Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Google e Facebook prometem tomar medidas para travar notícias falsas

Google e Facebook, as duas grandes plataformas da Internet apontadas como indirectamente responsáveis pela proliferação das notícias falsas, têm estado a tomar medidas para contrariar o fenómeno e provar a sua vontade de limpar delas, não só a Web, como o seu próprio nome. No texto que agora citamos, Flavia Sekles, directora de comunicação do Google na América Latina, explica as medidas tomadas pela empresa que desenvolveu o mais famoso e utilizado motor de busca. É o quarto artigo incluído na série intitulada “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, publicado pelo Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria. Os restantes podem ser consultados noutros locais deste site do CPI.

A autora apresenta o problema nos seguintes termos:

“Desde o início, o Google lida diariamente com indivíduos ou sistemas que tentam ser mais inteligentes que o algoritmo, seja para aparecer no topo da página, seja para disseminar conteúdos enganosos, usando content farms, textos obscuros e outras práticas deceptivas que miram, além do Google, os mais de 1 bilhão de usuários que procuram informações na plataforma todos os meses.” (...)

“Para o Google, o mais importante é garantir que o conteúdo com o qual qualquer indivíduo se depara quando busca uma informação seja o resultado mais relevante, da fonte mais confiável. Somos os primeiros a reconhecer que não acertamos 100% das vezes: as informações que existem na Web são produzidas por pessoas com opiniões diversas, que vivem em contextos diferentes, e com objetivos nem sempre isentos.” (...) 

“Em Abril, anunciamos melhorias no [ranking], aprimorando métodos de avaliação, com actualizações algorítmicas para divulgar conteúdo mais autoritativo. Actualizamos as directrizes de qualidade da busca usada por avaliadores de resultados, para que eles devidamente sinalizem informações enganosas, resultados ofensivos, fraudes e teorias de conspiração, o que ajudará os algoritmos a rebaixar conteúdo de baixa qualidade ao longo do tempo.” (...) 

No desenvolvimento do texto, Flavia Sekles sublinha a importância das empresas noticiosas e a necessidade reconhecida de estabelecer com elas parcerias sobre estes problemas:

“É por isso que o Google tanto preza seu relacionamento com publishers. Dentre todas as populações de criadores de conteúdo na qual investimos  – youtubers, empreendedores, académicos e estudiosos –, os publishers estão entre os mais importantes. Notícias  – do tipo com credibilidade –  são cruciais para nossa missão, especialmente a parte que diz respeito a tornar informações acessíveis e úteis para todos.”  

 

O artigo na íntegra, no Observatório da Imprensa

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

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O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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As notícias falsas e a internet
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