Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
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Vigilância electrónica oficial ameaça liberdade de Imprensa na Polónia

Há uma preocupação crescente, entre os jornalistas polacos, sobre a questão de saber se agências do Estado fizeram, ou continuam a fazer, vigilância ilegítima sobre os profissionais dos media. Alguns repórteres estão a adoptar procedimentos de segurança digital, mas a questão não é simples, porque não há acordo social sobre o tema e porque “a profunda polarização política que domina o discurso público”, desde que o partido de extrema-direita Lei e Justiça (PiS) subiu ao poder em Outubro de 2015, fez com que “a maioria dos próprios media tomassem partido, ou como ardentes defensores ou críticos fervorosos do novo governo”. 

O artigo que citamos, publicado no European Journalism Observatory, descreve como, “em resultado desta polarização, e no contexto da sua contínua querela, os dois principais partidos na Polónia continuam a trocar entre si alegações de que o outro lado autorizou a vigilância sobre os jornalistas”. 

“Nestes últimos dois anos, ministros do PiS acusaram publicamente o anterior governo, dirigido pelo partido de centro-direita Plataforma Cívica, que esteve no poder entre 2007 e 2015, de espiar os jornalistas em muitas ocasiões, especialmente no contexto de dois escândalos políticos.” (…) 

“De modo semelhante, quando estiveram no poder, membros do governo da Plataforma Cívica acusaram os seus predecessores do PiS de terem espiado os jornalistas. Alguns momentos desta vigilância foram mais tarde provadas em tribunal.” (…) 

Katarzyna Szymielewicz, presidente da Fundação Panoptykon, que faz campanha contra estas formas de vigilância, explica que a lei polaca não protege ninguém contra uma vigilância ilegal: 

“Nós não temos um regulador independente… e nem temos o direito de saber se estamos sob vigilância, e isso afecta também os jornalistas.” 

A organização a que preside não tem meios para confirmar se os jornalistas estão ou não a ser espiados, mas Szymielewicz “adverte que a simples ameaça de uma vigilância não controlada pode ter um sério efeito repressivo sobre o jornalismo”. 

Wojciech Cie?la, um jornalista de investigação da edição polaca da Newsweek, co-fundador da Fundacja Reporterow (Fundação Repórteres), tomou várias medidas de encriptação para proteger as suas fontes, e descreve-as como “uma forma de higiene ocupacional”. 

Explica que não é tanto por si: “Quando uso essas ferramentas não o faço para minha segurança, faço-o pelos meus interlocutores, as minhas fontes.” (…)  


O artigo na íntegra, no European Journalism Observatory, de onde colhemos a imagem utilizada

Connosco
Prémio Europeu Helena Vaz da Silva atribuído à Directora do CERN Ver galeria

A cientista italiana Fabiola Gianotti, especializada em física de partículas e, desde 2016, Directora-Geral do CERN (acrónimo da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), foi distinguida com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2019.

“O conhecimento é como uma arte”  - afirmou Fabiola Gianotti ao agradecer a nomeação. “Ambos são as mais altas expressões da mente humana e o CERN é o lugar perfeito para as alcançar.”

“O conhecimento científico pertence a todos”  - disse ainda. “Como cientistas, devemos fazer os maiores esforços para compartilhar com a sociedade em geral as nossas descobertas e promover uma ciência aberta, acessível a todos. Ao longo das décadas, o CERN tem defendido os valores da excelência científica, ciência aberta e colaboração entre os países europeus e do resto do mundo.”

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra, que representa em Portugal, e também com o Clube Português de Imprensa.

O Júri do Prémio deste ano atribuíu Menções Especiais a duas outras personalidades: o Director do Royal Danish Theatre,  Kasper Holten, pelo seu esforço em prol da compreensão do património cultural, e o italiano Angelo Castiglioni, que dedicou a sua vida a explorações arqueológicas e etnográficas.

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar no dia 25 de Novembro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
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01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set