Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Tecnologia

“The Guardian” lança nova aplicação de realidade virtual

O diário britânico The Guardian distribuiu cerca de 97 mil visores de cartão da Google, no lançamento da sua nova aplicação de realidade virtual, a Guardian VR. Esta aplicação, que pode ser descarregada, gratuitamente, para dispositivos móveis, tanto iOS como Android, vai permitir aos interessados a experiência virtual de várias situações criadas pelo respectivo departamento no jornal. Uma delas, já distinguida com vários prémios no seu ramo, é 6x9, que coloca os espectadores numa cela de prisão solitária americana e descreve os danos psicológicos que resultam deste isolamento.

Uma nova situação também agora disponível trata de outra forma de prisão, pelo lado positivo: The Party (A Festa) coloca os espectadores no lugar de Layla, uma jovem autista de 15 anos na festa-surpresa de aniversário da sua mãe: 

“Por meio desta dramatização, os espectadores experimentam os esforços de Layla para lidar com uma situação de stress, usando os mecanismos que desenvolveu para controlar a sua ansiedade.” 

Segundo a directora-executiva de realidade virtual no The Guardian, Francesca Panetta, estas histórias, “imersivas e de impacto, combinam a experiência do Guardian, em jornalismo de qualidade, com uma forma inovadora de narrativa”. 

Para Zahra Rasool, da Media Shift, “a realidade virtual não é só uma visão de 360º; embora a tecnologia imersiva possa reforçar uma história, uma narrativa bem concebida e poderosa continua a ser essencial quando se faz reportagem em realidade virtual”: 

“Um operador de vídeo ou jornalista deve focar-se na criação de uma narrativa forte, no centro da uma experiência de realidade virtual. Precisamos ainda de lembrar a importância da reportagem quando comunicamos sobre temas de premência global e humana.”

 

Mais informação em Media-tics, The Guardian e IJNet

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
Sobre a liberdade de expressão em Portugal
Francisco Sarsfield Cabral
O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
O panorama dos media
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Se olharmos para o top dos programas mais vistos na televisão generalista em 2018 vemos um claro domínio das transmissões desportivas, seguidas a grande distância pelos reality shows e, ainda mais para trás, pelas telenovelas. No entanto as transmissões televisivas produzem apenas picos de audiência e contribuem relativamente pouco para as médias e para planos continuados. O dilema das televisões generalistas está na...
Informar ou depender…
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O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
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