Sábado, 25 de Maio, 2019
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Estudo da Reuters comprova desconfiança crescente nas redes sociais

A má notícia é que as “notícias falsas” são a “nova praga do séc. XXI” e que a Internet, especialmente as redes sociais, “facilitaram a proliferação de boatos que muitos utentes tomam como autênticos”. A boa notícia é que está em crescimento o número dos que tomam a sério esta ameaça e fazem algum esforço para comprovar a veracidade do que lhes é transmitido. É esta a síntese de uma avaliação do inquérito Tomorrow’s News 2017, elaborado pela agência Reuters junto dos seus utentes entre Abril e Maio de 2017.

Dos 1.711 entrevistados, 83% tendem a confiar de preferência em títulos de meios de comunicação conhecidos, e comprovam sempre a exactidão das notícias com outras fontes (o que representa um aumento de 6% em relação ao ano de 2016). E 74% respondem que é verdade que recorrem frequentemente a empresas noticiosas em que confiam, para verificar a fonte de uma notícia acabada de chegar (mais 8% do que no ano anterior). 

Segundo artigo publicado em Media-tics, que aqui citamos, “as redes sociais são meios cada vez menos fiáveis, já que apenas 10% dos entrevistados situam o Facebook e o Twitter entre as suas principais fontes de notícias para o futuro, enquanto no ano passado eram 14%”. 

“Caíu também a confiança nas fontes de notícias partilhadas nas redes sociais por familiares e amigos, passando dos 32% para os 28%. Quanto a si mesmos, 69% garantem que só vão partilhar notícias sobre as quais tenham toda a informação.” (...) 

“A inclusão de fake news em meios de comunicação prejudica as marcas publicitárias e a percepção que delas têm os seus utentes. 87% dos entrevistados concorda que é prejudicial para uma marca ser anunciada num website associado a notícias falsas.” (...)

 

Mais informação no artigo em Media-tics e na Reuters

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Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
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