Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Novas iniciativas

Novos modos de apresentar um “jornalismo ao vivo” em formato original

Em vez de se confiarem apenas a utentes que ficam a ler um artigo usando dispositivos já sobrecarregados de informação e escolhas possíveis, muitos media estão agora a experimentar outras formas de comunicação. O modo de funcionamento é o de reunir jornalistas e leitores no mesmo local  - uma plateia diante de um palco -  para partilharem uma história, entrarem num debate ou trocarem ideias, usando a palavra, a imagem, a música, a representação e outros formatos multimédia.

 

À primeira vista, lembramo-nos espontaneamente das conferências TED. É um conceito semelhante, mas talvez com mais animação e riqueza de meios, e menos dependente em exclusivo da palavra. Já se lhe chamou live journalism, mas esta expressão, em rigor, remete para formas de reportagem no terreno e transmitidas por livestreaming ou disciplinas semelhantes. 

Lançado em Paris em 2014, o Live Magazine apresenta-se como “um jornal vivo, durante o qual jornalistas, fotojornalistas, ilustradores e realizadores se sucedem em cena, para contarem  - por palavras, por sons, por imagens -  uma história íntima em poucos minutos; relatos 100% inéditos e 99% verdadeiros, que se imprimem directamente nas nossas cabeças; para viver em directo, sem captação nem reprodução”. 

As próximas edições em França são as do Live Magazine dos Fotógrafos, a 6 de Setembro, no Festival Visa para a Imagem, em Perpignan, e o Live Magazine du Monde Festival a 25 de Setembro no Casino de Paris. 

Segundo a International Journalists’s Network, “uma das oportunidades que trouxe o live journalism foi, especialmente para os fotojornalistas, a possibilidade de exporem fotografias inéditas; qualquer fotojornalista pode testemunhar o facto de que eles têm milhares de imagens que não foram vistas, porque não eram adequadas ao seu próprio meio de comunicação”.

 

Mais informação na IJNet, em journalism.co.uk e no site do Live Magazine francês

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

“Um jornal, hoje, não pode viver sem se pôr de joelhos diante da Google”. Foi esta a síntese de Casimiro García Abadillo, director de El Independiente, na comemoração do centenário do jornal El Sol. Disse ainda que as quedas da tiragem e da receita publicitária, desde a chegada da Internet, trouxeram uma “debilidade financeira” que permitiu que os grandes jornais fossem apropriados pela banca e outros grupos empresariais. Outra consequência foi a perda de emprego para muitos profissionais e uma desvalorização salarial que “proletarizou [a profissão] até limites insuportáveis”. A reportagem é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
As redes sociais e o passado
Francisco Sarsfield Cabral
O semanário britânico The Economist, geralmente um entusiasta do progresso científico e tecnológico, dedicou a capa e o primeiro editorial de um seu recente número a uma crítica severa às redes sociais. Estas, em vez de contribuírem para o esclarecimento público e o debate racional (como inicialmente se esperava), multiplicam mentiras e falsidades – por exemplo, as milhares de intromissões russas no Facebook e no...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
O  estado dos media americanos continua a inspirar apreensão, e desenvolvimentos reportados desde o verão têem acentuado os motivos de preocupação, com poucas  excepções. Os relatórios do Pew Research Center – organização não-partidária com sede em Washington, fundada em 2004, dedicada ao estudo da evolução de sectores como o jornalismo, demografia, política e opinião...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
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Formação sobre podcasts
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