Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Estudo

Os “Dez Mandamentos” do combate às notícias falsas segundo o “Laboratorio de Periodismo”

Os jornalistas e especialistas em várias disciplinas da comunicação, que protagonizaram o recente Laboratorio de Periodismo da APM, redigiram, a partir das conclusões do debate realizado, uma espécie de Decálogo da luta contra as “notícias falsas”. São esses “Dez Mandamentos” de ética jornalística que aqui reproduzimos, do site da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O relato desse debate vem descrito noutro local do nosso site, que é acessível sob o título “Só se combate a ‘pós-verdade’ tornando ‘viral’ a verdade”, na janela de pesquisa. 

Segue um resumo temático desses “Dez Mandamentos” :

  1. – Os meios de comunicação devem cumprir com renovado reforço as regras clássicas da profissão: ética, rigor, comprovação e inclusão da máxima quantidade possível de fontes e dados.
  2. – Dada a proliferação das “notícias falsas”, tem especial importância a verificação dos factos.
  3. – Os jornalistas devem dominar as novas ferramentas, gratuitas na Internet, para verificar a autenticidade dos factos.
  4. – O jornalismo de investigação e o jornalismo de dados são especialmente recomendados para contrariar a desinformação.
  5. – A obsessão de sermos os primeiros a publicar uma informação pode facilitar a produção de notícias falsas. É mais importante a continuada qualidade da informação que se dá.
  6. – Os media devem viver na Rede, compreender como funciona e como evoluem os hábitos dos seus utentes.
  7. – São mais necessários jornalistas experimentados, qualificados e de grande preparação, neste tempo de excesso de informação.
  8. – Para combater as mentiras que se propagam na Rede é preciso tornar “virais” os desmentidos, com a mesma eficácia.
  9. – Para ese efeito, são necessários formatos muito ‘viralizáveis’, com imagem e vídeo, que sejam atractivos às novas audiências.
  10. – É fundamental promover um espírito crítico na leitura de notícias, para evitar a circulação maciça de boatos.

 

 

O texto na íntegra, no site da APM, que inclui também o vídeo do Laboratorio de Periodismo

Connosco
Quatro congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal Ver galeria

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

António Lobo Xavier em Janeiro no novo ciclo de jantares-debate do CPI Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, subordinado ao tema genérico O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções” prossegue  no próximo dia 24 de Janeiro, sendo orador convidado António Lobo Xavier, advogado, político e conselheiro de Estado designado por Marcelo Rebelo de Sousa.  

António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, de seu nome completo, nasceu em Coimbra em 1959, e é um prestigiado advogado, ligado desde a juventude ao CDS-PP, com uma intervenção política regular e respeitada, designadamente, no programa televisivo “Quadratura do Círculo”, no qual participa desde 2004.


O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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