Sexta-feira, 22 de Setembro, 2017
Novas iniciativas

Novos modos de apresentar um “jornalismo ao vivo” em formato original

Em vez de se confiarem apenas a utentes que ficam a ler um artigo usando dispositivos já sobrecarregados de informação e escolhas possíveis, muitos media estão agora a experimentar outras formas de comunicação. O modo de funcionamento é o de reunir jornalistas e leitores no mesmo local  - uma plateia diante de um palco -  para partilharem uma história, entrarem num debate ou trocarem ideias, usando a palavra, a imagem, a música, a representação e outros formatos multimédia.

 

À primeira vista, lembramo-nos espontaneamente das conferências TED. É um conceito semelhante, mas talvez com mais animação e riqueza de meios, e menos dependente em exclusivo da palavra. Já se lhe chamou live journalism, mas esta expressão, em rigor, remete para formas de reportagem no terreno e transmitidas por livestreaming ou disciplinas semelhantes. 

Lançado em Paris em 2014, o Live Magazine apresenta-se como “um jornal vivo, durante o qual jornalistas, fotojornalistas, ilustradores e realizadores se sucedem em cena, para contarem  - por palavras, por sons, por imagens -  uma história íntima em poucos minutos; relatos 100% inéditos e 99% verdadeiros, que se imprimem directamente nas nossas cabeças; para viver em directo, sem captação nem reprodução”. 

As próximas edições em França são as do Live Magazine dos Fotógrafos, a 6 de Setembro, no Festival Visa para a Imagem, em Perpignan, e o Live Magazine du Monde Festival a 25 de Setembro no Casino de Paris. 

Segundo a International Journalists’s Network, “uma das oportunidades que trouxe o live journalism foi, especialmente para os fotojornalistas, a possibilidade de exporem fotografias inéditas; qualquer fotojornalista pode testemunhar o facto de que eles têm milhares de imagens que não foram vistas, porque não eram adequadas ao seu próprio meio de comunicação”.

 

Mais informação na IJNet, em journalism.co.uk e no site do Live Magazine francês

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
Na semana passada aconteceu o que há muito se esperava – um dos maiores grupos de comunicação anunciou que vai encerrar ou vender a maior parte dos seus títulos de imprensa. A braços com um endividamente gigantesco, acaba por reconhecer que as receitas que obtém, quando existem, são insuficientes para inverter a situação criada ao longo de anos. O cenário actual complica tudo: é devastador folhear um jornal...
Falhada a emissão obrigacionista, sabia-se que algo teria de acontecer na Impresa, em função do elevado nível do seu endividamento. A entrevista de 12 páginas publicada na revista do Expresso com António Costa, sem nenhuma novidade que justificasse tamanho relevo, acompanhada de uma invulgar chamada de capa  a 5 colunas (além da própria capa integral da revista)  já deixava perceber um critério editorial pouco...
Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
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4º Workshop de Pós-Graduação em Ciência da Informação
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09:00 @ Cenjor, Lisboa
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