Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Media

“The Guardian” interage com os leitores para conhecer as suas preferências

Uma das grandes questões que se põem aos editores dos jornais, em especial nos tempos que correm, é a de saber o que desejariam os leitores encontrar nas suas páginas. O diário britânico The Guardian optou por fazer-lhes directamente essa pergunta e está a experimentar uma pequena secção de consulta pública, no final de determinados artigos, em que o leitor é convidado a dizer o que acha que está em falta, ou que desejaria ver mais explicado. A experiência começou em Março, a resposta é positiva e está a ser usada no seguimento dos temas tratados.

A nova secção tem o título explícito de Reader Questions e começou por aparecer em artigos do noticiário internacional, mas foi alargada aos desportos, economia e meio ambiente / tecnologia e ciência. Para já, o jornal propõe aos leitores três questões previamente redigidas, sobre um aprofundamento do tema em próximas notícias sobre o mesmo, convidando-o a escolher. Para fazer esta triagem, “a equipa editorial também toma em conta o que os leitores escrevem na secção de comentários”. 

Segundo notícia do Digiday  - que aqui citamos de Media-tics -  sobre os distúrbios na Venezuela, por exemplo, os leitores quiseram saber por que motivo está o país em crise. As reportagens sobre este tema passaram a ter uma caixa de texto no meio, com explicação sobre o fundo económico e social que levou a Venezuela até este ponto: 

“Os leitores também podem votar sobre se o esclarecimento lhes foi útil, e 97% respondem afirmativamente, o que revela que realmente tinham grande interesse em conhecer estes detalhes.” (...) 

“Os artigos obtêm milhares de respostas, que representam cerca de 9% dos leitores que lêem a pergunta e em alguns casos vão até aos 20%. Segundo o editor, 80% das perguntas vêm de leitores habituais. No entanto, na hora de as tomar em conta, o editor não pode ver se estas pessoas são membros de The Guardian.”

 

 

Mais informação em Media-tics e no Digiday, de onde colhemos a imagem utilizada

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

“Um jornal, hoje, não pode viver sem se pôr de joelhos diante da Google”. Foi esta a síntese de Casimiro García Abadillo, director de El Independiente, na comemoração do centenário do jornal El Sol. Disse ainda que as quedas da tiragem e da receita publicitária, desde a chegada da Internet, trouxeram uma “debilidade financeira” que permitiu que os grandes jornais fossem apropriados pela banca e outros grupos empresariais. Outra consequência foi a perda de emprego para muitos profissionais e uma desvalorização salarial que “proletarizou [a profissão] até limites insuportáveis”. A reportagem é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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