Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Media

NYT testa um novo modelo para os comentários dos leitores com inteligência artificial

A relação entre a imprensa digital e os seus leitores continua a mudar: os media permitem, cada vez mais, redigir comentários nas noticias digitais que publicam, mas para tal, precisam de investir em recursos que procedam à respectiva triagem .
O jornal The New York Times encontrou uma solução na tecnologia da Google para poder disponbibilizar mais artigos aos seus leitores. É mais um passo para estreitar a relação do NYT com os seus leitores.

Para moderar uma média de 12 mil comentários por dia, o jornal tem contado apenas com uma pequena equipa de 14 pessoas, o que dificultou a tarefa de assegurar o necessário feedback aos leitores.

A importância que o NYT dá à sua comunidade de leitores  é de tal forma grande, que decidiu avançar com um investimento para implementar um novo sistema automático para moderação dos comentários, Designa-se, precisamente, Moderador.

O Moderator é um sistema baseado na aprendizagem automática, que dá prioridade aos comentários que vão ser ser tratados e que os aprova directamente, tal como faria um moderador convencional.

Os critérios de avaliação dos comentários são, entre outros, o potencial para a toxidade e a obscenidade .

O NYT à medida que ganhar confiança neste novo modelo, poderá encetar novos passos com vista à maior automatização .

O uso desta nova tecnologia permitirá, também, aumentar o número de artigos acessíveis a comentários. Neste momento estão apenas disponíveis, para serem comentados, os artigos principais do dia (cerca de 25% do total dos artigos publicados) durante oito horas, de Segunda a Sexta-feira.

O Relatório Mundial sobre Comentários Online 2016, da WAN-IFRA, revelou que 82% dos media incluídos nesse estudo, permitiram comentários nos seus sites, muitos deles em cerca de 50% dos artigos, indicando que não estão satisfeitos com os resultados da actual forma de moderação.

 

 

 

 

 

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

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Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

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Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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