Terça-feira, 11 de Dezembro, 2018
Media

NYT testa um novo modelo para os comentários dos leitores com inteligência artificial

A relação entre a imprensa digital e os seus leitores continua a mudar: os media permitem, cada vez mais, redigir comentários nas noticias digitais que publicam, mas para tal, precisam de investir em recursos que procedam à respectiva triagem .
O jornal The New York Times encontrou uma solução na tecnologia da Google para poder disponbibilizar mais artigos aos seus leitores. É mais um passo para estreitar a relação do NYT com os seus leitores.

Para moderar uma média de 12 mil comentários por dia, o jornal tem contado apenas com uma pequena equipa de 14 pessoas, o que dificultou a tarefa de assegurar o necessário feedback aos leitores.

A importância que o NYT dá à sua comunidade de leitores  é de tal forma grande, que decidiu avançar com um investimento para implementar um novo sistema automático para moderação dos comentários, Designa-se, precisamente, Moderador.

O Moderator é um sistema baseado na aprendizagem automática, que dá prioridade aos comentários que vão ser ser tratados e que os aprova directamente, tal como faria um moderador convencional.

Os critérios de avaliação dos comentários são, entre outros, o potencial para a toxidade e a obscenidade .

O NYT à medida que ganhar confiança neste novo modelo, poderá encetar novos passos com vista à maior automatização .

O uso desta nova tecnologia permitirá, também, aumentar o número de artigos acessíveis a comentários. Neste momento estão apenas disponíveis, para serem comentados, os artigos principais do dia (cerca de 25% do total dos artigos publicados) durante oito horas, de Segunda a Sexta-feira.

O Relatório Mundial sobre Comentários Online 2016, da WAN-IFRA, revelou que 82% dos media incluídos nesse estudo, permitiram comentários nos seus sites, muitos deles em cerca de 50% dos artigos, indicando que não estão satisfeitos com os resultados da actual forma de moderação.

 

 

 

 

 

Connosco
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Durante décadas, a estratégia de imagem da China foi defensiva, de resposta, e apontada sobretudo à sua audiência interna. O efeito mais visível era o desaparecimento de conteúdos: revistas estrangeiras com páginas arrancadas, ou as emissões da BBC que ficavam escuras quando tratavam de temas sensíveis, como o Tibete, Taiwan ou o massacre de Tienanmen.

Mas nos últimos anos a China desenvolveu uma estratégia mais sofisticada e assertiva, apontada às audiências internacionais. E Pequim está a fazê-lo com grande investimento financeiro  - que inclui cobertura jornalística patrocinada.

Um dos exemplos mais ostensivos é agora a contratação de jornalistas ocidentais para a China Global Television Network  - o ramo internacional da Televisão Central da China -  com estúdios em Chiswick, Londres. O objectivo deste esforço é, nas palavras do Presidente Xi Jinping, “contar bem a história da China”. E não faltam candidatos. A informação consta de uma reportagem extensa, em The Guardian.

Jornais perdem publicidade e a democracia qualidade Ver galeria

A receita proveniente da publicidade nos diários impressos está a desaparecer num movimento que parece inexorável. Acontece em todos os mercados, e nomeadamente no dos EUA, que pode servir de aviso aos outros: neste caso, a receita da publicidade de todos os diários foi de 13.330 milhões de dólares em 2016, de 9.760 neste ano de 2018, quase a acabar, e será de apenas 4.400 milhões em 2022, segundo a mais recente projecção da eMarketer.

Na Espanha, e segundo os dados da InfoAdex sobre os nove primeiros meses de 2018, regista-se uma queda generalizada de 6,1% no investimento na Imprensa escrita, depois de onze anos de descida sem fim. O balanço é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que conclui: “A desinformação instala-se à vontade e é urgente fazer qualquer coisa. Não abandonemos os editores, ou a qualidade da democracia irá pelo mesmo ralo por onde se escoa a conta de resultados dos meios de comunicação.”

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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