Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Estudo

Portugueses entre os europeus que mais confiam nas notícias

Portugal aparece no segundo lugar entre os países europeus, logo a seguir à Finlândia, no índice de confiança nas notícias (ficando o Brasil entre os dois). A Finlândia atinge os 62%, Portugal chega aos 58%, e os países mais em baixo, Grécia e Coreia do Sul, ficam nos 23%. Estes são alguns números do Digital News Report 2017 do Reuters Institute, que sublinha no texto de sumário que “a revolução digital está cheia de contradições e excepções” e que as diferenças para cada país podem ser procuradas nas páginas que lhes são dedicadas, no desenvolvimento do relatório.

O mesmo texto de sumário e conclusões principais revela que só um quarto (24%) dos que responderam ao inquérito acham que as redes sociais fazem bom trabalho na distinção entre facto e ficção, em comparação com os 40% que acreditam mais nos meios noticiosos. Os dados qualitativos sugerem que “os utentes sentem que a combinação de falta de regras e de algoritmos virais encorajam a baixa qualidade e a proliferação rápida das fakenews”. 

Outra informação surpreendente é a de que “os smartphones são agora tão importantes para as notícias dentro de casa como fora; a maior parte dos utentes de smartphones (46%) abre as notícias na cama, em vez de usar o aparelho na viagem para o trabalho”. (...) 

“Quanto às assinaturas de notícias online, temos assistido a um substancial Trump bump nos Estados Unidos (de 9% para 16%), com um triplicar de doações aos meios noticiosos. Muitos destes novos pagamentos vêm dos jovens, o que é um correctivo forte à ideia de que os jovens não estão preparados para pagar por meios online, menos ainda por notícias.” 

Segundo artigo da Lusa, que agora citamos, “quase um terço da amostra (29%) afirma que evita as notícias frequentemente ou por vezes e, destes, quase metade (44%) diz fazê-lo porque as notícias têm um efeito negativo no seu humor e um terço (33%) diz que não confia na sua veracidade”. 

“O estudo revela ainda que, em Portugal, as três marcas offline mais usadas como fonte de notícias são a SIC, a TVI e a RTP, enquanto no online as mais citadas são o Notícias ao Minuto, o Sapo e a SIC Notícias.”

 

“O relatório traça também o perfil de tendência política dos respondentes relacionando-o com os órgãos de comunicação social, concluindo, por exemplo, que o Diário de Notícias é mais lido por pessoas com tendência ideológica mais de esquerda, enquanto o Observador é mais lido por pessoas com tendência mais de direita.”

O Digital News Report 2017 é baseado num inquérito online feito a 70.000 pessoas, de 36 países, em cinco continentes.

 

Mais informação na notícia da Lusa e no texto de apresentação do Reuters Institute, que contém o link para acesso ao relatório na sua totalidade, em PDF. O mesmo tema em NiemanLab e no European Journalism Observatory

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Luís Queirós
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24
Abr
Social Media Week New York 2018
09:00 @ Sheraton Times Square, Nova Iorque
24
Abr
Social Media Strategies Summit Chicago 2018
22:00 @ Union League Club, Chicago
25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa