Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Novas iniciativas

Novos modos de apresentar um “jornalismo ao vivo” em formato original

Em vez de se confiarem apenas a utentes que ficam a ler um artigo usando dispositivos já sobrecarregados de informação e escolhas possíveis, muitos media estão agora a experimentar outras formas de comunicação. O modo de funcionamento é o de reunir jornalistas e leitores no mesmo local  - uma plateia diante de um palco -  para partilharem uma história, entrarem num debate ou trocarem ideias, usando a palavra, a imagem, a música, a representação e outros formatos multimédia.

 

À primeira vista, lembramo-nos espontaneamente das conferências TED. É um conceito semelhante, mas talvez com mais animação e riqueza de meios, e menos dependente em exclusivo da palavra. Já se lhe chamou live journalism, mas esta expressão, em rigor, remete para formas de reportagem no terreno e transmitidas por livestreaming ou disciplinas semelhantes. 

Lançado em Paris em 2014, o Live Magazine apresenta-se como “um jornal vivo, durante o qual jornalistas, fotojornalistas, ilustradores e realizadores se sucedem em cena, para contarem  - por palavras, por sons, por imagens -  uma história íntima em poucos minutos; relatos 100% inéditos e 99% verdadeiros, que se imprimem directamente nas nossas cabeças; para viver em directo, sem captação nem reprodução”. 

As próximas edições em França são as do Live Magazine dos Fotógrafos, a 6 de Setembro, no Festival Visa para a Imagem, em Perpignan, e o Live Magazine du Monde Festival a 25 de Setembro no Casino de Paris. 

Segundo a International Journalists’s Network, “uma das oportunidades que trouxe o live journalism foi, especialmente para os fotojornalistas, a possibilidade de exporem fotografias inéditas; qualquer fotojornalista pode testemunhar o facto de que eles têm milhares de imagens que não foram vistas, porque não eram adequadas ao seu próprio meio de comunicação”.

 

Mais informação na IJNet, em journalism.co.uk e no site do Live Magazine francês

Connosco
Quatro congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal Ver galeria

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

António Lobo Xavier em Janeiro no novo ciclo de jantares-debate do CPI Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, subordinado ao tema genérico O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções” prossegue  no próximo dia 24 de Janeiro, sendo orador convidado António Lobo Xavier, advogado, político e conselheiro de Estado designado por Marcelo Rebelo de Sousa.  

António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, de seu nome completo, nasceu em Coimbra em 1959, e é um prestigiado advogado, ligado desde a juventude ao CDS-PP, com uma intervenção política regular e respeitada, designadamente, no programa televisivo “Quadratura do Círculo”, no qual participa desde 2004.


O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Como será o ano de 2018 para os mídia e a actividade publicitária? Vamos então brincar às bolas de cristal. Em primeiro lugar as estações de televisão generalistas estão a perder espectadores e estas quedas são mais rápidas do que se pensava. A culpa, já se sabe, é da internet – que é a razão para todas as crises de mídia do mundo. Explicando melhor, a culpa é do...
Jornalismo melhor ou pior em Portugal?
Francisco Sarsfield Cabral
Esta interrogação vem a propósito de um recente artigo de João Miguel Tavares no Público, refutando afirmações de Pacheco Pereira no mesmo jornal sobre a qualidade do jornalismo no nosso país. Pacheco Pereira sempre foi crítico dos jornalistas portugueses e dos seus métodos de trabalho. Há anos, quando era deputado do PSD, procurou isolar o mais possível, no Parlamento, os deputados dos jornalistas que ali...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...
Se 2016 foi o ano em que se tornou evidente o impacto do Facebook e da Google nos meios de comunicação social tradicionais em termos de perda de receita publicitária, então 2017 foi quando se tornou impossível ignorar outros impactos. O ano que agora começa pode acelerar essas tendências ou testemunhar uma intensificação dos esforços recentes para as contrariar. No Reino Unido, o Parlamento deu ao Facebook e ao Twitter...
Gostaria de felicitar a Assembleia da República pela organização desta Conferência sobre a agência portuguesa de notícias – LUSA. Três razões justificam, só por si, a iniciativa. Passo a enunciá-las. Primeira razão: a LUSA é hoje, e de longe, o principal fornecedor de conteúdos para os órgãos de comunicação social portugueses. Cerca de 70% do material informativo que...
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