Sexta-feira, 22 de Setembro, 2017
Media

Família Rothschild resgata jornal digital francês

O jornal digital francês Slate.fr, que vivia em situação deficitária desde a sua fundação, em 2009, foi resgatado pelo casal Ariane e Benjamin de Rothschild, que fez um aumento do capital já investido, tornando-se agora accionista maioritário. Esta mudança trouxe consigo outras, tanto na direcção como no modelo editorial, e vários jornalistas decidiram sair, ao abrigo da cláusula de rescisão com indemnização.

Segundo fonte interna do site, referida pelo jornal Libération, foi o próprio fundador e presidente do Slate, Jean-Marie Colombani (ex-director de Le Monde), quem persuadiu Ariane de Rothschild: “Ela não queria ser maioritária, pelo receio de ser misturada com outros milionários que detêm órgãos de comunicação.” 

A operação foi realizada “por intermédio de uma sociedade pessoal, distinta do banco, designada Cattleya Finance e sediada no Luxemburgo”. Ainda segundo o Libération, que aqui citamos, Benjamin de Rothschild e a esposa são presidentes, respectivamente, do conselho de administração e do comité executivo do grupo Edmond de Rothschild, um “pequeno império financeiro, baseado em Genebra e conhecido principalmente pela sua actividade na gestão de activos”, que “não deve ser confundido com Rotshchild & Cie, o banco de negócios  - onde trabalhou Emmanuel Macron -  dirigido em Paris por David de Rotshchild, primo de Benjamin”. Os dois ramos da família têm relações frias entre si. 

Os novos proprietários do site injectaram 1,15 milhões de euros e adquiriram mais 135.294 acções, estando previsto que tragam outro milhão de euros durante o próximo ano e meio, o que eleva o seu investimento total a 2,15 milhões de euros. 

Segundo outra fonte interna, o objectivo é reduzir o efectivo da redacção de doze para sete pessoas, deixando de produzir artigos curtos, mas apenas “textos longos, num género muito magazine”. Os jornalistas deixariam de escrever, passando a editores de textos provenientes de freelancers. Uma coisa que não muda é o acesso ao site, que continuará a ser livre. 

 

Mais informação em Libération e Le Figaro, e o site de Slate.fr

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

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O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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