null, 23 de Setembro, 2018
Media

Google e Facebook prometem tomar medidas para travar notícias falsas

Google e Facebook, as duas grandes plataformas da Internet apontadas como indirectamente responsáveis pela proliferação das notícias falsas, têm estado a tomar medidas para contrariar o fenómeno e provar a sua vontade de limpar delas, não só a Web, como o seu próprio nome. No texto que agora citamos, Flavia Sekles, directora de comunicação do Google na América Latina, explica as medidas tomadas pela empresa que desenvolveu o mais famoso e utilizado motor de busca. É o quarto artigo incluído na série intitulada “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, publicado pelo Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria. Os restantes podem ser consultados noutros locais deste site do CPI.

A autora apresenta o problema nos seguintes termos:

“Desde o início, o Google lida diariamente com indivíduos ou sistemas que tentam ser mais inteligentes que o algoritmo, seja para aparecer no topo da página, seja para disseminar conteúdos enganosos, usando content farms, textos obscuros e outras práticas deceptivas que miram, além do Google, os mais de 1 bilhão de usuários que procuram informações na plataforma todos os meses.” (...)

“Para o Google, o mais importante é garantir que o conteúdo com o qual qualquer indivíduo se depara quando busca uma informação seja o resultado mais relevante, da fonte mais confiável. Somos os primeiros a reconhecer que não acertamos 100% das vezes: as informações que existem na Web são produzidas por pessoas com opiniões diversas, que vivem em contextos diferentes, e com objetivos nem sempre isentos.” (...) 

“Em Abril, anunciamos melhorias no [ranking], aprimorando métodos de avaliação, com actualizações algorítmicas para divulgar conteúdo mais autoritativo. Actualizamos as directrizes de qualidade da busca usada por avaliadores de resultados, para que eles devidamente sinalizem informações enganosas, resultados ofensivos, fraudes e teorias de conspiração, o que ajudará os algoritmos a rebaixar conteúdo de baixa qualidade ao longo do tempo.” (...) 

No desenvolvimento do texto, Flavia Sekles sublinha a importância das empresas noticiosas e a necessidade reconhecida de estabelecer com elas parcerias sobre estes problemas:

“É por isso que o Google tanto preza seu relacionamento com publishers. Dentre todas as populações de criadores de conteúdo na qual investimos  – youtubers, empreendedores, académicos e estudiosos –, os publishers estão entre os mais importantes. Notícias  – do tipo com credibilidade –  são cruciais para nossa missão, especialmente a parte que diz respeito a tornar informações acessíveis e úteis para todos.”  

 

O artigo na íntegra, no Observatório da Imprensa

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
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