Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Imprensa generalista perde vendas na primeira metade do ano

A Imprensa de informação geral sofreu, durante o primeiro semestre de 2017, uma quebra de vendas de cerca de 9%. Este número refere-se, em primeiro lugar, aos quatro diários generalistas em papel auditados pela APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, que são o Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, mas atinge também o semanário Expresso e as revistas Sábado e Visão. Há subidas na circulação digital paga mas, mesmo aí, só o Público encerra o semestre com saldo positivo. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “apesar de continuar a ser o líder incontestado em circulação impressa paga, o Correio da Manhã protagonizou a maior quebra em volume, ao vender em média menos 9.993 exemplares por dia durante os primeiros seis meses deste ano” (87.872 exemplares, face aos 97.865 vendidos em média no período homólogo em 2016). 

A sua descida, de 10,2%, “é a segunda mais acentuada em termos percentuais já que, embora representando menos volume, a maior quebra percentualmente pertenceu ao Diário de Notícias”. Este viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 14,7%, de 11.940 exemplares no primeiro semestre de 2016 para 10.183 nos primeiros seis meses deste ano. 

“Do mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido mas desceu 7,86%, de 49.986 exemplares para 46.055 exemplares. O terceiro mais vendido é o Público, que regista a quebra menos acentuada ao descer de 18.370 exemplares para 17.996 exemplares, uma descida de apenas 2,04%.” (…) 

No Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, os números seguem a mesma tendência. Este semanário registou, entre Janeiro e Junho deste ano, vendas em papel na casa dos 67.658 exemplares, uma quebra de 7.503 exemplares (-10%) face ao período homólogo. 

“Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 55.682 exemplares (-7,97%), enquanto a Sábado registou 39.743 (-5,43%). Destaque para o facto de a Visão, newsmagazine que está entre os títulos que a área de publishing da Impresa pretende vender ou encerrar, ter sido o único de todos estes a registar uma subida nas vendas em banca, ao passar de 20.279 para 20.537, um ligeiro crescimento de 1%.” (…)

 

Mais informação na Meios & Publicidade

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Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...