Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Estudo

Universidade americana incentiva projectos para melhorar a confiança nos Media

Um primeiro grupo de dez projectos que procuram melhorar a confiança entre as redacções e o público, torná-las mais diversas e inclusivas, e contribuir para que os comentários sejam menos polarizados, foi distinguido para ser apoiado pela News Integrity Initiative, lançada pela Escola de Jornalismo da Universidade de Nova Iorque (CUNY). Uma dotação total de 1.8 milhões de dólares vai assim ser distribuída por essas dez instituições, ou iniciativas locais, que procuram melhorar o entendimento recíproco entre os media e as comunidades que servem. 

“O funcionamento do jornalismo tradicional é habitualmente o de se relacionar com o público depois de as reportagens estarem publicadas, e perde muitas oportunidades de obter conhecimento por dentro daquilo que as pessoas querem e necessitam dos seus jornais locais”  -  explica Molly de Aguiar, directora da News Integrity Initiative

“Não admira que as pessoas estejam agora zangadas com os media, e que a confiança esteja em declínio. É por isso que estes apoios são apontados sobretudo a ferramentas e métodos que ajudem as redacções a relacionarem-se regularmente com o público, dirigindo-se ao mesmo tempo à falta de diversidade nas redacções e portanto a uma cobertura que não reflecte adequadamente a comunidade inteira.” (…) 

“Por exemplo, a Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communications, da Universidade estadual do Arizona, recebe 300 mil dólares para apoio à News co/lab, uma iniciativa recente, de natureza colaborativa, que ajuda os media locais e as suas comunidades a trabalharem juntos. O Centro para a Reportagem de Investigação Reveal Labs recebe 250 mil dólares para criar envolvimento em torno da reportagem de investigação e desenvolver novos projectos de investigação ‘dinamizados pelo público’.” (…)  

A notícia que citamos, do Nieman Lab, menciona e descreve os dez projectos contemplados com estas dotações.

“Um traço comum entre os projectos é que a maioria deles incide sobre a criação de confiança, mais do que, por exemplo, sobre as repercussões das fake news. (…) Estas empresas de media têm de mostrar outros sinais de que são dignas de confiança. A News Integrity Initiative incide muito sobre o conceito de prestar mais atenção àquilo de que o público necessita.” (…)

 

O artigo citado, na íntegra, no NiemanLab

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
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