Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Estudo

Os “Dez Mandamentos” do combate às notícias falsas segundo o “Laboratorio de Periodismo”

Os jornalistas e especialistas em várias disciplinas da comunicação, que protagonizaram o recente Laboratorio de Periodismo da APM, redigiram, a partir das conclusões do debate realizado, uma espécie de Decálogo da luta contra as “notícias falsas”. São esses “Dez Mandamentos” de ética jornalística que aqui reproduzimos, do site da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O relato desse debate vem descrito noutro local do nosso site, que é acessível sob o título “Só se combate a ‘pós-verdade’ tornando ‘viral’ a verdade”, na janela de pesquisa. 

Segue um resumo temático desses “Dez Mandamentos” :

  1. – Os meios de comunicação devem cumprir com renovado reforço as regras clássicas da profissão: ética, rigor, comprovação e inclusão da máxima quantidade possível de fontes e dados.
  2. – Dada a proliferação das “notícias falsas”, tem especial importância a verificação dos factos.
  3. – Os jornalistas devem dominar as novas ferramentas, gratuitas na Internet, para verificar a autenticidade dos factos.
  4. – O jornalismo de investigação e o jornalismo de dados são especialmente recomendados para contrariar a desinformação.
  5. – A obsessão de sermos os primeiros a publicar uma informação pode facilitar a produção de notícias falsas. É mais importante a continuada qualidade da informação que se dá.
  6. – Os media devem viver na Rede, compreender como funciona e como evoluem os hábitos dos seus utentes.
  7. – São mais necessários jornalistas experimentados, qualificados e de grande preparação, neste tempo de excesso de informação.
  8. – Para combater as mentiras que se propagam na Rede é preciso tornar “virais” os desmentidos, com a mesma eficácia.
  9. – Para ese efeito, são necessários formatos muito ‘viralizáveis’, com imagem e vídeo, que sejam atractivos às novas audiências.
  10. – É fundamental promover um espírito crítico na leitura de notícias, para evitar a circulação maciça de boatos.

 

 

O texto na íntegra, no site da APM, que inclui também o vídeo do Laboratorio de Periodismo

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

“Um jornal, hoje, não pode viver sem se pôr de joelhos diante da Google”. Foi esta a síntese de Casimiro García Abadillo, director de El Independiente, na comemoração do centenário do jornal El Sol. Disse ainda que as quedas da tiragem e da receita publicitária, desde a chegada da Internet, trouxeram uma “debilidade financeira” que permitiu que os grandes jornais fossem apropriados pela banca e outros grupos empresariais. Outra consequência foi a perda de emprego para muitos profissionais e uma desvalorização salarial que “proletarizou [a profissão] até limites insuportáveis”. A reportagem é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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