Quarta-feira, 16 de Agosto, 2017
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Estudo sobre “Jornalismo Inovador na América Latina” já disponível em português

Todos os artigos da série “Jornalismo Inovador na América Latina”, publicados entre Dezembro de 2016 e Abril de 2017 no blog do Centro Knight, foram agora reunidos num livro em formato digital, que está disponível no respectivo site. Para esta série, o Centro Knight cobriu projectos de 47 meios de comunicação ou sites de 11 países da América Latina e dos Estados Unidos.

O livro foi publicado originalmente em espanhol, mas já estão prontas as versões em inglês e em português. O Brasil está presente em vários textos: 

Num artigo sobre realidade virtual e vídeos 360, representado pela TV Globo. Numa reportagem sobre o repórter e colunista político Fernando Rodrigues, de Brasília, que, depois de ser demitido, lançou uma startup que hoje emprega mais de 20 jornalistas, o Poder 360. Na história do novo site noticioso Nexo, que se define como fazendo um “jornalismo de contexto e multidisciplinar”. Na reportagem sobre as experiências de fact-checking na América Latina, e noutros estudos incluídos nesta recolha. 

Teresa Mioli, coordenadora de conteúdo do Centro Knight, e Ismael Nafría, jornalista em residência durante o ano lectivo 2016-2017, foram co-editores do blog e do livro digital “Jornalismo Inovador na América Latina”. O Centro Knight também publicou recentemente o livro de Nafría “A reinvenção do New York Times”. 


Um dos trabalhos incluídos está também presente noutro local deste site e pode ser consultado procurando na janela de "pesquisar", sob o título "O contributo da banda desenhada para o jornalismo de investigação".

Os cinco guias com conselhos práticos, no final do livro, são dedicados aos seguintes temas: a construção de uma equipa de jornalismo de dados; como os media e os jornalistas podem ampliar o seu público; a produção e distribuição de vídeos na Internet; como lançar um podcast; e como melhorar a segurança digital para jornalistas e meios de comunicação. 

 

O texto de apresentação de “Jornalismo Inovador na América Latina”, que contém o link para o acesso ao mesmo, em pdf

Connosco
Modos de combater a vigilância electrónica sobre jornalistas e as suas fontes Ver galeria

Jornalistas que tenham de trabalhar em ambientes autoritários tendem a ser alvo de vigilância electrónica. Muitos acabam por se adaptar e aceitá-la como um risco indesejado, mas inevitável na sua profissão. Ou podem tentar combatê-la. “Afinal de contas, ela ameaça a sua segurança, bem como das suas fontes, e constitui um ataque à liberdade de Imprensa e de expressão.” A reflexão é do jornalista mexicano Jorge Luis Sierra, perito em segurança digital, que adianta alguns conselhos práticos para casos destes. 

A avalancha da Internet atropelou a nossa capacidade de lidar com tantos dados Ver galeria

A grande revolução nas rotinas e normas do jornalismo foi-nos imposta, não pelo computador, mas pela Internet, quando “a avalancha informativa e as redes sociais virtuais atropelaram a capacidade das redacções processarem informações; (...) o volume cresceu em tal magnitude que se tornaram incapazes de lidar com tantos dados, factos e eventos”.

A “curadoria de notícias”, que parecia inerente ao trabalho de qualquer jornalista, tornou-se mais necessária do que nunca, mas, “como actividade lucrativa, só funciona em nichos especializados de informação”. É esta a reflexão de Carlos Castilho, ex-assessor da União Europeia para projectos de comunicação na América Central e membro da direcção do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

O jornalismo vive dias difíceis. O avanço no digital não compensa os jornais que fecham e as redacções que reduzem os quadros. Criou-se um sentimento de precariedade no oficio de jornalsita que ameaça a sua independência. Ou pior: que o coloca numa grande dependência perante as incertezas.

Uma comunicação mal comunicada
Francisco Sarsfield Cabral
A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
Dados os muitos terabytes de prosa – sólidamente negativa – com que os media globais saudaram a decisão do presidente Trump, anunciada em discurso na Casa Branca no passado dia 1 de Junho, de retirar os EUA. do Acordo de Paris, seria de esperar uma cobertura exaustiva do tema, ou seja, que nenhum aspecto ou complexidade dessa terrível ameaça para a saúde do planeta escapasse à atenção dos “opinion leaders”, em...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
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