Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

NYT testa um novo modelo para os comentários dos leitores com inteligência artificial

A relação entre a imprensa digital e os seus leitores continua a mudar: os media permitem, cada vez mais, redigir comentários nas noticias digitais que publicam, mas para tal, precisam de investir em recursos que procedam à respectiva triagem .
O jornal The New York Times encontrou uma solução na tecnologia da Google para poder disponbibilizar mais artigos aos seus leitores. É mais um passo para estreitar a relação do NYT com os seus leitores.

Para moderar uma média de 12 mil comentários por dia, o jornal tem contado apenas com uma pequena equipa de 14 pessoas, o que dificultou a tarefa de assegurar o necessário feedback aos leitores.

A importância que o NYT dá à sua comunidade de leitores  é de tal forma grande, que decidiu avançar com um investimento para implementar um novo sistema automático para moderação dos comentários, Designa-se, precisamente, Moderador.

O Moderator é um sistema baseado na aprendizagem automática, que dá prioridade aos comentários que vão ser ser tratados e que os aprova directamente, tal como faria um moderador convencional.

Os critérios de avaliação dos comentários são, entre outros, o potencial para a toxidade e a obscenidade .

O NYT à medida que ganhar confiança neste novo modelo, poderá encetar novos passos com vista à maior automatização .

O uso desta nova tecnologia permitirá, também, aumentar o número de artigos acessíveis a comentários. Neste momento estão apenas disponíveis, para serem comentados, os artigos principais do dia (cerca de 25% do total dos artigos publicados) durante oito horas, de Segunda a Sexta-feira.

O Relatório Mundial sobre Comentários Online 2016, da WAN-IFRA, revelou que 82% dos media incluídos nesse estudo, permitiram comentários nos seus sites, muitos deles em cerca de 50% dos artigos, indicando que não estão satisfeitos com os resultados da actual forma de moderação.

 

 

 

 

 

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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