Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Estudo

Parceria entre jornalismo e universidade estuda violência no Brasil

Foi disponibilizado, no Brasil, o primeiro trabalho jornalístico do “Monitor da Violência”, que regista e identifica todas as vítimas de crimes violentos ocorridos no país durante a semana de 21 a 27 de Agosto. O resultado é aterrorizante: 1.195 mortes, que “são equivalentes à queda de oito aviões Boeing 737, sem, contudo, causar a mesma indignação e mobilização da sociedade”. O “Monitor da Violência” é uma parceria do G1 (da Globo) com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo a reportagem, que aqui citamos do Comentário da Semana de ObjEthos – Observatório da Ética Jornalística, “230 jornalistas do G1 espalhados pelo país apuraram e escreveram as histórias dos 1.195 mortos em 546 cidades  – quase 10% do total de municípios brasileiros”. 

“Só com essas informações já podemos pontuar duas coisas: primeiro, o estabelecimento de uma parceria entre veículo jornalístico e instituições especializadas no assunto. Trata-se de uma tendência mundial e, neste caso, partiu da academia. No vídeo em que Thiago Reis e o coordenador de Produção Athos Sampaio contam os bastidores da investigação, eles enfatizam que o NEV procurou o G1 em Maio com essa proposta, que foi aceite e também oferecida ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública.” 

“Em segundo lugar, a mobilização de uma equipe grande de jornalistas (230) também chama a atenção e mostra como o G1 pode aproveitar melhor a capilaridade que tem.” (…) 

“Boa parte das mortes, por exemplo, só foi registada pelas equipes do G1 após a semana analisada. Isso porque vários casos foram conhecidos dias depois, quando os órgãos de segurança divulgaram seus balanços mensais. Várias secretarias, porém, se negaram, tanto durante a semana como posteriormente, a passar uma listagem das vítimas ou mesmo um dado consolidado. O trabalho mostra a falta de transparência de muitos governos estaduais. Mas não só: revela também uma total ausência de padronização e de um sistema nacional que abranja homicídios e demais mortes violentas”. (…)

 

Mais informação no artigo de ObjEthos e o link para o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo

Connosco
A crise de identidade nos jornais de prestígio e a “anarquia digital” Ver galeria

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“O marco da anarquia digital é 1996, ninguém previu o novo ciclo e ele se inicia para implantar o caos e desorganizar a segurança conservadora, principalmente dos grandes grupos de comunicação.”

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O perigo de instrumentalizar a Rede para uma "guerra digital" Ver galeria

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