Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Jornalista mexicano vítima do narcotráfico homenageado em Madrid

A viúva do jornalista mexicano Javier Valdez, que se tinha especializado na denúncia da violência do narcotráfico e pagou com a vida a 15 de Maio, foi recebida na Asociación de la Prensa de Madrid, onde pediu justiça para o seu marido e todos os jornalistas assassinados no México, que vive há anos “uma tragédia que não acaba”. Griselda Triana evocou a figura de Valdez como a de um daqueles profissionais “que não se calam e assumem uma verdadeira responsabilidade como jornalistas”.

A APM atribuíu a Javier Valdez, a título póstumo, a sua Placa de Honra, no contexto dos Premios APM de Periodismo 2016, entregando-a a Griselda Triana. Victoria Prego, presidente da Asociación de la Prensa de Madrid, recordou que o México encontra-se neste momento no terceiro lugar dos países com maior número de jornalistas assassinados, logo a seguir à Síria e ao Afeganistão. 

Em conferência de Imprensa, Griselda Triana recordou que o trabalho de Valdez “incomodava a muitos”, e que não faltavam os que lhe diziam que ele não escrevia “coisas bonitas” sobre a sua cidade de Culiacán, no estado de Sinaloa: 

“Mas Javier entendia muito claramente que, como jornalista, era difícil escrever sobre os jardins, o entardecer, os rios e a agricultura, enquanto todos os dias caem pessoas mortas, perfuradas, a sangrar, no meio da injustiça, da impunidade e do terror”  - disse. 

Era este o cenário que Javier Valdez retratava nas suas crónicas, “denunciando a falta do Estado perante a beligerância das organizações do narcotráfico”, fazendo-o com ímpeto e esperança de mudar essa realidade. Fez isso, principalmente, nos seus textos em La Jornada, de que foi correspondente durante 18 anos, e no Ríodoce, que tinha fundado há 14 anos com Ismael Bojórquez, mas também nos seus livros sobre o narcotráfico, o último dos quais, “Narcoperiodismo”, foi publicado em 2016.

A história de Javier Valdez está contada noutro local deste site, acessível pela janela de "pesquisar", sob o título  - "Aumenta número de jornalistas assassinados no México".

 

 

Mais informação no site da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria, e no da Global Investigative Journalism Network

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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