Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Media

“The Wall Street Journal” em queda mexe na redacção

Depois de um ano de 2016 com grandes quebras na sua receita publicitária, The Wall Street Journal admite, em documentos internos, que está a passar por “tempos difíceis”. Esforça-se agora por se tornar uma empresa mais digital e voltada para os dispositivos móveis. O passo seguinte é uma reorganização do seu corpo redactorial, depois de ter reconhecido, entre outros, que tinha um problema de igualdade de género.

The Wall Street Journal parecia um desses gigantes da Imprensa imune à crise que afectava o resto do sector.” No entanto, e segundo informação de Media-tics, que aqui citamos, “desde que o título passou a ser propriedade de Rupert Murdoch que não experimentava uma situação tão incerta”. 

No seu primeiro trimestre fiscal, registou uma quebra de 21% na receita publicitária. “A primeira medida que tomaram para reduzir custos foi reunir várias secções da edição impressa. (...) Os planos vão mais longe e incluem o desprendimento de parte importante das edições impressas na Europa e na Ásia.” (...) 

“O projecto WSJ2020 pretende converter o diário numa empresa cada vez mais digital e móvel. Segundo a Dow Jones, proprietária do jornal, no ano passado as assinaturas digitais duplicaram na Ásia e cresceram 48% na Europa. No primeiro trimestre de 2017, foram acrescentados 118 mil assinantes no digital aos quase 1,2 milhões [já existentes].” 

“Ainda que estes dados pareçam esperançosos, o certo é que na empresa assumiram como meta chegar aos três milhões de assinantes em 2017, um número que parece distante. A sua férrea pay-wall tornou-se uma grande fonte de receitas... mas também a sua própria laje.” 

A reestruturação teve que assumir que “uma empresa que pretenda ser um referencial no novo século não pode admitir uma redacção em que as mulheres mal tenham representação em postos importantes, ou que ganhem menos do que os homens”: 

“Depois de receber numerosas críticas internas e da sociedade americana, a Dow Jones emitiu um comunicado em que reconhecia este problema e se propunha contratar um especialista em diversidade e travar a desigualdade de género, raça, etnia, orientação sexual ou incapacidade”.

 

Mais informação em Media-tics

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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