Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Novas iniciativas

O “Twitter” quer "engordar" para o dobro dos caracteres...

A empresa que gere a rede social Twitter anunciou a intenção de passar para o dobro a extensão das mensagens que a tornaram famosa. A passagem dos 140 para os 280 caracteres está a ser testada “junto de um pequeno grupo de pessoas antes de decidir generalizá-la”, embora se declare confiante no “impacto positivo que a mudança terá”.

Segundo o DN – Media, que aqui citamos, “o Twitter, que nunca teve lucros e que perdeu 116 milhões de dólares (98,3 milhões de euros) no segundo trimestre, tem de encontrar meios de atrair mais utilizadores, que estagnaram nos 328 milhões nos primeiros seis meses do ano”. 

Num artigo de balanço sobre este passo, publicado no site AdAge, são colocados em confronto os argumentos dos dois lados: dos que pensam que a concisão exigida aos comunicantes era útil e dava força ao que se comunicava, e dos que entendem que o limite era um constrangimento que desencorajava os candidatos ao seu uso. 

Este novo formato não vai ser aplicado no Japão, na China ou na Coreia, porque as línguas aí usadas “já conseguem fazer mais com menos caracteres” – segundo o blog da empresa. 

O jornal britânico The Guardian anuncia a medida com um primeiro título irónico: “Twice as much Trump?”  -  [vamos ter] O Dobro de Trump?

 

Mais informação no DN-Media e em AdAge, cuja ilustração, de Tam Nguyen, aqui reproduzimos

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
O semanário britânico The Economist, geralmente um entusiasta do progresso científico e tecnológico, dedicou a capa e o primeiro editorial de um seu recente número a uma crítica severa às redes sociais. Estas, em vez de contribuírem para o esclarecimento público e o debate racional (como inicialmente se esperava), multiplicam mentiras e falsidades – por exemplo, as milhares de intromissões russas no Facebook e no...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
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