Sexta-feira, 16 de Novembro, 2018
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Estudo sobre “Jornalismo Inovador na América Latina” já disponível em português

Todos os artigos da série “Jornalismo Inovador na América Latina”, publicados entre Dezembro de 2016 e Abril de 2017 no blog do Centro Knight, foram agora reunidos num livro em formato digital, que está disponível no respectivo site. Para esta série, o Centro Knight cobriu projectos de 47 meios de comunicação ou sites de 11 países da América Latina e dos Estados Unidos.

O livro foi publicado originalmente em espanhol, mas já estão prontas as versões em inglês e em português. O Brasil está presente em vários textos: 

Num artigo sobre realidade virtual e vídeos 360, representado pela TV Globo. Numa reportagem sobre o repórter e colunista político Fernando Rodrigues, de Brasília, que, depois de ser demitido, lançou uma startup que hoje emprega mais de 20 jornalistas, o Poder 360. Na história do novo site noticioso Nexo, que se define como fazendo um “jornalismo de contexto e multidisciplinar”. Na reportagem sobre as experiências de fact-checking na América Latina, e noutros estudos incluídos nesta recolha. 

Teresa Mioli, coordenadora de conteúdo do Centro Knight, e Ismael Nafría, jornalista em residência durante o ano lectivo 2016-2017, foram co-editores do blog e do livro digital “Jornalismo Inovador na América Latina”. O Centro Knight também publicou recentemente o livro de Nafría “A reinvenção do New York Times”. 


Um dos trabalhos incluídos está também presente noutro local deste site e pode ser consultado procurando na janela de "pesquisar", sob o título "O contributo da banda desenhada para o jornalismo de investigação".

Os cinco guias com conselhos práticos, no final do livro, são dedicados aos seguintes temas: a construção de uma equipa de jornalismo de dados; como os media e os jornalistas podem ampliar o seu público; a produção e distribuição de vídeos na Internet; como lançar um podcast; e como melhorar a segurança digital para jornalistas e meios de comunicação. 

 

O texto de apresentação de “Jornalismo Inovador na América Latina”, que contém o link para o acesso ao mesmo, em pdf

Connosco
Bettany Hugues defendeu a importância da memória na construção do futuro e da paz Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hugues, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hugues como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Para Alberto Dines, “o jornalismo era o próprio sentido da vida” Ver galeria

Cada história é uma vida, e algumas delas são muito especiais. “Alberto Dines foi autor e protagonista de uma dessas trajectórias incomuns: um intelectual visceral, que usou a sua inteligência e lucidez não para disputar uma partida, mas para mudar o jogo.” Sob o título “Uma vida sem ponto final”, um dos seus numerosos discípulos, Bruno Thys, evoca com a saudade de uma relação muito pessoal o percurso e obra de Alberto Dines, falecido em São Paulo em Maio deste ano.

O autor do texto que citamos valoriza uma parte da biografia menos mencionada de Alberto Dines, a que o coloca numa linhagem de judeus emigrados de uma Europa em várias convulsões:

“Dines tornou-se uma das mais cintilantes estrelas de sua geração, a primeira de judeus nascidos no Brasil. (...) Da geração de seus pais, herdou a cultura ancestral. Dines tinha sólida formação humanística e as suas raízes remontam à Haskalá, o iluminismo judaico que floresceu na Europa Ocidental nos séculos XVIII e XIX. Este movimento pregava a interacção da sabedoria judaica com a cultura europeia e produziu nomes como Einstein, Freud, Herzel e Stefan Zweig, o grande biógrafo austríaco, que, muitos anos depois, seria biografado por Dines.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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