Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

“Ebdo”, um original projecto francês de semanário sem publicidade

Um novo e original projecto de imprensa vai nascer em Paris. Será um semanário de 110 páginas, sem publicidade, e tem o lançamento previsto para Janeiro, com um preço de capa à volta dos quatro euros, o seu único suporte regular, se descontarmos um financiamento participativo inicial  na ordem de 150 mil euros, sob a forma de pré-assinatura.

Com o título Ebdo e uma redacção prevista de 40 jornalistas, o novo semanário baseia-se na convicção de que “os leitores do século XXI têm necessidade de um suporte de reflexão regular”, que não seja uma simples réplica de outros magazines, que atravessam, aliás, um período difícil.

Sem enjeitar essa crise que tem vindo a minar e a enfraquecer a imprensa tradicional, os responsáveis do Ebdo estabeleceram diferenças no seu projecto, criando algo mais motivador.

Desde logo, não será um magazine destinado a cobrir a actualidade, mas, sim, um jornal apostado em “armar intelectualmente o leitor, ajudando-o na sua vida quotidiana”. Ebdo será “uma espécie de universidade para todos”, o que permitirá atrair um público mais alargado, como sublinha Thierry Mandon, director geral do projecto.

O semanário será estruturado num formato longo, incluindo páginas de fotos e banda desenhada.

O Ebdo procurará, sobretudo, demarcar-se dos seus concorrentes, afirmando-se numa atitude de independência, no sentido de restabelecer o nível de confiança entre os leitores e o jornalista.

A ausência de publicidade visa contornar qualquer suspeição em relação a esse ideário de independência.

Para evitar que o jornal tenha um rótulo excessivamente parisiense, o recrutamento para a redação será geograficamente repartido.

A versão digital do Ebdo utilizará uma fórmula muito interactiva, com os visitantes em diálogo com redacção, havendo um jornalista designado para articular esse contacto.

Na versão em papel, o projecto propõe-se alcançar os 120 mil exemplares de circulação paga, a maior parte sob a forma de assinatura.

O Ebdo necessitará de um orçamento anual de 15 milhões de euros e espera reunir no seu capital fundador uma dúzia de investidores, com o objectivo de subscreverem cerca de 2 milhões de euros.

 

 

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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