Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Media

"América" uma revista literária muito política

Um título e uma pergunta  - “A América como vocês nunca a leram” e “Que pode a literatura americana face a um fenómeno como este?” -  resumem o sentido de uma revista francesa chamada apenas “America”, que se propõe reflectir a política pela palavra da literatura, “nesta época sem precedente”. A pergunta é feita por Éric Fottorino, que foi director de Le Monde, e o programa da revista vem no editorial de François Busnel: “os escritores vão ser os memorialistas deste estranho reino”. São eles dois os editores desta publicação trimestral, destinada a durar enquanto Trump for o Presidente dos Estados Unidos.

No editorial deste primeiro número, François Busnel recorda-nos os factos: “Estamos a viver um dos maiores desafios lançados à democracia: um país-continente de 325 milhões de habitantes acaba de pôr à sua frente um homem que conquistou a Casa Branca do mesmo modo como se ganha o primeiro prémio num jogo de reality-show.” (...) 

A “madrinha” desta edição fundadora é a escritora afro-americana Toni Morrison, hoje com 86 anos, Prémio Nobel da Literatura em 1993, que conheceu na sua vida 14 Presidentes dos EUA e afirma:

“Trump é, de longe, o mais perigoso de todos os Presidentes que já tivémos. E é perigoso não só para este país, mas para o equilíbrio do planeta. É um manipulador terrível. Ele manipula tudo e toda a gente.” 

Sobre a nova publicação, diz ainda Nadine Doyen, na revista literária Traversées:

“A política e a cultura podem viver bem juntas e, a prová-lo, a entrevista de Barack Obama sobre literatura. O ex-Presidente abre-se ao jornalista Ta-Nehisi Coates, conta a sua relação com os livros, comenta os romances que o marcaram, como ‘Fates and Furies’, de Lauren Groff.”  (“Les Furies”, na tradução francesa de Marguerite Capelle) 

A revista, com 196 páginas, encontra-se à venda nos quiosques e livrarias de França, por 19 euros. A tiragem deste primeiro número foi de 50 mil exemplares.

 

 

Mais informação na revista literária Traversées e no diário La Croix

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Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Social Media Week New York 2018
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25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
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