Sábado, 20 de Outubro, 2018
Media

O futuro dos jornais segundo Jeff Bezos no 150º aniversário de “La Stampa”

Jeff Bezos, fundador da Amazon e actual proprietário do Washington Post, esteve na conferência do 150º aniversário do diário La Stampa, de Turim, e falou sobre “O futuro dos jornais”. Defendeu as assinaturas pagas e a qualidade e brilho do que se publica, como resposta à crise, mas admitiu que pode acontecer que ler jornais impressos seja, um dia, “algo exótico, como ter um cavalo”.

Segundo notícia de O Globo, que participou igualmente nesta conferência, para Bezos “não é possível lutar contra o futuro” e vivemos hoje os ganhos da Internet e a troca do modelo de negócios no jornalismo: 

“Pelo antigo modelo, ganhava-se muito dinheiro sobre uma base pequena de leitores. Com a Internet, é preciso pensar numa quantidade de dinheiro pequena de uma base ampla de leitores.” (...) 

“Na sua avaliação, os jornais se tornarão artigo de luxo em algum momento. Questionado se haverá jornais em 2025, Bezos respondeu que sim”: 

“As coisas serão muito mais lentas do que se imagina. É uma experiência diferente. Em algum momento, será um artigo de luxo, algo exótico. Será como ter um cavalo. Hoje não se usa cavalo como meio de transporte, mas porque se gosta de cavalgar.” 

Segundo notícia do Poynter Institute, estiveram presentes vários dirigentes de media dos EUA, incluindo a editora principal do HuffPost, Lydia Polgreen, e os administradores de News Corp., Robert Thomson, e da New York Times Company, Mark Thompson. 

O site Poynter.org publica uma notícia breve, complementada com uma série de tweets enviados da própria conferência.

 

 

Mais informação em O Globo, de onde colhemos a imagem utilizada, e em Poynter.org

Connosco
Editorial de Khashoggi defende liberdade de expressão no mundo árabe Ver galeria

O mundo árabe “encheu-se de esperança durante a Primavera de 2011; jornalistas, académicos e a população estavam cheios de entusiasmo por uma sociedade árabe livre nos seus países”, mas as expectativas foram frustradas e “estas sociedades voltaram ao antigo status quo, ou tiveram que enfrentar condições ainda mais duras do que tinham antes”.

É esta a reflexão do último editorial de Jamal Khashoggi, o jornalista saudita interrogado e morto no consulado do seu país em Istambul, segundo apontam cada vez mais as informações que vão chegando. A editora de opinião do jornal The Washington Post, do qual era colaborador regular há um ano, conta que recebeu o texto do seu tradutor e ajudante, um dia depois do desaparecimento. Foi decidido adiar a publicação, na esperança de que ele voltasse e a edição final fosse feita por ambos. Segundo Karen Attiah, o texto “capta na perfeição a sua dedicação e paixão pela liberdade no mundo árabe, uma liberdade pela qual, aparentemente, deu a sua vida”.

Como vivem (e bem) da publicidade os “sites” de desinformação Ver galeria

Os sites que usam e abusam da desinformação são sustentados, em última instância, pela mesma publicidade que todos desejam conservar, incluindo os media tradicionais. Postas as coisas nestes termos, a situação parece paradoxal. Mas uma investigação feita pela equipa Décodex, do diário francês Le Monde, revela que, “mesmo sendo apontados a dedo como nocivos ao debate público, os sites de desinformação não têm dificuldades em encontrar parceiros comerciais”.

Em consequência das mutações ocorridas no funcionamento do mercado digital, “em França há centenas de anunciantes que ainda pagam para aparecerem em sites de desinformação”  - sem necessariamente terem consciência disso, como explica Pierre-Albert Ruquier, da empresa Storyzy. Alertadas por Le Monde, pelo menos duas redes publicitárias, Ligatus e Taboola, declararam ter cortado colaboração com um dos mais populares sites desta natureza, o Santeplusmag.com.

Mas há muito trabalho a fazer, porque os actores do mercado têm relutância em intervir a montante do problema  - fazendo-o, sobretudo, quando são apanhados.

O Clube

Terminou o prazo de recepção dos trabalhos concorrentes ao  Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias.

Nesta segunda edição, o Prémio foi desdobrado em duas modalidades:  uma  aberta a textos originais, que passou a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia; e outra que manteve  o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.


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Opinião
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Na edição de 15 de Setembro o Expresso inseria como manchete, ao alto da primeira página, o seguinte titulo: “Acordo à vista para manter a PGR”. Como se viu, o semanário, habitualmente tido por bem informado, falhou redondamente.

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Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
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