Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Media

"El País" suprime anúncios de “contactos” íntimos

O diário espanhol El País suprimiu, nas páginas de publicidade de todas as suas edições, os anúncios de “contactos” ou encontros pessoais. A decisão segue-se a “um profundo debate interno” em que tiveram grande peso as opiniões dos leitores, que comunicaram a sua recusa por este tipo de anúncios. A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que se tem batido por esta causa, congratula-se pela decisão do jornal. 

Segundo notícia do próprio El País, a decisão assenta numa “coerência editorial”, lembrando que o diário tem publicado numerosas reportagens de denúncia da exploração sexual das mulheres. 

“A prostituição não é ilegal em España  - o país europeu com maior procura de prostituição -  mas a sociedade já dispõe de dados que reflectem o verdadeiro rosto desta prática, graças a recentes alterações legais (em 2010 e 2015) que penalizam o tráfico humano. Só em cinco anos (de 2012 a 2016) já foram resgatadas 4.300 vítimas de exploração sexual. Diversos estudos e peritos destacam que a grande maioria das mulheres que oferecem serviços sexuais fazem-no em situação de escravatura. O proxenetismo, a prostituição de menores ou o tráfico de pessoas para exploração sexual são delitos contemplados pelo Código Penal.” 

Segundo notícia no site da FAPE, “a supressão dos anúncios que publicitam a prostituição é uma antiga reivindicação da FAPE, por cuja consecução continua a lutar, considerando inadmissível que haja meios de comunicação que beneficiem deste tipo de publicidade, que converte a mulher em mercadoria”.

 

Mais informação na FAPE e a notícia de El País

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A crise de identidade nos jornais de prestígio e a “anarquia digital” Ver galeria

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