Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Novas iniciativas

Aplicação abre "Museu do Tempo" combinando jornalismo e "Pokémon Go"

Uma aplicação que permite conhecer uma cidade, não como numa visita guiada, mas sendo o utente a descobrir o ambiente por conta própria. Neste caso dedicada à Zona Portuária do Rio de Janeiro, onde existiu “o maior porto de escravos das Américas no séc.XIX”. O projecto foi desenvolvido pela Agência Pública do Brasil e é apresentado como “uma mistura entre jornalismo e Pokémon Go”, com a tecnologia de geolocalização ao serviço de um levantamento histórico rigoroso dos acontecimentos, felizes ou trágicos, ligados a cada ponto do percurso temático proposto.  

O título da aplicação é Museu do Ontem e, “à medida que é feita a aproximação dos pontos mapeados, a tecnologia de geolocalização destrava histórias tão antigas quanto as da Família Real portuguesa até às mais recentes, como a das vigas de aço sumidas da demolição do viaduto da Perimetral, passando por episódios tenebrosos da Ditadura Militar”. (...) 

Natália Viana, co-directora da Agência Pública, sublinha “a importância histórica do lugar, hoje reconhecida pelo período da escravidão”, e o interesse da aplicação “para aproximar o público dessa história; a ideia é trazer a informação jornalística para outros públicos”, como diz no texto publicado pelo Centro Knight, que aqui citamos. 

Também é possível ao utente-visitante aventurar-se num dos “cinco percursos temáticos: da Corrupção, do Terror, do Samba, dos Fantasmas e História do Brasil Express. No roteiro dos fantasmas, por exemplo, são revelados episódios tristes e pouco discutidos que assombram a Zona Portuária. Alguns podem levar até três horas para serem completados. (...) É possível explorar o Porto tanto pelo mapa actual quanto pelo desenho de 1832, recriado pela artista plástica Juliana Russo”. (...) 

O projecto desta aplicação “faz parte dos LABs – Laboratórios de Inovação em Jornalismo, destinados à experimentação de linguagem. É dali que também surgiram 100 e Vigilância, dois grandes trabalhos de reportagem cuja narrativa é apresentada de forma não-linear, decidida pelo leitor”. 

“Esta aplicação é um passo além, o usuário caminhou por ali, olhou os casarões, a informação fica mais profunda”, comenta Natália Viana. “Quisemos trazer a possibilidade da experimentação. Esses projectos são pensados desde o início como uma mistura de jornalismo, tecnologia e arte”. 

 

O texto no site do Knight Center, e a ligação ao Museu do Ontem

 

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

“Um jornal, hoje, não pode viver sem se pôr de joelhos diante da Google”. Foi esta a síntese de Casimiro García Abadillo, director de El Independiente, na comemoração do centenário do jornal El Sol. Disse ainda que as quedas da tiragem e da receita publicitária, desde a chegada da Internet, trouxeram uma “debilidade financeira” que permitiu que os grandes jornais fossem apropriados pela banca e outros grupos empresariais. Outra consequência foi a perda de emprego para muitos profissionais e uma desvalorização salarial que “proletarizou [a profissão] até limites insuportáveis”. A reportagem é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

ver mais >
Opinião
As redes sociais e o passado
Francisco Sarsfield Cabral
O semanário britânico The Economist, geralmente um entusiasta do progresso científico e tecnológico, dedicou a capa e o primeiro editorial de um seu recente número a uma crítica severa às redes sociais. Estas, em vez de contribuírem para o esclarecimento público e o debate racional (como inicialmente se esperava), multiplicam mentiras e falsidades – por exemplo, as milhares de intromissões russas no Facebook e no...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
O  estado dos media americanos continua a inspirar apreensão, e desenvolvimentos reportados desde o verão têem acentuado os motivos de preocupação, com poucas  excepções. Os relatórios do Pew Research Center – organização não-partidária com sede em Washington, fundada em 2004, dedicada ao estudo da evolução de sectores como o jornalismo, demografia, política e opinião...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Agenda
23
Nov
VI Edição do Congresso de Comunicação Social e da Ciência
09:00 @ Reitoria da Universidade de Córdova - Av. Medina Azahara, 5, Córdoba
27
Nov
10º Congresso Sopcom
09:00 @ Viseu
27
Nov
Formação sobre podcasts
09:00 @ Cenjor,Lisboa
28
Nov