null, 20 de Maio, 2018
Media

Jornalista eritreu distinguido pela UNESCO detido sem julgamento há quase 16 anos

O jornalista Dawit Isaak continua preso no seu país natal, a Eritreia, sem culpa formada, sem julgamento e, segundo a pouca informação disponível, sujeito a longos períodos de confinamento em cela solitária, sem luz. O facto de ter sido distinguido com o Prémio Mundial de Liberdade de Imprensa da UNESCO – Guillermo Cano 2017 deu novo estímulo às campanhas mundiais pela sua libertação mas, até agora, sem resultados. Está nestas condições desde 2001. 

Nascido em 27 de Outubro de 1964, nos primeiros anos da Guerra de Independência da Eritreia, que durou 30 anos (de Setembro de 1961 a Maio de 1991), Dawit Isaak cresceu em Asmara. Quando tinha 20 e poucos anos, a luta entre a Frente de Libertação Popular da Eritreia e o exército etíope intensificou-se e a União Soviética retirou o seu apoio ao governo da Etiópia. Em 1987, fugiu do país para a Suécia. 

Segundo a sua biografia, contada por Nathalie Rothschild no Correio da UNESCO, que aqui citamos, “em 1993, um ano após obter a cidadania sueca, Dawit Isaak voltou para uma Eritreia recém independente, onde se casou e teve três filhos”. (…)

No final dos anos 1990, ao abrigo de uma nova lei que autorizava a propriedade privada de meios de comunicação impressos, “tornou-se cofundador do primeiro jornal independente da Eritreia, o Setit, batizado com o nome do único rio eritreu que corre o ano todo”. 

Mas houve novos conflitos entre a Etiópia e a Eritreia, a situação piorou e, em 2001, depois de o Setit ter publicado uma carta aberta dirigida ao Presidente da Eritreia, todos os jornais independentes foram proibidos e 11 dos signatários da carta (que incluíam políticos de alto escalão) e dez jornalistas, incluindo Dawitt Isaak, foram presos. Estas prisões ocorreram poucas semanas depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos. 

O evento Sit with Dawit (Sente-se com Dawit) foi lançado em 2016 pela campanha Free Dawit (Libertem Dawit), para o envolvimento no apoio à causa de Dawit Isaak. Réplicas da cela de Dawit foram instaladas em vários locais, onde as pessoas podem passar 15 minutos sentadas sozinhas na escuridão – para reflectir sobre como devem ser os quase 16 anos de confinamento solitário de Dawit e demonstrar solidariedade para com ele. Esta fotografia foi tirada numa das principais praças de Estocolmo. 


O artigo citado, na pág. 53 do Correio da UNESCO, e a notícia do Prémio Mundial de Liberdade da Imprensa Unesco - Guillermo Cano 2017

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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A 3 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A ideia de uma organização, patrocinada pela Unesco, para defender a liberdade de informação partiu de um grupo de jornalistas independentes em 1976.O encontro deste ano, no Ghana, dará especial atenção à independência do sistema judicial e à importância de assegurar que serão legalmente investigados e condenados crimes contra jornalistas. Foi,...
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Agenda
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Mai
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The GEN Summit 2018
19:00 @ Pátio da Galé, Lisboa
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