Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Media

Inteligência artificial é uma "ameaça existencial" ao jornalismo

As empresas de media vão ter de se adaptar rapidamente à inteligência artificial, à realidade aumentada e ao jornalismo automático, segundo um estudo apresentado por Amy Webb, fundadora do Instituto do Futuro Hoje, no encontro anual da Online News Association, em Washington. Não o fazendo, “estão a ceder a corporações externas este futuro ecossistema e vão perder a capacidade de providenciar qualquer coisa a não ser conteúdos”. Nestas condições, a inteligência artificial põe “uma ameaça existencial ao futuro do jornalismo”.

O referido estudo “debruça-se sobre as organizações que já utilizam a inteligência artificial para escrever artigos a partir, por exemplo, de dados como os resultados desportivos e informações financeiras”.

O desenvolvimento de processos automatizados irá, “num futuro não muito distante”, gerar, sem a intervenção dos jornalistas, artigos que não se ficarão mais pelos dados, mas que gerarão uma análise, sublinha o trabalho.

Segundo as previsões do Instituto, em 2023 metade da interacção entre os indivíduos e os computadores será feita através de voz. O assistente de voz, quer se trate de Alexa (Amazon), Siri (Apple), Cortana (Microsoft) ou do Assistente (Google), é a “manifestação mais visível” desta tendência, salienta o estudo.

“Os autores acreditam, portanto, que o modo como os meios de comunicação social se posicionarem sobre este novo canal de comunicação será crucial para o seu futuro.” (...) 

“Para o Instituto, os editores e as organizações profissionais devem fazer parcerias promovendo a colaboração com as experiências de inovação e desenvolvimento dos gigantes da Internet.”

 

Mais informação no Jornal de Negócios e no MailOnline

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A crise de identidade nos jornais de prestígio e a “anarquia digital” Ver galeria

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