Terça-feira, 21 de Novembro, 2017
Prémio

Drama dos refugiados inspira Grande Prémio do "World Press Cartoon" 2017

O “cartoonista” iraniano Alizera Pakdel, de 36 anos, foi distinguido com o Grande Prémio do World Press Cartoon 2017, com a imagem de um barco cheio de refugiados a afundar-se num oceanário, à vista indiferente dos visitantes. A tragédia e o terror, nas suas diversas formas, são temas fortes entre as mais de duas centenas e meia de trabalhos expostos. António Jorge Gonçalves foi o único português com direito a distinção, com o seu “Brexit”, feito para o jornal Público.

Tendo como director o conhecido “cartoonista” português António Antunes, e sendo realizada na terra onde produziu grande parte da sua obra outro famoso caricaturista, Rafael Bordalo Pinheiro, esta foi a 12.ª edição deste evento, que chega às Caldas da Rainha depois de ter passado por Sintra e Cascais e de não se ter realizado no ano passado devido a dificuldades financeiras.

 

Sobre a variedade dos trabalhos expostos, e segundo o DN, que aqui citamos:

“Há um Donald Trump em forma de Pato Donald. Há muitos outros ‘Trumps’ de outras formas. Também há terroristas, refugiados, vários políticos da União Europeia e caricaturas do futebolista Cristiano Ronaldo. Na exposição World Press Cartoon está um pouco de tudo o que aconteceu no nosso mundo ao longo do último ano, mas em forma de desenho. No total são quase 270 imagens, entre caricaturas, cartoons editoriais e desenhos de humor publicados na Imprensa mundial e selecionados por um júri entre as cerca de 500 imagens que concorreram.” 

Os trabalhos vencedores foram seleccionados por um júri internacional de “cartoonistas”, que reuniu nas Caldas da Rainha em Abril, e que integrou, além do director do salão, o português António Antunes, Ross Thomson, da Grã-Bretanha, Hermenegildo Sábat, do Uruguai, Angel Boligán, do México, e Zoran Petrovic, da Alemanha. 

Além do 1.º lugar atribuído a Alireza Pakdel, na categoria de Cartoon Editorial, o 2.º lugar foi atribuído a Mikhael Kountouris (da Grécia) e o 3.º ao francês Cost. 

Na categoria de Desenho de Humor, o vencedor foi Toshow, da Sérvia, tendo os segundo e terceiro prémios sido atribuídos a Swen, da Suíça, e a Bonil, do Equador, respectivamente. Dois brasileiros, Fernandes e Baptistão, conquistaram respectivamente o 1.º e 2.º prémios na categoria de Caricatura, que atribuiu o 3.º lugar a Gio, da Itália. 

 

Mais informação no Público e no Expresso, que publica uma galeria com a reprodução dos principais trabalhos premiados

Connosco
Imprensa nas mãos de grupos financeiros "proletariza" jornalistas Ver galeria

“Um jornal, hoje, não pode viver sem se pôr de joelhos diante da Google”. Foi esta a síntese de Casimiro García Abadillo, director de El Independiente, na comemoração do centenário do jornal El Sol. Disse ainda que as quedas da tiragem e da receita publicitária, desde a chegada da Internet, trouxeram uma “debilidade financeira” que permitiu que os grandes jornais fossem apropriados pela banca e outros grupos empresariais. Outra consequência foi a perda de emprego para muitos profissionais e uma desvalorização salarial que “proletarizou [a profissão] até limites insuportáveis”. A reportagem é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornalismo de investigação em crise por falta de suporte financeiro Ver galeria

“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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