Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Fórum

Presidente da APM critica a deriva para "o jornalismo espectáculo"

Dirigindo-se aos alunos de um curso de jornalismo, Victoria Prego, presidente da APM - Asociación de la Prensa de Madrid, admite que está hoje “um pouco menos pessimista do que há quatro anos” sobre o futuro da profissão, que considera “um dos cimentos fundamentais de um sistema democrático”. Adverte no entanto que, independentemente das mudanças tecnológicas, as qualidades requeridas a um jornalista continuam as mesmas: “instrumentos intelectuais para compreender a realidade, capacidade de expressão e a máxima honestidade”. 

O balanço que faz a presidente da APM  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  procura identificar os pontos fortes e fracos do jornalismo que se pratica em Espanha, admitindo que “também se faz muito mau jornalismo”, tendo o prestígio dos seus profissionais “caído para níveis mínimos”. 

Por um lado, como afirmou, o jornalismo sem adjectivos “foi coberto pelo jornalismo espectáculo”; por outro, caiu-se num jornalismo “propagandista”, ou “publicitário”, em que alguns “se dedicaram a trabalhar ao serviço de um partido político, ou poder empresarial”. 

Segundo Victoria Prego, tem-se praticado “um jornalismo um pouco ‘esborratado’, no qual não se procurou elaborar a informação com o máximo de objectividade e emitir a opinião com o máximo de honestidade”. 

A sua intervenção ocorreu no contexto de um colóquio com os alunos da Universidade Francisco de Vitoria, moderado e apresentado pelo jornalista e docente da UFV Gabriel Sánchez.

O secretário-geral da APM e presidente da Comissão de Formação e Emprego, Alfonso Sánchez, explicou o papel da Associação e o seu valor como aglutinador de jornalistas. 

 

Mais informação no site da APM

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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O panorama dos media
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Se olharmos para o top dos programas mais vistos na televisão generalista em 2018 vemos um claro domínio das transmissões desportivas, seguidas a grande distância pelos reality shows e, ainda mais para trás, pelas telenovelas. No entanto as transmissões televisivas produzem apenas picos de audiência e contribuem relativamente pouco para as médias e para planos continuados. O dilema das televisões generalistas está na...
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O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
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O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...