Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Media

Os meios “nativos digitais” em crescimento nos Estados Unidos

Os meios de comunicação designados como “nativos digitais”, nos Estados Unidos, têm estado a subir, na sua audiência como na presença de publicidade. O crescimento desta última verifica-se sobretudo nos anúncios concebidos para os dispositivos móveis. Os dados referidos decorrem dos mais recentes relatórios do Pew Research Center e do eMerketer

Nos Estados Unidos, 93% dos adultos acede a notícias online. Segundo notícia de Media-tics, que aqui citamos, o Pew Research Center publica um relatório anual focado sobre a audiência dos meios “nativos digitais” com pelo menos dez milhões de visitantes únicos entre Outubro e Dezembro de cada ano: 

“No quarto trimestre de 2016, a audiência destes media subiu 12%, ultrapassando os 22,8 milhões de visitantes únicos. Quanto ao tempo passado em cada website, a média situa-se nos 2,4 minutos.” (…) 

“O uso de diversos canais para chegar ao público não se limita às aplicações móveis. 97% [destes sites] emitem boletins informativos, 92% têm presença na Apple News, 75% voltaram-se para o lançamento de podcasts e 61% mantêm um feedback com a sua audiência, permitindo a inclusão de comentários aos artigos.” 

“Os meios nascidos na Internet apresentam uma actividade muito elevada nas redes sociais. Todos têm uma página ou conta oficial tanto no Facebook como no Twitter, enquanto a sua presença no YouTube é de 97% e no Instagram de 92%. Por outro lado, os meios com canal ou conta no Snapchat chegam apenas aos 25%.” (…) 

Segundo os cálculos da eMarketer de 2016, “a publicidade no conjunto de todos os actores digitais tinha aumentado, de mais de 58.800 milhões de dólares em 2015, para cerca de 71.600 milhões no ano passado. Quanto às receitas publicitárias totais, representam uma percentagem que subiu de 33 para 37%. As receitas pela publicidade móvel cresceram num ano de 32.000 para 74 mil milhões, e já representam 65% do total das receitas publicitárias digitais.” (…) 

 

Mais informação na notícia de Media-tics e no estudo do Pew Research Center

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
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