Terça-feira, 11 de Dezembro, 2018
Media

Congresso Mundial de Imprensa e de Editores em Portugal em 2018

Vai realizar-se em Portugal, no próximo ano, no Centro de Congressos do Estoril, o 70º Congresso Mundial de Imprensa e Fórum Mundial de Editores, promovido pela WAN-IFRA (Associação Mundial de Jornais e de Editores), com o apoio da Associação Portuguesa de Imprensa (API) e da Câmara Municipal de Cascais. Este anúncio foi feito durante o Congresso Mundial da WAN-IFRA que se realizou em Durban (África do Sul), entre 7 e 9 de Junho passado.

Durante a sessão, Vincent Peyrègne, Presidente Executivo da WAN-IFRA, referiu que chegou a “altura de voltarmos à Europa para celebrar os 70 anos num país com uma herança excepcional, onde se cruzam muitas culturas, uma ponte entre o passado e o futuro, o sítio ideal para uma reunião dos media de todo o Mundo” .

O presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, na intervenção que fez em Durban, afirmou, a propósito do Congresso de 2018:

“Esperamos não só contribuir para uma inesquecível celebração dos 70 anos da WAN-IFRA, mas também para o reforço das relações entre os editores portugueses e os seus pares de todo o Mundo. Agradecemos à WAN-IFRA esta oportunidade de proporcionar condições para um debate entre grupos da sociedade civil, instituições internacionais, empresas tecnológicas e empresários de comunicação social, de forma a que possam trabalhar em conjunto para preservar os valores de um ecossistema livre, independente e sustentável em que as noticias desempenhem o seu importante papel na sociedade”.

João Palmeiro destacou, ainda, o apoio da Câmara Municipal de Cascais e a importância que um acontecimento deste tipo representa para a visibilidade de Portugal em todo o Mundo.

Por seu lado, Vincent Peyrègne referiu que " tal como há 70 anos, vivemos uma época em que a confiança nos media é preciosa. As receitas da publicidade baseadas na relação com o leitor estão a reformular os fundamentos da indústria da Imprensa, de cada vez mais focada nas audiências, novas formas de colaboração e alianças, sendo fundamental a aposta no jornalismo de qualidade e de confiança”.

É a segunda vez que Portugal acolhe um Congresso Mundial de Imprensa – o primeiro decorreu em 1986 em Lisboa.

As  informações sobre o Congresso podem ser consultadas em  http://events.wan-ifra.org/events/70th-world-news-media-congress-25th-world-editors-forum

Connosco
Estratégia mediática da China usa "barcos emprestados" para "autenticar" a propaganda... Ver galeria

Durante décadas, a estratégia de imagem da China foi defensiva, de resposta, e apontada sobretudo à sua audiência interna. O efeito mais visível era o desaparecimento de conteúdos: revistas estrangeiras com páginas arrancadas, ou as emissões da BBC que ficavam escuras quando tratavam de temas sensíveis, como o Tibete, Taiwan ou o massacre de Tienanmen.

Mas nos últimos anos a China desenvolveu uma estratégia mais sofisticada e assertiva, apontada às audiências internacionais. E Pequim está a fazê-lo com grande investimento financeiro  - que inclui cobertura jornalística patrocinada.

Um dos exemplos mais ostensivos é agora a contratação de jornalistas ocidentais para a China Global Television Network  - o ramo internacional da Televisão Central da China -  com estúdios em Chiswick, Londres. O objectivo deste esforço é, nas palavras do Presidente Xi Jinping, “contar bem a história da China”. E não faltam candidatos. A informação consta de uma reportagem extensa, em The Guardian.

Jornais perdem publicidade e a democracia qualidade Ver galeria

A receita proveniente da publicidade nos diários impressos está a desaparecer num movimento que parece inexorável. Acontece em todos os mercados, e nomeadamente no dos EUA, que pode servir de aviso aos outros: neste caso, a receita da publicidade de todos os diários foi de 13.330 milhões de dólares em 2016, de 9.760 neste ano de 2018, quase a acabar, e será de apenas 4.400 milhões em 2022, segundo a mais recente projecção da eMarketer.

Na Espanha, e segundo os dados da InfoAdex sobre os nove primeiros meses de 2018, regista-se uma queda generalizada de 6,1% no investimento na Imprensa escrita, depois de onze anos de descida sem fim. O balanço é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que conclui: “A desinformação instala-se à vontade e é urgente fazer qualquer coisa. Não abandonemos os editores, ou a qualidade da democracia irá pelo mesmo ralo por onde se escoa a conta de resultados dos meios de comunicação.”

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
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