Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2019
Media

Diários generalistas em quebra de vendas no quadrimestre

Os jornais portugueses mantêm uma tendência decrescente na sua circulação impressa paga. Segundo os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, referentes aos quatro diários generalistas, nos primeiros quatro meses de 2017 venderam-se menos 17.538 jornais por dia (161.478 exemplares), uma quebra na ordem dos 9,8% face ao período homólogo em 2016, quando totalizavam uma média de 179.016 exemplares. Na circulação digital paga todos registam subidas, menos o Correio da Manhã, mas só o Público e o Diário de Notícias chegam ao fim deste período com saldo positivo, o primeiro com 2,8% na circulação total paga, e o DN com apenas 0,41%.

Segundo notícia da Meios & Publicidade, que aqui citamos, o líder em circulação impressa paga continua a ser o Correio da Manhã, embora com os seus números reduzidos para os 87.078 exemplares vendidos por dia, entre Janeiro e Abril, uma quebra de 11,64% relativamente ao período homólogo em 2016 (-11.474 exemplares). 

Na segunda posição continua o Jornal de Notícias, com 46.278 exemplares, uma descida de 7,28% (-3.631 exemplares) seguindo-se o Público com 17.840, uma descida de 3,63%, e o Diário de Notícias com a maior quebra em termos percentuais (a maior em números absolutos pertence ao Correio da Manhã), vendo a sua circulação impressa paga cair 14,62%, para os 10.282 exemplares (-1.761 exemplares). 

Quando ao Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, registou entre Janeiro e Abril deste ano vendas em papel na casa dos 68.403 exemplares, uma quebra de 7.926 exemplares (-10,38%) face ao período homólogo. Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 61.971 exemplares (-11,73%), enquanto a Sábado registou 42.982 (-7,22%). 

Ao nível da circulação digital paga, o Expresso lidera destacado com 23.216, uma crescimento de 17,87% comparativamente aos primeiros quatro meses de 2016. Na segunda posição surge o Público, que é líder no digital entre os diários, com uma circulação digital paga de 13.163, uma subida de 13,06%. Seguem-se o JN com 4.536 (+17,76%), o DN com 3.534 (+105,94%) e o Correio da Manhã, que com 928 (-26,17%) é o único título a sofrer quebras também no digital.

 

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Um fotojornalista português, Mário Cruz, da Agência Lusa, figura entre os nomeados para o World Press Photo 2019, o mais prestigiado prémio de fotojornalismo do mundo, cuja identidade e trabalhos a concurso foram agora conhecidos. A Fundação organizadora introduziu também uma nova categoria a ser premiada, a História do Ano, destinada a “fotógrafos cuja criatividade e habilidades visuais produziram uma história com excelente edição e sequenciamento, que captura ou representa um evento ou assunto de grande importância jornalística”.

A imagem de Mário Cruz, intitulada “Viver entre o que foi deixado para trás”, mostra uma criança recolhendo material reciclável, deitada num colchão cercado por lixo, enquanto flutua no rio Pasig, em Manila, nas Filipinas.

Os vencedores do concurso serão conhecidos na cerimónia marcada para 11 de Abril, em Amesterdão, na Holanda.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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