Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
Media

Diários generalistas em quebra de vendas no quadrimestre

Os jornais portugueses mantêm uma tendência decrescente na sua circulação impressa paga. Segundo os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, referentes aos quatro diários generalistas, nos primeiros quatro meses de 2017 venderam-se menos 17.538 jornais por dia (161.478 exemplares), uma quebra na ordem dos 9,8% face ao período homólogo em 2016, quando totalizavam uma média de 179.016 exemplares. Na circulação digital paga todos registam subidas, menos o Correio da Manhã, mas só o Público e o Diário de Notícias chegam ao fim deste período com saldo positivo, o primeiro com 2,8% na circulação total paga, e o DN com apenas 0,41%.

Segundo notícia da Meios & Publicidade, que aqui citamos, o líder em circulação impressa paga continua a ser o Correio da Manhã, embora com os seus números reduzidos para os 87.078 exemplares vendidos por dia, entre Janeiro e Abril, uma quebra de 11,64% relativamente ao período homólogo em 2016 (-11.474 exemplares). 

Na segunda posição continua o Jornal de Notícias, com 46.278 exemplares, uma descida de 7,28% (-3.631 exemplares) seguindo-se o Público com 17.840, uma descida de 3,63%, e o Diário de Notícias com a maior quebra em termos percentuais (a maior em números absolutos pertence ao Correio da Manhã), vendo a sua circulação impressa paga cair 14,62%, para os 10.282 exemplares (-1.761 exemplares). 

Quando ao Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, registou entre Janeiro e Abril deste ano vendas em papel na casa dos 68.403 exemplares, uma quebra de 7.926 exemplares (-10,38%) face ao período homólogo. Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 61.971 exemplares (-11,73%), enquanto a Sábado registou 42.982 (-7,22%). 

Ao nível da circulação digital paga, o Expresso lidera destacado com 23.216, uma crescimento de 17,87% comparativamente aos primeiros quatro meses de 2016. Na segunda posição surge o Público, que é líder no digital entre os diários, com uma circulação digital paga de 13.163, uma subida de 13,06%. Seguem-se o JN com 4.536 (+17,76%), o DN com 3.534 (+105,94%) e o Correio da Manhã, que com 928 (-26,17%) é o único título a sofrer quebras também no digital.

 

Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
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4º Workshop de Pós-Graduação em Ciência da Informação
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