O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa - terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Wim Wenders, conhecido como cineasta, produtor, fotógrafo e autor, tem sido convidado pela Comissão Europeia e o Parlamento Europeu para diversos debates sobre os assuntos europeus da actualidade. Tem igualmente contrubuído para a iniciativa “Uma Alma para a Europa”, que promove o sentido de responsabilidade pelo futuro da Europa e pela democracia através da cultura.
Criou em Dusseldorf, em 1012, com a sua esposa Donata, a Fundação Wim Wenders, que procura reunir todo o seu trabalho conematográfico, fotográfico, artístico e literário, e torná-lo acessível ao público de todo o mundo.
"Temos de continuar a construir o nosso futuro comum, mas, nesse processo, não podemos deixar esquecida a preservação do nosso passado" - afirmou Wim Wenders, advertindo ainda que os media, tornando a comunicação muito mais rápida, "são igualmente rápidos a incitar ao esquecimento", mas podem ajudar-nos "a armazenar e a preservar as nossas preciosas lembranças de forma duradoura e eficaz".
Nesta quinta edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, o júri concedeu também um reconhecimento especial à deputada do Parlamento Europeu Silvia Costa, de Itália, pelo seu contributo para o desenvolvimento da estratégia da União Europeia sobre o património cultural e para a promoção do próximo Ano Europeu do Património Cultural 2018.
Em nome do júri do Prémio, Maria Calado, Presidente do Centro Nacional de Cultura, declarou que Wim Wenders "é não apenas uma figura chave do cinema contemporâneo Europeu mas também um defensor acérrimo da Europa através do seu rico património cultural. Ao longo de 50 anos de carreira, ele tem sido um mestre na procura de imagens e palavras para capturar o sentido de lugar da Europa". (...)
Sobre Silvia Costa, a Presidente do CNC declarou que ela "tem defendido vigorosamente o património cultural e é uma grande mais-valia para as instituições da União Europeia e para os Estados Membros e tem promovido o reconhecimento do seu valor social e económico a nível europeu". Referindo-se ao próximo Ano Europeu do Património Cultural, em 2018, Maria Calado afirmou que, "enquanto líder da equipa de negociação do Parlamento Europeu responsável por esta iniciativa, a eurodeputada Silvia Costra tem destacado a dimensão europeia do nosso património comum". (...)
O escritor italiano Claudio Magris foi o primeiro laureado do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, em 2013; seguiu-se, em 2014, o escritor turco e Prémio Nobel da Literatura Orhan Pamuk; o músico catalão Jordi Savall foi premiado em 2015; Eduardo Lourenço e o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu, venceram ex-aequo a edição de 2016.
Mais informação no site de Wim Wenders
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.