Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Estudo

Universidade americana incentiva projectos para melhorar a confiança nos Media

Um primeiro grupo de dez projectos que procuram melhorar a confiança entre as redacções e o público, torná-las mais diversas e inclusivas, e contribuir para que os comentários sejam menos polarizados, foi distinguido para ser apoiado pela News Integrity Initiative, lançada pela Escola de Jornalismo da Universidade de Nova Iorque (CUNY). Uma dotação total de 1.8 milhões de dólares vai assim ser distribuída por essas dez instituições, ou iniciativas locais, que procuram melhorar o entendimento recíproco entre os media e as comunidades que servem. 

“O funcionamento do jornalismo tradicional é habitualmente o de se relacionar com o público depois de as reportagens estarem publicadas, e perde muitas oportunidades de obter conhecimento por dentro daquilo que as pessoas querem e necessitam dos seus jornais locais”  -  explica Molly de Aguiar, directora da News Integrity Initiative

“Não admira que as pessoas estejam agora zangadas com os media, e que a confiança esteja em declínio. É por isso que estes apoios são apontados sobretudo a ferramentas e métodos que ajudem as redacções a relacionarem-se regularmente com o público, dirigindo-se ao mesmo tempo à falta de diversidade nas redacções e portanto a uma cobertura que não reflecte adequadamente a comunidade inteira.” (…) 

“Por exemplo, a Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communications, da Universidade estadual do Arizona, recebe 300 mil dólares para apoio à News co/lab, uma iniciativa recente, de natureza colaborativa, que ajuda os media locais e as suas comunidades a trabalharem juntos. O Centro para a Reportagem de Investigação Reveal Labs recebe 250 mil dólares para criar envolvimento em torno da reportagem de investigação e desenvolver novos projectos de investigação ‘dinamizados pelo público’.” (…)  

A notícia que citamos, do Nieman Lab, menciona e descreve os dez projectos contemplados com estas dotações.

“Um traço comum entre os projectos é que a maioria deles incide sobre a criação de confiança, mais do que, por exemplo, sobre as repercussões das fake news. (…) Estas empresas de media têm de mostrar outros sinais de que são dignas de confiança. A News Integrity Initiative incide muito sobre o conceito de prestar mais atenção àquilo de que o público necessita.” (…)

 

O artigo citado, na íntegra, no NiemanLab

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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