Sábado, 25 de Maio, 2019
Novas iniciativas

“El Salto” alarga proposta original financiada pelos leitores

A revista mensal El Salto, que surgiu  há poucos meses, substituindo o extinto jornal Diagonal, acaba de editar o seu terceiro numero.

Trata-se de um novo modelo, que assenta em formas distintas de colaboração e de cooperação entre projectos afins, mas com suportes diferentes.

Martin Cuneo, membro da equipa do El Salto, classifica-o como “uma confederação de meios“.

 A sua versão em papel tem seis edições regionais: Andaluzia, Aragão, Hordago, Madrid,Galiza e Valência, e pode ser adquirido em mais de 5 mil e quinhentos postos de venda no território espanhol, ou através do site Saltamos.net.

El Salto, não tem um director, mas sim vários coordenadores, e é publicado por um “editor colectivo" apoiado em diferentes projectos jornalisticos que se  envolvem na edição de formas diferentes.

A  investigação conjunta e a publicação mensal da revista a par de um site web, são alguns dos projectos oriundos de diferentes territórios que partilham a mesma ideia dcomunicacional baseada em quatro princípios essenciais:

- um jornalismo que não dependa economicamente da publicidade das grandes empresas, nem de governos;

- um jornalismo que funcione de forma horizontal;

- um jornalismo de qualidade e rigor;

- e um jornalismo que procure colaborar com projectos afins.

El Salto, integra informação geral “ligada à actualidade”, e tem, entre outros, como objectivo, fazer uma análise aprofundada dos temas, que permita ao leitor entender o que está a passar-se à sua volta.

 

Desde que surgiu em 2016, o projecto iniciou uma campanha de assinaturas, tendo obtido até agora 6 mil e seiscentos aderentes..

A filosofia do El Salto, como explica Martin Cuneo, é a de que os conteúdos têm que estar disponíveis para todos. "Acreditamos na democratização da informação e temos como objectivo  chegar ao maior número de pessoas possível”, afirma.

Para além dos assinantes já incritos, o El Salto conta com 108 mil seguidores no Twitter e mais de 150 mil no Facebook.

O projecto espanhol tem já um “irmão” italiano, Il Salto, que partilha os mesmos princípios de independência, propriedade comum e qualidade jornalística.

 

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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