Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

Diários generalistas em quebra de vendas no quadrimestre

Os jornais portugueses mantêm uma tendência decrescente na sua circulação impressa paga. Segundo os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, referentes aos quatro diários generalistas, nos primeiros quatro meses de 2017 venderam-se menos 17.538 jornais por dia (161.478 exemplares), uma quebra na ordem dos 9,8% face ao período homólogo em 2016, quando totalizavam uma média de 179.016 exemplares. Na circulação digital paga todos registam subidas, menos o Correio da Manhã, mas só o Público e o Diário de Notícias chegam ao fim deste período com saldo positivo, o primeiro com 2,8% na circulação total paga, e o DN com apenas 0,41%.

Segundo notícia da Meios & Publicidade, que aqui citamos, o líder em circulação impressa paga continua a ser o Correio da Manhã, embora com os seus números reduzidos para os 87.078 exemplares vendidos por dia, entre Janeiro e Abril, uma quebra de 11,64% relativamente ao período homólogo em 2016 (-11.474 exemplares). 

Na segunda posição continua o Jornal de Notícias, com 46.278 exemplares, uma descida de 7,28% (-3.631 exemplares) seguindo-se o Público com 17.840, uma descida de 3,63%, e o Diário de Notícias com a maior quebra em termos percentuais (a maior em números absolutos pertence ao Correio da Manhã), vendo a sua circulação impressa paga cair 14,62%, para os 10.282 exemplares (-1.761 exemplares). 

Quando ao Expresso, o único semanário com números auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, registou entre Janeiro e Abril deste ano vendas em papel na casa dos 68.403 exemplares, uma quebra de 7.926 exemplares (-10,38%) face ao período homólogo. Nas newsmagazines mantém-se a liderança da Visão, com 61.971 exemplares (-11,73%), enquanto a Sábado registou 42.982 (-7,22%). 

Ao nível da circulação digital paga, o Expresso lidera destacado com 23.216, uma crescimento de 17,87% comparativamente aos primeiros quatro meses de 2016. Na segunda posição surge o Público, que é líder no digital entre os diários, com uma circulação digital paga de 13.163, uma subida de 13,06%. Seguem-se o JN com 4.536 (+17,76%), o DN com 3.534 (+105,94%) e o Correio da Manhã, que com 928 (-26,17%) é o único título a sofrer quebras também no digital.

 

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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