Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
Novas iniciativas

“El Salto” alarga proposta original financiada pelos leitores

A revista mensal El Salto, que surgiu  há poucos meses, substituindo o extinto jornal Diagonal, acaba de editar o seu terceiro numero.

Trata-se de um novo modelo, que assenta em formas distintas de colaboração e de cooperação entre projectos afins, mas com suportes diferentes.

Martin Cuneo, membro da equipa do El Salto, classifica-o como “uma confederação de meios“.

 A sua versão em papel tem seis edições regionais: Andaluzia, Aragão, Hordago, Madrid,Galiza e Valência, e pode ser adquirido em mais de 5 mil e quinhentos postos de venda no território espanhol, ou através do site Saltamos.net.

El Salto, não tem um director, mas sim vários coordenadores, e é publicado por um “editor colectivo" apoiado em diferentes projectos jornalisticos que se  envolvem na edição de formas diferentes.

A  investigação conjunta e a publicação mensal da revista a par de um site web, são alguns dos projectos oriundos de diferentes territórios que partilham a mesma ideia dcomunicacional baseada em quatro princípios essenciais:

- um jornalismo que não dependa economicamente da publicidade das grandes empresas, nem de governos;

- um jornalismo que funcione de forma horizontal;

- um jornalismo de qualidade e rigor;

- e um jornalismo que procure colaborar com projectos afins.

El Salto, integra informação geral “ligada à actualidade”, e tem, entre outros, como objectivo, fazer uma análise aprofundada dos temas, que permita ao leitor entender o que está a passar-se à sua volta.

 

Desde que surgiu em 2016, o projecto iniciou uma campanha de assinaturas, tendo obtido até agora 6 mil e seiscentos aderentes..

A filosofia do El Salto, como explica Martin Cuneo, é a de que os conteúdos têm que estar disponíveis para todos. "Acreditamos na democratização da informação e temos como objectivo  chegar ao maior número de pessoas possível”, afirma.

Para além dos assinantes já incritos, o El Salto conta com 108 mil seguidores no Twitter e mais de 150 mil no Facebook.

O projecto espanhol tem já um “irmão” italiano, Il Salto, que partilha os mesmos princípios de independência, propriedade comum e qualidade jornalística.

 

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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