Sábado, 20 de Outubro, 2018
Media

NYT testa um novo modelo para os comentários dos leitores com inteligência artificial

A relação entre a imprensa digital e os seus leitores continua a mudar: os media permitem, cada vez mais, redigir comentários nas noticias digitais que publicam, mas para tal, precisam de investir em recursos que procedam à respectiva triagem .
O jornal The New York Times encontrou uma solução na tecnologia da Google para poder disponbibilizar mais artigos aos seus leitores. É mais um passo para estreitar a relação do NYT com os seus leitores.

Para moderar uma média de 12 mil comentários por dia, o jornal tem contado apenas com uma pequena equipa de 14 pessoas, o que dificultou a tarefa de assegurar o necessário feedback aos leitores.

A importância que o NYT dá à sua comunidade de leitores  é de tal forma grande, que decidiu avançar com um investimento para implementar um novo sistema automático para moderação dos comentários, Designa-se, precisamente, Moderador.

O Moderator é um sistema baseado na aprendizagem automática, que dá prioridade aos comentários que vão ser ser tratados e que os aprova directamente, tal como faria um moderador convencional.

Os critérios de avaliação dos comentários são, entre outros, o potencial para a toxidade e a obscenidade .

O NYT à medida que ganhar confiança neste novo modelo, poderá encetar novos passos com vista à maior automatização .

O uso desta nova tecnologia permitirá, também, aumentar o número de artigos acessíveis a comentários. Neste momento estão apenas disponíveis, para serem comentados, os artigos principais do dia (cerca de 25% do total dos artigos publicados) durante oito horas, de Segunda a Sexta-feira.

O Relatório Mundial sobre Comentários Online 2016, da WAN-IFRA, revelou que 82% dos media incluídos nesse estudo, permitiram comentários nos seus sites, muitos deles em cerca de 50% dos artigos, indicando que não estão satisfeitos com os resultados da actual forma de moderação.

 

 

 

 

 

Connosco
Editorial de Khashoggi defende liberdade de expressão no mundo árabe Ver galeria

O mundo árabe “encheu-se de esperança durante a Primavera de 2011; jornalistas, académicos e a população estavam cheios de entusiasmo por uma sociedade árabe livre nos seus países”, mas as expectativas foram frustradas e “estas sociedades voltaram ao antigo status quo, ou tiveram que enfrentar condições ainda mais duras do que tinham antes”.

É esta a reflexão do último editorial de Jamal Khashoggi, o jornalista saudita interrogado e morto no consulado do seu país em Istambul, segundo apontam cada vez mais as informações que vão chegando. A editora de opinião do jornal The Washington Post, do qual era colaborador regular há um ano, conta que recebeu o texto do seu tradutor e ajudante, um dia depois do desaparecimento. Foi decidido adiar a publicação, na esperança de que ele voltasse e a edição final fosse feita por ambos. Segundo Karen Attiah, o texto “capta na perfeição a sua dedicação e paixão pela liberdade no mundo árabe, uma liberdade pela qual, aparentemente, deu a sua vida”.

Como vivem (e bem) da publicidade os “sites” de desinformação Ver galeria

Os sites que usam e abusam da desinformação são sustentados, em última instância, pela mesma publicidade que todos desejam conservar, incluindo os media tradicionais. Postas as coisas nestes termos, a situação parece paradoxal. Mas uma investigação feita pela equipa Décodex, do diário francês Le Monde, revela que, “mesmo sendo apontados a dedo como nocivos ao debate público, os sites de desinformação não têm dificuldades em encontrar parceiros comerciais”.

Em consequência das mutações ocorridas no funcionamento do mercado digital, “em França há centenas de anunciantes que ainda pagam para aparecerem em sites de desinformação”  - sem necessariamente terem consciência disso, como explica Pierre-Albert Ruquier, da empresa Storyzy. Alertadas por Le Monde, pelo menos duas redes publicitárias, Ligatus e Taboola, declararam ter cortado colaboração com um dos mais populares sites desta natureza, o Santeplusmag.com.

Mas há muito trabalho a fazer, porque os actores do mercado têm relutância em intervir a montante do problema  - fazendo-o, sobretudo, quando são apanhados.

O Clube

Terminou o prazo de recepção dos trabalhos concorrentes ao  Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias.

Nesta segunda edição, o Prémio foi desdobrado em duas modalidades:  uma  aberta a textos originais, que passou a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia; e outra que manteve  o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.


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Opinião
Volta e meia defrontamo-nos com a expressão “cord-cutting”, em referência à alteração de comportamentos nos espectadores de televisão. Que quer isto dizer? Muito simplesmente a expressão indica a decisão de deixar de ter um serviço de televisão paga por cabo, para passar a ver TV somente através de streaming – seja na Netflix, na Amazon ou numa das outras plataformas que começam a...

Na edição de 15 de Setembro o Expresso inseria como manchete, ao alto da primeira página, o seguinte titulo: “Acordo à vista para manter a PGR”. Como se viu, o semanário, habitualmente tido por bem informado, falhou redondamente.

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