian, Francesca Panetta, estas histórias, “imersivas e de impacto, combinam a experiência do Guardian, em jornalismo de qualidade, com uma forma inovadora de narrativa”. 

Para Zahra Rasool, da Media Shift, “a realidade virtual não é só uma visão de 360º; embora a tecnologia imersiva possa reforçar uma história, uma narrativa bem concebida e poderosa continua a ser essencial quando se faz reportagem em realidade virtual”: 

“Um operador de vídeo ou jornalista deve focar-se na criação de uma narrativa forte, no centro da uma experiência de realidade virtual. Precisamos ainda de lembrar a importância da reportagem quando comunicamos sobre temas de premência global e humana.”

 

Mais informação em Media-tics, The Guardian e IJNet

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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