Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Estudo

Inquérito revela mais jovens desiludidos com as redes sociais

Há um número crescente de jovens que se declaram desiludidos pelo lado negativo da revolução digital, nomeadamente o assédio online e as notícias falsas. Este efeito de ricochete vai até ao ponto de dois terços dos mais novos chegarem a admitir que não se importavam que as redes sociais não tivessem sido inventadas. Estes dados surpreendentes são revelados por um inquérito feito na Inglaterra, junto de cerca de cinco mil estudantes de escolas públicas e privadas. A maioria das respostas vem de jovens entre os nove e os onze anos. 

O estudo foi realizado em Setembro, por solicitação da Digital Awareness UK, que promove o uso seguro das tecnologias digitais, e da Headmasters’ and Headmistresses’ Conference (HMC), que representa os directores de escolas privadas em todo o mundo. 

“Cerca de 63% dos inquiridos disseram que não se importavam se as redes sociais não existissem, e um número ainda superior (71%) conta que já fez 'desintoxicação' digital temporária para escapar delas.” (…) 

“Um total de 56% disse que já tinha recebido comentários ofensivos pela Internet, 56% admitiram estar à beira da dependência e 52% contam que as redes sociais os fazem sentir menos confiantes a respeito da sua imagem ou de como a sua vida é interessante.” 

“Enquanto mais de 60% acham que os seus amigos apresentam uma ‘falsa versão’ de si mesmos nas redes sociais, 85% dos inquiridos negam que eles próprios sejam culpados de fazer isso.” (…) 

“Quando se lhes pediu que sugerissem melhorias, os estudantes insistiram em menos publicidade (71%), menos fake news (61%), mais conteúdos criativos (55%) e maior privacidade (49%).” 

“Um terço dos inquiridos disse que gostaria que as redes sociais proporcionassem mais oportunidades de ganhar dinheiro.” 

“Em Benenden, uma escola privada com internato para meninas, no Kent, as alunas submeteram-se voluntariamente a um blackout de redes sociais durante três dias, entregando os seus telemóveis.” 

A directora, Samantha Price, contou que no início estava preocupada sobre como iam as jovens aguentar, mas que depois “eram elas que se admiravam por isso e diziam que voltavam a fazer o mesmo ainda por mais tempo, da próxima vez, o que eu achei incrivelmente reconfortante”. (…) 

Charlotte Robertson, uma das fundadoras da Digital Awareness UK, disse: 

“Falamos para milhares de estudantes, diariamente, sobre o uso seguro da Internet e, embora continue a ser motivo de preocupação ver o impacto emocional que as redes sociais têm sobre a saúde e o bem-estar dos jovens, é encorajador verificar que também eles estão a usar estratégias inteligentes, tais como a ‘desintoxicação’ digital, para assumirem o controlo do seu uso das redes sociais.” (…) 


O artigo original, na íntegra, no jornal The Guardian, a que pertence a imagem, de Adrian Sherratt

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
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