Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
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Media europeus esquecem rivalidades para combaterem as plataformas tecnológicas

As duas grandes plataformas tecnológicas norte-americanas, Facebook e Google, conquistaram um poder tão grande que se tornaram num autêntico “duopólio” no mercado da publicidade digital. Para lhes resistir, cada vez mais os grupos de media estão a pôr de lado as suas “rivalidades históricas” e a lançar parcerias de sobrevivência. O diário francês Le Monde faz o ponto de situação deste desenvolvimento muito recente.

Só em França, o Google concentra “mais de 90% do mercado das buscas online e o Facebook tem 33 milhões de utentes activos”. 

“Eles apoiam-se ainda na sua vantagem no domínio dos dados, que está no centro das novas ofertas publicitárias: graças a pontos de contacto muito regulares com os internautas, várias vezes por dia, as duas plataformas entendem o que eles procuram ou apreciam. Passam a dispor também de incomparáveis poderes de cálculo.” 

Os patrões das grandes empresas de media têm estado a chamar a atenção para estes factos. Como afirma Marc Feuillée, director-geral do grupo Figaro:

“A conquista de fatias do mercado pelas Gafam [Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft] tornou-se sistémica e coloca uma assimetria com os grupos de media. Isto toma um rumo inquietante, mesmo para os grupos que conseguiram boas transformações digitais.” 

Segundo a notícia de Le Monde, que aqui citamos, os grupos de media estão a entrar progressivamente “em lógicas de aliança”, por aproximação de administrações, partilhas de dados, identificação comum dos internautas  -  formas de cooperação diversas e que “estão a ser experimentadas dos Estados Unidos a Israel e da Alemanha a Portugal”. 

Estão em curso em França, segundo o mesmo texto, duas aproximações deste tipo: uma entre os grupos de Les Echos, Lagardère Active, SoLocal e SFR Media, para apresentar Gravity, destinada a pôr em comum os dados de todos,  e a outra entre os grupos Figaro e Le Monde, de que se desconhecem por enquanto mais pormenores. 

As questões de escala e dimensão são tão importantes que, já em Março, Raphaël de Andréis, da Havas, propunha que os editores “se aliassem, no terreno dos dados, a um nível europeu”.

 

Mais informação no texto de Le Monde, na íntegra

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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24
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