Quinta-feira, 21 de Março, 2019
Media

Imprensa generalista perde vendas na primeira metade do ano

A Imprensa de informação geral sofreu, durante o primeiro semestre de 2017, uma quebra de vendas de cerca de 9%. Este número refere-se, em primeiro lugar, aos quatro diários generalistas em papel auditados pela APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, que são o Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, mas atinge também o semanário Expresso e as revistas Sábado e Visão. Há subidas na circulação digital paga mas, mesmo aí, só o Público encerra o semestre com saldo positivo. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “apesar de continuar a ser o líder incontestado em circulação impressa paga, o Correio da Manhã protagonizou a maior quebra em volume, ao vender em média menos 9.993 exemplares por dia durante os primeiros seis meses deste ano” (87.872 exemplares, face aos 97.865 vendidos em média no período homólogo em 2016). 

A sua descida, de 10,2%, “é a segunda mais acentuada em termos percentuais já que, embora representando menos volume, a maior quebra percentualmente pertenceu ao Diário de Notícias”. Este viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 14,7%, de 11.940 exemplares no primeiro semestre de 2016 para 10.183 nos primeiros seis meses deste ano. 

“Do mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido mas desceu 7,86%, de 49.986 exemplares para 46.055 exemplares. O terceiro mais vendido é o Público, que regista a quebra menos acentuada ao descer de 18.370 exemplares para 17.996 exemplares, uma descida de apenas 2,04%.” (…) 

No Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, os números seguem a mesma tendência. Este semanário registou, entre Janeiro e Junho deste ano, vendas em papel na casa dos 67.658 exemplares, uma quebra de 7.503 exemplares (-10%) face ao período homólogo. 

“Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 55.682 exemplares (-7,97%), enquanto a Sábado registou 39.743 (-5,43%). Destaque para o facto de a Visão, newsmagazine que está entre os títulos que a área de publishing da Impresa pretende vender ou encerrar, ter sido o único de todos estes a registar uma subida nas vendas em banca, ao passar de 20.279 para 20.537, um ligeiro crescimento de 1%.” (…)

 

Mais informação na Meios & Publicidade

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Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

Quando há leitores menos interessados na independência do jornal Ver galeria

Mais de 33 mil leitores do jornal espanhol eldiario.es  são assinantes, o que significa que pagam 60 euros por ano para ler os mesmos textos que são lidos de graça por oito milhões de pessoas por mês, sem pagarem um cêntimo.

“Supõe-se que o fazem por convicção, por apoio a um projecto digital que pertence exclusivamente a jornalistas, sem grandes empresas ou bancos entre os accionistas. Sem um grupo mediático por detrás.” (...) “Supõe-se que o fazem porque, graças a esse dinheiro, existe uma plataforma mediática independente que tem orgulho na sua independência e que aposta em conteúdos de qualidade.”

No entanto, quando eldiário.es publicou uma revelação embaraçosa para uma ministra do Governo do PSOE, houve quem suspendesse a assinatura, acusando o jornal de estar “a fazer o jogo da direita”.

O que remete para a pergunta que faz o título do artigo sobre uma entrevista que Ignacio Escolar, fundador e director do jornal referido, fez ao jornalista Iñaki Gabilondo: “E se os leitores não quiserem media livres?”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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