Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
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Como nascem as notícias "virais" no mercado maciço das redes sociais

Há uma relação de forças desigual entre a nossa capacidade de atenção e a sobrecarga de informação a que somos submetidos no universo digital. Por efeito das duas, uma notícia verdadeira e uma falsa têm as mesmas probabilidades de se tornarem “virais”, e o combate à mentira deliberada e aos boatos é tão difícil. É este o diagnóstico pouco optimista que resulta de um estudo publicado na revista Nature Human Behaviour, realizado por investigadores da Universidade de Indiana, nos EUA, e do Instituto de Tecnologia de Xangai, na China.

As redes sociais funcionam como “mercados maciços onde ideias e notícias competem pela nossa atenção”. Estudos anteriores já demonstraram que a qualidade não é uma condição necessária para a “viralidade” online, e que o conhecimento que nos chega por escolha dos nossos pares “pode deturpar a relação entre a qualidade e a popularidade”. Mas isto não chega para explicar a “desinformação digital que ameaça a nossa democracia”. 

No meio das redes sociais, mesmo “agentes individuais que preferem uma informação de qualidade têm limitações de comportamento no controlo de um pesado fluxo de informação”. Tanto esta “sobrecarga de informação como os limites da atenção contribuem para uma degradação da capacidade de discriminação do mercado”. É nestes termos que se exprime a síntese de apresentação (Abstract) do referido estudo. 

Segundo explica o Público, que falou com Diego Fregolente Mendes de Oliveira, um dos principais autores do trabalho, “os investigadores analisaram o comportamento de um milhão de utilizadores de redes sociais e dois milhões de memes (uma informação, imagem ou vídeo que se espalha via Internet)”. (...)  

“Para constatar a sobrecarga de informação a que somos sujeitos e a nossa capacidade limitada de atenção, os autores desenvolveram um modelo de difusão de memes com dados reais de algumas redes sociais, como o Facebook, o Tumblr ou o Twitter”. (...) 

Segundo a notícia do Público, que aqui citamos, “no modelo teórico desenvolvido pelos investigadores existe a possibilidade de assegurar uma boa relação entre diversidade e qualidade. No entanto, os autores do estudo acabam por concluir que, na prática, este modelo acaba por não funcionar nas redes sociais por causa da grande quantidade de informação a que somos expostos”.

“Mesmo que sejamos capazes de reconhecer tipos de informações confiáveis nas nossas redes sociais, elas raramente prevalecem”  - defende Diego Oliveira. 

Usamos geralmente as redes sociais para manter contacto com amigos e familiares, “mas os problemas começam a aparecer quando começamos a usar as mesmas redes para aceder a notícias”. 

“Devemos ter em mente que os nossos amigos provavelmente não são bons editores e são mais impulsionados por emoções do que objectividade e confiabilidade”  -  afirma ainda Diego Oliveira.

 

Mais informação na reportagem do Público e o Abstract do estudo citado

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Social Media Week New York 2018
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24
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8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
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28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
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