Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
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Presidente da APM critica a deriva para "o jornalismo espectáculo"

Dirigindo-se aos alunos de um curso de jornalismo, Victoria Prego, presidente da APM - Asociación de la Prensa de Madrid, admite que está hoje “um pouco menos pessimista do que há quatro anos” sobre o futuro da profissão, que considera “um dos cimentos fundamentais de um sistema democrático”. Adverte no entanto que, independentemente das mudanças tecnológicas, as qualidades requeridas a um jornalista continuam as mesmas: “instrumentos intelectuais para compreender a realidade, capacidade de expressão e a máxima honestidade”. 

O balanço que faz a presidente da APM  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  procura identificar os pontos fortes e fracos do jornalismo que se pratica em Espanha, admitindo que “também se faz muito mau jornalismo”, tendo o prestígio dos seus profissionais “caído para níveis mínimos”. 

Por um lado, como afirmou, o jornalismo sem adjectivos “foi coberto pelo jornalismo espectáculo”; por outro, caiu-se num jornalismo “propagandista”, ou “publicitário”, em que alguns “se dedicaram a trabalhar ao serviço de um partido político, ou poder empresarial”. 

Segundo Victoria Prego, tem-se praticado “um jornalismo um pouco ‘esborratado’, no qual não se procurou elaborar a informação com o máximo de objectividade e emitir a opinião com o máximo de honestidade”. 

A sua intervenção ocorreu no contexto de um colóquio com os alunos da Universidade Francisco de Vitoria, moderado e apresentado pelo jornalista e docente da UFV Gabriel Sánchez.

O secretário-geral da APM e presidente da Comissão de Formação e Emprego, Alfonso Sánchez, explicou o papel da Associação e o seu valor como aglutinador de jornalistas. 

 

Mais informação no site da APM

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
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