Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Fórum

Estudo da Reuters comprova desconfiança crescente nas redes sociais

A má notícia é que as “notícias falsas” são a “nova praga do séc. XXI” e que a Internet, especialmente as redes sociais, “facilitaram a proliferação de boatos que muitos utentes tomam como autênticos”. A boa notícia é que está em crescimento o número dos que tomam a sério esta ameaça e fazem algum esforço para comprovar a veracidade do que lhes é transmitido. É esta a síntese de uma avaliação do inquérito Tomorrow’s News 2017, elaborado pela agência Reuters junto dos seus utentes entre Abril e Maio de 2017.

Dos 1.711 entrevistados, 83% tendem a confiar de preferência em títulos de meios de comunicação conhecidos, e comprovam sempre a exactidão das notícias com outras fontes (o que representa um aumento de 6% em relação ao ano de 2016). E 74% respondem que é verdade que recorrem frequentemente a empresas noticiosas em que confiam, para verificar a fonte de uma notícia acabada de chegar (mais 8% do que no ano anterior). 

Segundo artigo publicado em Media-tics, que aqui citamos, “as redes sociais são meios cada vez menos fiáveis, já que apenas 10% dos entrevistados situam o Facebook e o Twitter entre as suas principais fontes de notícias para o futuro, enquanto no ano passado eram 14%”. 

“Caíu também a confiança nas fontes de notícias partilhadas nas redes sociais por familiares e amigos, passando dos 32% para os 28%. Quanto a si mesmos, 69% garantem que só vão partilhar notícias sobre as quais tenham toda a informação.” (...) 

“A inclusão de fake news em meios de comunicação prejudica as marcas publicitárias e a percepção que delas têm os seus utentes. 87% dos entrevistados concorda que é prejudicial para uma marca ser anunciada num website associado a notícias falsas.” (...)

 

Mais informação no artigo em Media-tics e na Reuters

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

ver mais >
Opinião
Se sigo a actualidade e as notícias no digital, prefiro olhar para a reflexão e a descoberta no papel. E é aí que entra a nova geração de revistas que se vai publicando e que mostra as capacidades da imprensa, que estão longe de estar esgotadas. Com criatividade, imaginação editorial e gráfica, arrojo, e alguma capacidade para encontrar nichos de público têm surgido numerosas novas...
Para Joana Marques Vidal, todo o seu mérito se resume a “ter impresso a uma pesada máquina em movimento um novo funcionamento”, mais “eficaz, mais oleado, mais interdependente entre as várias equipas especializadas, e mais responsabilizado e onde deixa transparecer uma grande proximidade entre a hierarquia e as várias instâncias envolvidas. Joana Marques Vidal nunca recebeu telefonemas de Rui Rio, ao contrário do seu antecessor. Mas...
O Poder do Dever
Luís Queirós
No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
A compra do The Los Angeles Times pelo cirurgião bilionário sino-americano Patrick Soon-Shiong – dono da maior fortuna da 2ª maior cidade americana - anunciada oficialmente em 7 de Fevereiro, marca o regresso da propriedade do jornal a um residente local, depois de 18 anos de controlo por grupos de media sediados fora da Califórnia. É o mais recente capítulo dos 137 anos de história do LA Times, propriedade da família Chandler durante...
Enquanto os dados mais recentes da APCT – Associação Portuguesa de controlo de Tiragem , confirmam a agonia de alguns titulos da Imprensa diária generalista e o recuo de semanários e de news magazines, do outro lado do Atlântico acredita-se que a credibilidade será a nova “moeda de troca” do jornalismo em 2018,  conforme se prevê num texto editado pelo Centro de Periodismo Digital de Guadalajara, que pode ser consultado...
Agenda
24
Abr
Social Media Week New York 2018
09:00 @ Sheraton Times Square, Nova Iorque
24
Abr
Social Media Strategies Summit Chicago 2018
22:00 @ Union League Club, Chicago
25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa