Terça-feira, 23 de Outubro, 2018
Estudo

Os “Dez Mandamentos” do combate às notícias falsas segundo o “Laboratorio de Periodismo”

Os jornalistas e especialistas em várias disciplinas da comunicação, que protagonizaram o recente Laboratorio de Periodismo da APM, redigiram, a partir das conclusões do debate realizado, uma espécie de Decálogo da luta contra as “notícias falsas”. São esses “Dez Mandamentos” de ética jornalística que aqui reproduzimos, do site da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O relato desse debate vem descrito noutro local do nosso site, que é acessível sob o título “Só se combate a ‘pós-verdade’ tornando ‘viral’ a verdade”, na janela de pesquisa. 

Segue um resumo temático desses “Dez Mandamentos” :

  1. – Os meios de comunicação devem cumprir com renovado reforço as regras clássicas da profissão: ética, rigor, comprovação e inclusão da máxima quantidade possível de fontes e dados.
  2. – Dada a proliferação das “notícias falsas”, tem especial importância a verificação dos factos.
  3. – Os jornalistas devem dominar as novas ferramentas, gratuitas na Internet, para verificar a autenticidade dos factos.
  4. – O jornalismo de investigação e o jornalismo de dados são especialmente recomendados para contrariar a desinformação.
  5. – A obsessão de sermos os primeiros a publicar uma informação pode facilitar a produção de notícias falsas. É mais importante a continuada qualidade da informação que se dá.
  6. – Os media devem viver na Rede, compreender como funciona e como evoluem os hábitos dos seus utentes.
  7. – São mais necessários jornalistas experimentados, qualificados e de grande preparação, neste tempo de excesso de informação.
  8. – Para combater as mentiras que se propagam na Rede é preciso tornar “virais” os desmentidos, com a mesma eficácia.
  9. – Para ese efeito, são necessários formatos muito ‘viralizáveis’, com imagem e vídeo, que sejam atractivos às novas audiências.
  10. – É fundamental promover um espírito crítico na leitura de notícias, para evitar a circulação maciça de boatos.

 

 

O texto na íntegra, no site da APM, que inclui também o vídeo do Laboratorio de Periodismo

Connosco
Jornalista e historiador de Macau vencem Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia Ver galeria

O Júri dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, instituídos pelo Jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, escolheu, por unanimidade, na primeira categoria, o trabalho "Ler sem limites", da jornalista Catarina Brites Soares, publicado no semanário Plataforma, em Macau.

Na categoria Ensaio, atribuída este ano pela primeira vez, foi distinguido o original do historiador António Aresta, de Macau, intitulado "Miguel Torga: um poeta português em Macau".
A Acta do Júri destaca, no primeiro caso, que Catarina Brito Soares  consegue desenhar com o seu texto “uma panorâmica das leituras mais frequentes em Macau, com um levantamento de livros e autores que circulam livremente no território, incluindo alguns que, por diferentes razões, têm limites de acesso fora da RAEM”.
O semanário Plataforma Macau é publicado em Macau, em português e chinês. 

Na categoria Ensaio, o Júri deliberou, também por unanimidade, atribuir o Prémio ao trabalho de António Aresta, considerando tratar-se de “uma narrativa consequente sobre a visita histórica do grande poeta a Macau, com passagem por Cantão e Hong Kong”.

Universidades apoiam e investem no jornalismo de investigação Ver galeria

A sociedade necessita de um jornalismo de investigação que fica caro, e esta necessidade “chega num momento de grande tensão financeira para uma indústria maciçamente perturbada pelas novas tecnologias e alterações económicas”.

“Acreditamos que este tipo de jornalismo, em defesa do povo americano, é mais importante do que nunca na presente cacofonia de informação confusa, contraditória e enganadora, já para não falar de cepticismo  - ou por vezes rejeição absoluta -  dos factos.”

Esta reflexão é assinada por Christopher Callahan e Leonard Downie Jr., docentes na Universidade Estatal do Arizona, sobre a criação de dois centros de ensino de jornalismo de investigação, um na Universidade referida, outro na de Maryland. Tendo em conta a “proliferação de centros de reportagem de investigação independentes, sem objectivo de lucro, em grande parte financiados por [mecenato] filantrópico”, as universidades “estão prontas a assumir funções de liderança neste novo ecossistema de jornalismo de investigação”  - afirmam no seu texto.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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