Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
Novas iniciativas

Escola de jornalismo jovem no Brasil divulga Manual de Diversidade

Um manual de diversidade concebido como “um guia aberto e não definitivo para uma prática jornalística mais consciente”, criado “de maneira colaborativa por um grupo de jornalistas do centro e das periferias”. Este é um dos projectos do movimento Énois – Inteligência Jovem, que criou a primeira escola online de jornalismo no Brasil, voltada para o público jovem, aqui apresentado no Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria. 

O texto de introdução do Manual de Diversidade no Jornalismo começa por recordar que “a imprensa no Brasil nasceu das mãos de D. João VI para registrar o que acontecia na colónia e, desde então, continuou nas mãos de quem tinha mais poder aquisitivo. E isso rende problemas até hoje, como a falta de diversidade nas redacções, no público-alvo, nos processos selectivos, na chefia, nas fontes procuradas e até mesmo na linguagem utilizada para falar de tudo isso”. 

O primeiro capítulo pronuncia-se sobre a concentração económica dos media, “que reflecte também os interesses de grupos específicos, com demandas específicas”, recordando que a ONG Repórteres sem Fronteiras rebaixou o Brasil, em 2016, cinco posições no seu ranking, para o 104º lugar de um conjunto de 180 países, precisamente pelo nível de concentração dos seus meios de comunicação. 

O Manual de Diversidade no Jornalismo é um documento de pouco mais de 30 páginas, com texto e imagem repartidos por sete capítulos de consulta simples e apelativa, sobre os seguintes temas:

  1. – Representatividade e Agenda Pública
  2. – Diálogo com a Sociedade
  3. – Processo Selectivo
  4. – Cargos de Chefia
  5. – Diversificar as Fontes
  6. – Linguagem Responsável e Acessível
  7. – Empatia.

Segundo a história contada no seu próprio site, "a Énois nasceu em 2009, fundada pelas jornalistas Amanda Rahra e Nina Weingrill a partir de um trabalho de formação voluntário no Capão Redondo, um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Depois de formarem 300 estudantes em cursos presenciais, a dupla resolveu dar um passo adiante para alcançar um número maior de pessoas e partiu para o ensino online".

"Em Outubro de 2014 criaram a primeira escola online de jornalismo do Brasil voltada ao público jovem, a Escola de Jornalismo. Nela, cursos gratuitos são apresentados por meio de aulas por vídeo, instrutores especialistas e materiais de referência num formato de tutorial, inovando a linguagem utilizada para educação online. Hoje a plataforma já conta com mais de 4 mil alunos inscritos."


 

A apresentação do Manual no Observatório da Imprensa, o seu acesso online e a história do movimento Énois – Inteligência Jovem

 

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
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4º Workshop de Pós-Graduação em Ciência da Informação
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09:00 @ Cenjor, Lisboa
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