Quarta-feira, 18 de Julho, 2018
Media

"América" uma revista literária muito política

Um título e uma pergunta  - “A América como vocês nunca a leram” e “Que pode a literatura americana face a um fenómeno como este?” -  resumem o sentido de uma revista francesa chamada apenas “America”, que se propõe reflectir a política pela palavra da literatura, “nesta época sem precedente”. A pergunta é feita por Éric Fottorino, que foi director de Le Monde, e o programa da revista vem no editorial de François Busnel: “os escritores vão ser os memorialistas deste estranho reino”. São eles dois os editores desta publicação trimestral, destinada a durar enquanto Trump for o Presidente dos Estados Unidos.

No editorial deste primeiro número, François Busnel recorda-nos os factos: “Estamos a viver um dos maiores desafios lançados à democracia: um país-continente de 325 milhões de habitantes acaba de pôr à sua frente um homem que conquistou a Casa Branca do mesmo modo como se ganha o primeiro prémio num jogo de reality-show.” (...) 

A “madrinha” desta edição fundadora é a escritora afro-americana Toni Morrison, hoje com 86 anos, Prémio Nobel da Literatura em 1993, que conheceu na sua vida 14 Presidentes dos EUA e afirma:

“Trump é, de longe, o mais perigoso de todos os Presidentes que já tivémos. E é perigoso não só para este país, mas para o equilíbrio do planeta. É um manipulador terrível. Ele manipula tudo e toda a gente.” 

Sobre a nova publicação, diz ainda Nadine Doyen, na revista literária Traversées:

“A política e a cultura podem viver bem juntas e, a prová-lo, a entrevista de Barack Obama sobre literatura. O ex-Presidente abre-se ao jornalista Ta-Nehisi Coates, conta a sua relação com os livros, comenta os romances que o marcaram, como ‘Fates and Furies’, de Lauren Groff.”  (“Les Furies”, na tradução francesa de Marguerite Capelle) 

A revista, com 196 páginas, encontra-se à venda nos quiosques e livrarias de França, por 19 euros. A tiragem deste primeiro número foi de 50 mil exemplares.

 

 

Mais informação na revista literária Traversées e no diário La Croix

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Aumentam assinaturas pagas de meios digitais com algumas surpresas... Ver galeria

As assinaturas pagas são a “tábua de salvação” dos jornais digitais, mas cobrar pelas notícias, neste terreno, é uma estratégia difícil de implementar. Muitos meios de comunicação hesitam em dar este passo, pelo receio de perderem leitores. No entanto, dezenas de outros tiveram êxito, seguindo estratégias diferentes e, também, com diversos graus de sucesso. A FIPP  - Federação Internacional da Imprensa Periódica -  editou recentemente o seu primeiro Global Digital Subscription Snapshot, que permite consultar a tabela com os principais meios online, comparar os seus números de assinantes e preços cobrados e, assim, obter ideias úteis para os que procuram chegar ao desejado equilíbrio financeiro sem terem de perder público.

Como captar audiência e ser fiel ao bom jornalismo Ver galeria

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Portanto, uma espécie de “contrato social”, pelo lado do meio de comunicação e dos seus jornalistas, e uma espécie de “conversão pessoal”, pelo lado dos leitores. É esta a linha desenvolvida por um recente estudo do Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos EUA, aqui comentado em artigo publicado na 36ª edição de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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