Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Imprensa generalista perde vendas na primeira metade do ano

A Imprensa de informação geral sofreu, durante o primeiro semestre de 2017, uma quebra de vendas de cerca de 9%. Este número refere-se, em primeiro lugar, aos quatro diários generalistas em papel auditados pela APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, que são o Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, mas atinge também o semanário Expresso e as revistas Sábado e Visão. Há subidas na circulação digital paga mas, mesmo aí, só o Público encerra o semestre com saldo positivo. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “apesar de continuar a ser o líder incontestado em circulação impressa paga, o Correio da Manhã protagonizou a maior quebra em volume, ao vender em média menos 9.993 exemplares por dia durante os primeiros seis meses deste ano” (87.872 exemplares, face aos 97.865 vendidos em média no período homólogo em 2016). 

A sua descida, de 10,2%, “é a segunda mais acentuada em termos percentuais já que, embora representando menos volume, a maior quebra percentualmente pertenceu ao Diário de Notícias”. Este viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 14,7%, de 11.940 exemplares no primeiro semestre de 2016 para 10.183 nos primeiros seis meses deste ano. 

“Do mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido mas desceu 7,86%, de 49.986 exemplares para 46.055 exemplares. O terceiro mais vendido é o Público, que regista a quebra menos acentuada ao descer de 18.370 exemplares para 17.996 exemplares, uma descida de apenas 2,04%.” (…) 

No Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, os números seguem a mesma tendência. Este semanário registou, entre Janeiro e Junho deste ano, vendas em papel na casa dos 67.658 exemplares, uma quebra de 7.503 exemplares (-10%) face ao período homólogo. 

“Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 55.682 exemplares (-7,97%), enquanto a Sábado registou 39.743 (-5,43%). Destaque para o facto de a Visão, newsmagazine que está entre os títulos que a área de publishing da Impresa pretende vender ou encerrar, ter sido o único de todos estes a registar uma subida nas vendas em banca, ao passar de 20.279 para 20.537, um ligeiro crescimento de 1%.” (…)

 

Mais informação na Meios & Publicidade

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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