Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Os meios “nativos digitais” em crescimento nos Estados Unidos

Os meios de comunicação designados como “nativos digitais”, nos Estados Unidos, têm estado a subir, na sua audiência como na presença de publicidade. O crescimento desta última verifica-se sobretudo nos anúncios concebidos para os dispositivos móveis. Os dados referidos decorrem dos mais recentes relatórios do Pew Research Center e do eMerketer

Nos Estados Unidos, 93% dos adultos acede a notícias online. Segundo notícia de Media-tics, que aqui citamos, o Pew Research Center publica um relatório anual focado sobre a audiência dos meios “nativos digitais” com pelo menos dez milhões de visitantes únicos entre Outubro e Dezembro de cada ano: 

“No quarto trimestre de 2016, a audiência destes media subiu 12%, ultrapassando os 22,8 milhões de visitantes únicos. Quanto ao tempo passado em cada website, a média situa-se nos 2,4 minutos.” (…) 

“O uso de diversos canais para chegar ao público não se limita às aplicações móveis. 97% [destes sites] emitem boletins informativos, 92% têm presença na Apple News, 75% voltaram-se para o lançamento de podcasts e 61% mantêm um feedback com a sua audiência, permitindo a inclusão de comentários aos artigos.” 

“Os meios nascidos na Internet apresentam uma actividade muito elevada nas redes sociais. Todos têm uma página ou conta oficial tanto no Facebook como no Twitter, enquanto a sua presença no YouTube é de 97% e no Instagram de 92%. Por outro lado, os meios com canal ou conta no Snapchat chegam apenas aos 25%.” (…) 

Segundo os cálculos da eMarketer de 2016, “a publicidade no conjunto de todos os actores digitais tinha aumentado, de mais de 58.800 milhões de dólares em 2015, para cerca de 71.600 milhões no ano passado. Quanto às receitas publicitárias totais, representam uma percentagem que subiu de 33 para 37%. As receitas pela publicidade móvel cresceram num ano de 32.000 para 74 mil milhões, e já representam 65% do total das receitas publicitárias digitais.” (…) 

 

Mais informação na notícia de Media-tics e no estudo do Pew Research Center

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...