Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
Media

No Museu Nacional da Imprensa pode-se “reviver” a composição tipográfica a chumbo

Inaugurado há vinte anos, o Museu Nacional da Imprensa, situado no Porto, preserva “um dos maiores espólios mundiais de artes gráficas” e é o primeiro “museu vivo” do País, aberto 365 dias por ano. É um museu onde não é proibido mexer, antes pelo contrário: os visitantes podem viver a experiência de tocar nas peças e simular o processo de impressão e composição. Apesar do desprezo com que o delírio da “revolução digital” tratou a história dos jornais, sobreviveram em Portugal “muitas relíquias tipográficas” que o Museu Nacional da Imprensa se orgulha de abrigar e defender.

Há vinte anos ainda não havia redes sociais e os computadores pareciam televisores de secretária, com um teclado na frente, mas gordos e pesados por detrás do monitor. A história acelerou muito, e nem sempre tem sido amável com o jornalismo, mas tudo envelhece  -  mesmo aquilo que hoje parece que tem o futuro à sua frente.

 

Segundo o texto de apresentação no próprio site do Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas, que aqui citamos, “desde a inauguração, ocorrida em Abril de 1997, que perspectivamos a nossa actividade de forma a romper com o paradigma tradicional dos museus. (...) 

 

“É claro que lidamos com um objecto muito transversal  – a Imprensa –  mas a valorização do cartoon, como linguagem universal e acessível a todos, tem constituído um dos pilares da estratégia seguida. Imprimir textos de Camões, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Sofia de Mello Breyner, ou Eugénio de Andrade, ou mesmo páginas de jornais, a par da produção manual de papel e do desfrute inteligente do humor, no Museu ou noutros espaços culturais e ‘comerciais’, tem sido uma prática que se intensifica à medida que a descentralização aumenta.”

 

“No campo da internacionalização, o PortoCartoon surge como uma pequenina aventura que cresce de ano para ano, inscrevendo o País e a cidade do Porto nos roteiros do cartoon mundial.” (...)

 

A este propósito, podemos recordar que o vencedor do PortoCartoon 2017, organizado pelo Museu Nacional de Imprensa, foi o caricaturista belga Luc Vernimmen, com “Turismo Sustentável”, uma sátira dolorosa à situação de guerra na Síria.

 

Entre outra informação sobre o seu trabalho, no site do MNI afirma-se ainda:

 

“Os diferentes Núcleos que o Museu está a criar no Continente e nas Ilhas poderão vir a formar uma rede de pequenos museus espalhados pelo País. O desenvolvimento integrado dessa rede permitirá que se constitua um grande Museu Polinucleado, que honre Gutenberg e faça de Portugal um país especial, quer na forma como preservou o seu património tipográfico, quer no modo como soube criar um projecto cultural e turístico de distintiva singularidade mundial.”

 

 

Mais informação no site do Museu Nacional da Imprensa, a que pertencem as imagens aqui incluídas

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

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O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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