Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Estudo

Parceria entre jornalismo e universidade estuda violência no Brasil

Foi disponibilizado, no Brasil, o primeiro trabalho jornalístico do “Monitor da Violência”, que regista e identifica todas as vítimas de crimes violentos ocorridos no país durante a semana de 21 a 27 de Agosto. O resultado é aterrorizante: 1.195 mortes, que “são equivalentes à queda de oito aviões Boeing 737, sem, contudo, causar a mesma indignação e mobilização da sociedade”. O “Monitor da Violência” é uma parceria do G1 (da Globo) com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo a reportagem, que aqui citamos do Comentário da Semana de ObjEthos – Observatório da Ética Jornalística, “230 jornalistas do G1 espalhados pelo país apuraram e escreveram as histórias dos 1.195 mortos em 546 cidades  – quase 10% do total de municípios brasileiros”. 

“Só com essas informações já podemos pontuar duas coisas: primeiro, o estabelecimento de uma parceria entre veículo jornalístico e instituições especializadas no assunto. Trata-se de uma tendência mundial e, neste caso, partiu da academia. No vídeo em que Thiago Reis e o coordenador de Produção Athos Sampaio contam os bastidores da investigação, eles enfatizam que o NEV procurou o G1 em Maio com essa proposta, que foi aceite e também oferecida ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública.” 

“Em segundo lugar, a mobilização de uma equipe grande de jornalistas (230) também chama a atenção e mostra como o G1 pode aproveitar melhor a capilaridade que tem.” (…) 

“Boa parte das mortes, por exemplo, só foi registada pelas equipes do G1 após a semana analisada. Isso porque vários casos foram conhecidos dias depois, quando os órgãos de segurança divulgaram seus balanços mensais. Várias secretarias, porém, se negaram, tanto durante a semana como posteriormente, a passar uma listagem das vítimas ou mesmo um dado consolidado. O trabalho mostra a falta de transparência de muitos governos estaduais. Mas não só: revela também uma total ausência de padronização e de um sistema nacional que abranja homicídios e demais mortes violentas”. (…)

 

Mais informação no artigo de ObjEthos e o link para o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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