Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Google e Facebook prometem tomar medidas para travar notícias falsas

Google e Facebook, as duas grandes plataformas da Internet apontadas como indirectamente responsáveis pela proliferação das notícias falsas, têm estado a tomar medidas para contrariar o fenómeno e provar a sua vontade de limpar delas, não só a Web, como o seu próprio nome. No texto que agora citamos, Flavia Sekles, directora de comunicação do Google na América Latina, explica as medidas tomadas pela empresa que desenvolveu o mais famoso e utilizado motor de busca. É o quarto artigo incluído na série intitulada “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, publicado pelo Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria. Os restantes podem ser consultados noutros locais deste site do CPI.

A autora apresenta o problema nos seguintes termos:

“Desde o início, o Google lida diariamente com indivíduos ou sistemas que tentam ser mais inteligentes que o algoritmo, seja para aparecer no topo da página, seja para disseminar conteúdos enganosos, usando content farms, textos obscuros e outras práticas deceptivas que miram, além do Google, os mais de 1 bilhão de usuários que procuram informações na plataforma todos os meses.” (...)

“Para o Google, o mais importante é garantir que o conteúdo com o qual qualquer indivíduo se depara quando busca uma informação seja o resultado mais relevante, da fonte mais confiável. Somos os primeiros a reconhecer que não acertamos 100% das vezes: as informações que existem na Web são produzidas por pessoas com opiniões diversas, que vivem em contextos diferentes, e com objetivos nem sempre isentos.” (...) 

“Em Abril, anunciamos melhorias no [ranking], aprimorando métodos de avaliação, com actualizações algorítmicas para divulgar conteúdo mais autoritativo. Actualizamos as directrizes de qualidade da busca usada por avaliadores de resultados, para que eles devidamente sinalizem informações enganosas, resultados ofensivos, fraudes e teorias de conspiração, o que ajudará os algoritmos a rebaixar conteúdo de baixa qualidade ao longo do tempo.” (...) 

No desenvolvimento do texto, Flavia Sekles sublinha a importância das empresas noticiosas e a necessidade reconhecida de estabelecer com elas parcerias sobre estes problemas:

“É por isso que o Google tanto preza seu relacionamento com publishers. Dentre todas as populações de criadores de conteúdo na qual investimos  – youtubers, empreendedores, académicos e estudiosos –, os publishers estão entre os mais importantes. Notícias  – do tipo com credibilidade –  são cruciais para nossa missão, especialmente a parte que diz respeito a tornar informações acessíveis e úteis para todos.”  

 

O artigo na íntegra, no Observatório da Imprensa

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...