Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Manual de segurança digital e privacidade para jornalistas

A instantaneidade e facilidade de acesso trazidas pela revolução digital podem servir ou agredir a missão do jornalismo. Todo o profissional tem hoje consciência da vulnerabilidade do tráfego e da necessidade de assumir procedimentos de segurança. Um jovem jornalista brasileiro, começando pela sua própria experiência e seguindo outros modelos que procurou, lançou recentemente um site especializado em “Privacidade para Jornalistas”, com este mesmo título. 

Raphael Hernandes, repórter de audiência e dados na Folha de S. Paulo, definiu uma análise das ameaças para chegar às melhores alternativas para combater “a vigilância, o hacking e a colheita e retenção de dados pelos mais variados adversários, de governos a bisbilhoteiros casuais, passando por corporações e criminosos”. 

O modelo que o inspirou mais de perto foi o australiano Privacy for Journalists, da organização sem fins lucrativos CryptoAustralia

Uma das suas primeiras preocupações é a protecção do sigilo das fontes:

“De acordo com Gabor Szathmari (o fundador da CryptoAustralia) as medidas de segurança mais básicas incluem substituir programas de mensagem como o Messenger e o Skype por plataformas encriptadas, como Sinal e Wire. Em casos mais sigilosos, outras medidas são necessárias. ‘Deixe o seu smartphone em casa se você vai se encontrar com a fonte  - ele é uma máquina espiã. Sugiro evitar o computador em geral e tirar a poeira do bom e velho bloco de notasm caso sejam anotações muito sigilosas’, recomendou.” 

Entre as mais básicas ferramentas de protecção, Raphael Hernandes aconselha a criptografia de HD e de pen-drives; a autenticação por duas etapas; a aplicação Signal, disponível para smartphones, para protecção de mensagens; o sistema de armazenamento em “nuvem” Sync.com; e a PGP – Pretty Good Privacy, para encriptar e-mails

 

O artigo citado, que contém os links para o site e cada uma das rubricas mencionadas

 

 

 

 

 

 

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
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