Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
Media

The "New York Times" ensaia mudanças na estrutura editorial

O diário The New York Times tem estado a fazer mudanças na sua estrutura editorial, que nem sempre passam sem tensões internas. Entre as mais recentes contam-se uma redução drástica no número dos editores e revisores de texto, com aumento do contingente e responsabilidades dos repórteres. Foi também extinto o cargo do Provedor do Leitor (Ombudsman), para abrir espaço a maior participação dos leitores. Carlos Castilho, editor do Observatório da Imprensa do Brasil  - com o qual mantemos um acordo de parceria -  interroga-se sobre o efeito que podem ter “naquilo que o jornal tem de mais valorizado, a sua credibilidade”.

Ao tomar esta decisão, como escreve Carlos Castilho, “o NYT busca eliminar o que classificou como ‘linha de montagem de notícias’ para beneficiar um sistema menos burocratizado e hierárquico na produção e publicação de reportagens; a simplificação do processo de produção noticiosa também tem um objectivo financeiro, ao reduzir o número de profissionais contratados”. (...)

“A nova orientação diminui as diferenças entre a produção de notícias impressas e as da versão na Internet. Trata-se de uma ousadia ainda não testada por nenhum grande jornal norte-americano”, mas, como conta o autor, “foi mal recebida pelos copy desks e revisores porque reduz drasticamente a participação de um sector da redacção, que até agora era considerado o guardião do estilo, exactidão e credibilidade dos textos publicados”. (…) 

“A Internet também está por detrás desta nova experiência do The New York Times, que passa a incorporar as críticas dos leitores como um factor estrutural na avaliação da performance do jornal. A alteração deve provocar uma forte celeuma sobre a validade da existência desta função num ambiente informativo onde o público assume um protagonismo cada vez maior no monitoramento crítico da Imprensa.”

 

O texto de Carlos Castilho, na íntegra, no Observatório da Imprensa, e a crónica de despedida da última Provedora, Lyz Spayd
Connosco
A prisão solitária do “egosistema digital” como doença contagiosa do nosso tempo Ver galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

O jornalismo em “tempos de cólera” e a interacção com o público Ver galeria

Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
Na semana passada aconteceu o que há muito se esperava – um dos maiores grupos de comunicação anunciou que vai encerrar ou vender a maior parte dos seus títulos de imprensa. A braços com um endividamente gigantesco, acaba por reconhecer que as receitas que obtém, quando existem, são insuficientes para inverter a situação criada ao longo de anos. O cenário actual complica tudo: é devastador folhear um jornal...
Falhada a emissão obrigacionista, sabia-se que algo teria de acontecer na Impresa, em função do elevado nível do seu endividamento. A entrevista de 12 páginas publicada na revista do Expresso com António Costa, sem nenhuma novidade que justificasse tamanho relevo, acompanhada de uma invulgar chamada de capa  a 5 colunas (além da própria capa integral da revista)  já deixava perceber um critério editorial pouco...
Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
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4º Workshop de Pós-Graduação em Ciência da Informação
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09:00 @ Cenjor, Lisboa
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