Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Os meios “nativos digitais” em crescimento nos Estados Unidos

Os meios de comunicação designados como “nativos digitais”, nos Estados Unidos, têm estado a subir, na sua audiência como na presença de publicidade. O crescimento desta última verifica-se sobretudo nos anúncios concebidos para os dispositivos móveis. Os dados referidos decorrem dos mais recentes relatórios do Pew Research Center e do eMerketer

Nos Estados Unidos, 93% dos adultos acede a notícias online. Segundo notícia de Media-tics, que aqui citamos, o Pew Research Center publica um relatório anual focado sobre a audiência dos meios “nativos digitais” com pelo menos dez milhões de visitantes únicos entre Outubro e Dezembro de cada ano: 

“No quarto trimestre de 2016, a audiência destes media subiu 12%, ultrapassando os 22,8 milhões de visitantes únicos. Quanto ao tempo passado em cada website, a média situa-se nos 2,4 minutos.” (…) 

“O uso de diversos canais para chegar ao público não se limita às aplicações móveis. 97% [destes sites] emitem boletins informativos, 92% têm presença na Apple News, 75% voltaram-se para o lançamento de podcasts e 61% mantêm um feedback com a sua audiência, permitindo a inclusão de comentários aos artigos.” 

“Os meios nascidos na Internet apresentam uma actividade muito elevada nas redes sociais. Todos têm uma página ou conta oficial tanto no Facebook como no Twitter, enquanto a sua presença no YouTube é de 97% e no Instagram de 92%. Por outro lado, os meios com canal ou conta no Snapchat chegam apenas aos 25%.” (…) 

Segundo os cálculos da eMarketer de 2016, “a publicidade no conjunto de todos os actores digitais tinha aumentado, de mais de 58.800 milhões de dólares em 2015, para cerca de 71.600 milhões no ano passado. Quanto às receitas publicitárias totais, representam uma percentagem que subiu de 33 para 37%. As receitas pela publicidade móvel cresceram num ano de 32.000 para 74 mil milhões, e já representam 65% do total das receitas publicitárias digitais.” (…) 

 

Mais informação na notícia de Media-tics e no estudo do Pew Research Center

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
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