Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Media

"América" uma revista literária muito política

Um título e uma pergunta  - “A América como vocês nunca a leram” e “Que pode a literatura americana face a um fenómeno como este?” -  resumem o sentido de uma revista francesa chamada apenas “America”, que se propõe reflectir a política pela palavra da literatura, “nesta época sem precedente”. A pergunta é feita por Éric Fottorino, que foi director de Le Monde, e o programa da revista vem no editorial de François Busnel: “os escritores vão ser os memorialistas deste estranho reino”. São eles dois os editores desta publicação trimestral, destinada a durar enquanto Trump for o Presidente dos Estados Unidos.

No editorial deste primeiro número, François Busnel recorda-nos os factos: “Estamos a viver um dos maiores desafios lançados à democracia: um país-continente de 325 milhões de habitantes acaba de pôr à sua frente um homem que conquistou a Casa Branca do mesmo modo como se ganha o primeiro prémio num jogo de reality-show.” (...) 

A “madrinha” desta edição fundadora é a escritora afro-americana Toni Morrison, hoje com 86 anos, Prémio Nobel da Literatura em 1993, que conheceu na sua vida 14 Presidentes dos EUA e afirma:

“Trump é, de longe, o mais perigoso de todos os Presidentes que já tivémos. E é perigoso não só para este país, mas para o equilíbrio do planeta. É um manipulador terrível. Ele manipula tudo e toda a gente.” 

Sobre a nova publicação, diz ainda Nadine Doyen, na revista literária Traversées:

“A política e a cultura podem viver bem juntas e, a prová-lo, a entrevista de Barack Obama sobre literatura. O ex-Presidente abre-se ao jornalista Ta-Nehisi Coates, conta a sua relação com os livros, comenta os romances que o marcaram, como ‘Fates and Furies’, de Lauren Groff.”  (“Les Furies”, na tradução francesa de Marguerite Capelle) 

A revista, com 196 páginas, encontra-se à venda nos quiosques e livrarias de França, por 19 euros. A tiragem deste primeiro número foi de 50 mil exemplares.

 

 

Mais informação na revista literária Traversées e no diário La Croix

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Quatro congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal Ver galeria

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

António Lobo Xavier em Janeiro no novo ciclo de jantares-debate do CPI Ver galeria

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António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, de seu nome completo, nasceu em Coimbra em 1959, e é um prestigiado advogado, ligado desde a juventude ao CDS-PP, com uma intervenção política regular e respeitada, designadamente, no programa televisivo “Quadratura do Círculo”, no qual participa desde 2004.


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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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