Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Novas iniciativas

Aplicação abre "Museu do Tempo" combinando jornalismo e "Pokémon Go"

Uma aplicação que permite conhecer uma cidade, não como numa visita guiada, mas sendo o utente a descobrir o ambiente por conta própria. Neste caso dedicada à Zona Portuária do Rio de Janeiro, onde existiu “o maior porto de escravos das Américas no séc.XIX”. O projecto foi desenvolvido pela Agência Pública do Brasil e é apresentado como “uma mistura entre jornalismo e Pokémon Go”, com a tecnologia de geolocalização ao serviço de um levantamento histórico rigoroso dos acontecimentos, felizes ou trágicos, ligados a cada ponto do percurso temático proposto.  

O título da aplicação é Museu do Ontem e, “à medida que é feita a aproximação dos pontos mapeados, a tecnologia de geolocalização destrava histórias tão antigas quanto as da Família Real portuguesa até às mais recentes, como a das vigas de aço sumidas da demolição do viaduto da Perimetral, passando por episódios tenebrosos da Ditadura Militar”. (...) 

Natália Viana, co-directora da Agência Pública, sublinha “a importância histórica do lugar, hoje reconhecida pelo período da escravidão”, e o interesse da aplicação “para aproximar o público dessa história; a ideia é trazer a informação jornalística para outros públicos”, como diz no texto publicado pelo Centro Knight, que aqui citamos. 

Também é possível ao utente-visitante aventurar-se num dos “cinco percursos temáticos: da Corrupção, do Terror, do Samba, dos Fantasmas e História do Brasil Express. No roteiro dos fantasmas, por exemplo, são revelados episódios tristes e pouco discutidos que assombram a Zona Portuária. Alguns podem levar até três horas para serem completados. (...) É possível explorar o Porto tanto pelo mapa actual quanto pelo desenho de 1832, recriado pela artista plástica Juliana Russo”. (...) 

O projecto desta aplicação “faz parte dos LABs – Laboratórios de Inovação em Jornalismo, destinados à experimentação de linguagem. É dali que também surgiram 100 e Vigilância, dois grandes trabalhos de reportagem cuja narrativa é apresentada de forma não-linear, decidida pelo leitor”. 

“Esta aplicação é um passo além, o usuário caminhou por ali, olhou os casarões, a informação fica mais profunda”, comenta Natália Viana. “Quisemos trazer a possibilidade da experimentação. Esses projectos são pensados desde o início como uma mistura de jornalismo, tecnologia e arte”. 

 

O texto no site do Knight Center, e a ligação ao Museu do Ontem

 

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

ver mais >
Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...