Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Media

Consumo de televisão perde terreno diante da internet

A industria audiovisual vive um tsunami que está a destruir as suas estruturas. A convergência do consumo de horas de televisão na internet, comparativamente com a utilização da rede hertziana tradicional, está num processo de evolução rápida. O consumo diário medio de televisão em 2012 era de 179 minutos em televisores normais e em aberto, contra  89 minutos através da internet. Mas a confluência agravou-se, e o consumo de televisão passou a ser, agora, de 164 minutos em aberto, contra 157 na internet. A lógica aponta para a intensificação da oferta de conteúdos audiovisuais para a internet.

A Google, através do Youtube e do Facebook, já anunciou que está a começar a exportar para a Europa uma experiência já realizada nos Estados Unidos: a participação na compra de direitos de retransmissão de grandes eventos desportivos e a produção de conteúdos próprios de ficção .

“Mas, são gigantes os moinhos que trazem a mudança ?” questiona Salvador Molina, autor do artigo publicado no site electrónico mediatics. “O tempo o dirá; mas desde é tempo para fazer uma avaliação e de realizar apostas importantes”.

A televisão do inicio do milénio, que todos conhecemos, não se parece em nada com aquela que já estamos a consumir: temos o “consumo à la carte ”, a oferta de conteúdos de ficção e entretenimento universais, a possibilidade de interacção com concursos. Podemos ainda propor desfechos e mudanças nos argumentos das séries,novelas, etc.

Este tsunami da industria audiovisual, não será comparável com nenhuma outra reconversão anterior da industria tradicional.

O autor não tem dúvidas de que "Chegou a hora da mudança !”

Leia aqui na íntegra artigo da mediatics

 

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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