Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Facebook desafia YouTube com canal de vídeo Watch

O Facebook anunciou o lançamento do seu próprio canal de vídeo, denominado Watch e aparentemente vocacionado como concorrente directo do YouTube. À semelhança deste, também o Watch vai assentar numa proporção de 55% da receita da publicidade para os criativos e 45% para si mesmo, sendo manifesto que o objectivo principal é o de atrair mais anúncios. Numa primeira fase, o novo canal estará disponível apenas junto de um número limitado de utentes nos Estados Unidos.

Com esta medida, o Facebook procura “potenciar uma comunidade de criadores de conteúdos que venham a gerar receitas para ambas as partes”. Segundo Media-tics, que aqui citamos, a plataforma vinha estudando formas de contornar o problema da “desaceleração no crescimento do investimento publicitário” e lança agora o Watch precisamente “para atrair mais publicidade”. 

Mark Zuckerberg apresenta o novo canal como espaço para “uma ampla gama de espectáculos, desde o reality-show à comédia, ou aos desportos em directo”. Os conteúdos serão realizados tanto por profissionais como pela própria comunidade da rede social. 

Ainda segundo Media-tics, “os utentes terão a oportunidade de descobrir programas baseados no que estão a ver os seus amigos, e agregar os favoritos a uma lista; também poderão ler as reacções de outras pessoas e colocar comentários, estabelecendo-se uma conversa entre amigos”. 

“Criar uma comunidade de utentes que passem mais tempo na plataforma é um dos principais objectivos dos dirigentes do Facebook.” (...) 

 

Mais informação em Media-tics, Le Monde e no Observador

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
O panorama dos media
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O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
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