Quinta-feira, 21 de Setembro, 2017
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Estudo da Reuters comprova desconfiança crescente nas redes sociais

A má notícia é que as “notícias falsas” são a “nova praga do séc. XXI” e que a Internet, especialmente as redes sociais, “facilitaram a proliferação de boatos que muitos utentes tomam como autênticos”. A boa notícia é que está em crescimento o número dos que tomam a sério esta ameaça e fazem algum esforço para comprovar a veracidade do que lhes é transmitido. É esta a síntese de uma avaliação do inquérito Tomorrow’s News 2017, elaborado pela agência Reuters junto dos seus utentes entre Abril e Maio de 2017.

Dos 1.711 entrevistados, 83% tendem a confiar de preferência em títulos de meios de comunicação conhecidos, e comprovam sempre a exactidão das notícias com outras fontes (o que representa um aumento de 6% em relação ao ano de 2016). E 74% respondem que é verdade que recorrem frequentemente a empresas noticiosas em que confiam, para verificar a fonte de uma notícia acabada de chegar (mais 8% do que no ano anterior). 

Segundo artigo publicado em Media-tics, que aqui citamos, “as redes sociais são meios cada vez menos fiáveis, já que apenas 10% dos entrevistados situam o Facebook e o Twitter entre as suas principais fontes de notícias para o futuro, enquanto no ano passado eram 14%”. 

“Caíu também a confiança nas fontes de notícias partilhadas nas redes sociais por familiares e amigos, passando dos 32% para os 28%. Quanto a si mesmos, 69% garantem que só vão partilhar notícias sobre as quais tenham toda a informação.” (...) 

“A inclusão de fake news em meios de comunicação prejudica as marcas publicitárias e a percepção que delas têm os seus utentes. 87% dos entrevistados concorda que é prejudicial para uma marca ser anunciada num website associado a notícias falsas.” (...)

 

Mais informação no artigo em Media-tics e na Reuters

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