Quarta-feira, 18 de Julho, 2018
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Estudo da Reuters comprova desconfiança crescente nas redes sociais

A má notícia é que as “notícias falsas” são a “nova praga do séc. XXI” e que a Internet, especialmente as redes sociais, “facilitaram a proliferação de boatos que muitos utentes tomam como autênticos”. A boa notícia é que está em crescimento o número dos que tomam a sério esta ameaça e fazem algum esforço para comprovar a veracidade do que lhes é transmitido. É esta a síntese de uma avaliação do inquérito Tomorrow’s News 2017, elaborado pela agência Reuters junto dos seus utentes entre Abril e Maio de 2017.

Dos 1.711 entrevistados, 83% tendem a confiar de preferência em títulos de meios de comunicação conhecidos, e comprovam sempre a exactidão das notícias com outras fontes (o que representa um aumento de 6% em relação ao ano de 2016). E 74% respondem que é verdade que recorrem frequentemente a empresas noticiosas em que confiam, para verificar a fonte de uma notícia acabada de chegar (mais 8% do que no ano anterior). 

Segundo artigo publicado em Media-tics, que aqui citamos, “as redes sociais são meios cada vez menos fiáveis, já que apenas 10% dos entrevistados situam o Facebook e o Twitter entre as suas principais fontes de notícias para o futuro, enquanto no ano passado eram 14%”. 

“Caíu também a confiança nas fontes de notícias partilhadas nas redes sociais por familiares e amigos, passando dos 32% para os 28%. Quanto a si mesmos, 69% garantem que só vão partilhar notícias sobre as quais tenham toda a informação.” (...) 

“A inclusão de fake news em meios de comunicação prejudica as marcas publicitárias e a percepção que delas têm os seus utentes. 87% dos entrevistados concorda que é prejudicial para uma marca ser anunciada num website associado a notícias falsas.” (...)

 

Mais informação no artigo em Media-tics e na Reuters

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Aumentam assinaturas pagas de meios digitais com algumas surpresas... Ver galeria

As assinaturas pagas são a “tábua de salvação” dos jornais digitais, mas cobrar pelas notícias, neste terreno, é uma estratégia difícil de implementar. Muitos meios de comunicação hesitam em dar este passo, pelo receio de perderem leitores. No entanto, dezenas de outros tiveram êxito, seguindo estratégias diferentes e, também, com diversos graus de sucesso. A FIPP  - Federação Internacional da Imprensa Periódica -  editou recentemente o seu primeiro Global Digital Subscription Snapshot, que permite consultar a tabela com os principais meios online, comparar os seus números de assinantes e preços cobrados e, assim, obter ideias úteis para os que procuram chegar ao desejado equilíbrio financeiro sem terem de perder público.

Como captar audiência e ser fiel ao bom jornalismo Ver galeria

A crise que tem atingido os meios de comunicação, nos últimos anos, com a queda constante das receitas da publicidade e a dependência incerta da adesão dos leitores, tem conduzido editores e jornalistas a apostarem sobretudo nesta segunda direcção. Reatar relações de confiança e construir “audiências leais em torno de um jornalismo de qualidade”, parece ser o único caminho sólido, mesmo que não seja fácil. Os fundamentos da próxima geração de modelos sustentáveis de receita para os media “serão contribuições directas da sua audiência, apoiados por altos níveis de compromisso dos leitores”.

Portanto, uma espécie de “contrato social”, pelo lado do meio de comunicação e dos seus jornalistas, e uma espécie de “conversão pessoal”, pelo lado dos leitores. É esta a linha desenvolvida por um recente estudo do Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos EUA, aqui comentado em artigo publicado na 36ª edição de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube
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