null, 26 de Maio, 2019
Prémio

Drama dos refugiados inspira Grande Prémio do "World Press Cartoon" 2017

O “cartoonista” iraniano Alizera Pakdel, de 36 anos, foi distinguido com o Grande Prémio do World Press Cartoon 2017, com a imagem de um barco cheio de refugiados a afundar-se num oceanário, à vista indiferente dos visitantes. A tragédia e o terror, nas suas diversas formas, são temas fortes entre as mais de duas centenas e meia de trabalhos expostos. António Jorge Gonçalves foi o único português com direito a distinção, com o seu “Brexit”, feito para o jornal Público.

Tendo como director o conhecido “cartoonista” português António Antunes, e sendo realizada na terra onde produziu grande parte da sua obra outro famoso caricaturista, Rafael Bordalo Pinheiro, esta foi a 12.ª edição deste evento, que chega às Caldas da Rainha depois de ter passado por Sintra e Cascais e de não se ter realizado no ano passado devido a dificuldades financeiras.

 

Sobre a variedade dos trabalhos expostos, e segundo o DN, que aqui citamos:

“Há um Donald Trump em forma de Pato Donald. Há muitos outros ‘Trumps’ de outras formas. Também há terroristas, refugiados, vários políticos da União Europeia e caricaturas do futebolista Cristiano Ronaldo. Na exposição World Press Cartoon está um pouco de tudo o que aconteceu no nosso mundo ao longo do último ano, mas em forma de desenho. No total são quase 270 imagens, entre caricaturas, cartoons editoriais e desenhos de humor publicados na Imprensa mundial e selecionados por um júri entre as cerca de 500 imagens que concorreram.” 

Os trabalhos vencedores foram seleccionados por um júri internacional de “cartoonistas”, que reuniu nas Caldas da Rainha em Abril, e que integrou, além do director do salão, o português António Antunes, Ross Thomson, da Grã-Bretanha, Hermenegildo Sábat, do Uruguai, Angel Boligán, do México, e Zoran Petrovic, da Alemanha. 

Além do 1.º lugar atribuído a Alireza Pakdel, na categoria de Cartoon Editorial, o 2.º lugar foi atribuído a Mikhael Kountouris (da Grécia) e o 3.º ao francês Cost. 

Na categoria de Desenho de Humor, o vencedor foi Toshow, da Sérvia, tendo os segundo e terceiro prémios sido atribuídos a Swen, da Suíça, e a Bonil, do Equador, respectivamente. Dois brasileiros, Fernandes e Baptistão, conquistaram respectivamente o 1.º e 2.º prémios na categoria de Caricatura, que atribuiu o 3.º lugar a Gio, da Itália. 

 

Mais informação no Público e no Expresso, que publica uma galeria com a reprodução dos principais trabalhos premiados

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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