Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Imprensa canadiana reflecte sobre o futuro e aposta no digital

 

A queda das receitas publicitárias e a sua transferência para o duopólio da internet tem levado as empresas rivais a unirem-se para poderem lutar, em igualdade de circunstâncias, contra um “inimigo comum”. Na Europa é já habitual este tipo de alianças.

Actualmente, assistimos a uma situação semelhante no Canadá. A imprensa canadiana adoptou a mesma linha já seguida na Europa e lançou as suas propostas, com o objectivo de sobreviver.

Como refere o artigo publicado no site electrónico media-tics, a Fundação Canadiana de Jornalismo, reuniu um grupo de editores para debater o futuro do jornalismo numa conferência intitulada “Mudança constante, quais serão os próximos passos para os meios de comunicação?”

A conclusão é comum e as linhas de actuação definidas coincidem com o que se passa na Europa, onde a imprensa luta pela sobrevivência.

Um dos oradores defendia, por exemplo, que há necessidade de trabalhar juntos e desenhar modelos empresariais que viabilizem uma boa relação com o público, com o objectivo de o sensibilizar para as assinaturas, a fim de reduzir a dependência dos anunciantes.

Aliás, um dos participantes nos painéis, Brian Myles, director do Le Devoir, sublinhou que dois terços das receitas do jornal são provenientes de assinaturas.

A sua aposta no modelo pago tem demostrado que há um nicho de mercado receptivo a suportar os custos de uma informação de qualidade.

Por outro lado, o jornal La Presse abandonará definitivamente o papel em 2018 para se converter ao digital, na íntegra.

Este jornal regista já 65 a 70 milhões de dólares nas receitas de publicidade no digital.

Os editores que intervieram na conferência, lamentaram, ainda, que o governo canadiano não tenha interesse em ajudar os media.

Curiosamente o mesmo foi dito em Lisboa, no Congresso das Comunicações (como referimos noutro local deste site), por Rosa Cullell, administradora da Media Capital, proprietária da TVI.

 

 

 

 

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
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