Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Media

Menos publicidade tradicional está a inviabilizar também as agências

A quebra da publicidade tradicional está a ter reflexos sobre as próprias agências, conforme analisa Miguel Ormaetxea no site media-tics.

De facto, a situação adversa resultante do afastamento dos clientes institucionais, se sacrifica os media tem consequências não menos gravosas para as agências de publicidade.

Este quadro é caracterizado por uma substancial redução dos investimentos e contratos com as agências, até pela pouca eficácia e qualidade reconhecida tanto da publicidade tradicional como na digital.

O autor recorda mesmo que, recentemente, a WPP -  a maior companhia de publicidade do mundo -, anunciou uma forte desaceleração na sua actividade, provocando o afundamento das acções em Bolsa.

 

Segundo o Wall Street Journal, as maiores companhias publicitárias do mundo, estão a enfrentar uma situação complexa, na qual os clientes revêem os contratos para reduzir custos, enquanto se interrogam sobre a efectividade e qualidade da publicidade.

 

Por outro lado, surge uma tendência que é a das empresas ampliarem os seus departamentos de Marketing interno, enquanto os meios de comunicação estão a voltar-se de uma forma crescente para conteúdos de marca à medida.

 

Leia aqui na íntegra o texto de Miguel Ormaetxea

 

 

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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