null, 23 de Setembro, 2018
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Geração dos “millennials” consome mais informação nas redes sociais do que na TV e Imprensa

Um grupo de jovens de seis países europeus estiveram reunidos em Forli, na Itália, para discutir o acesso à informação e o futuro dos órgãos de comunicação.

Segundo revelou o jornal i que participou no encontro, de inicio reinou um certo pessimismo junto desta geração relativamente à informação pelos meios convencionais.

E, conforme enfatiza o jornal, é uma geração que lê cada vez menos jornais e considera a televisão dispensável.

As redes sociais fazem parte da sua vida, mas estarão a redescobrir a vantagem de “partilhar e discutir fora do mundo virtual”.

Durante uma semana, 46 millennials de Portugal, Espanha, Itália, Polónia, Roménia e Eslovénia, entre os 21 e os 30 anos, assumiram a missão de discutir a importância que a sua geração atribui à política, às dimensões sociais e à forma como a última geração do século XX encara a mudança do mundo intelectual com a revolução tecnológica com que cresceram. E para onde caminham os media tradicionais e o que mudou no consumo de informação.

Segundo o estudo mais recente do Pew Research Center, que abrange nesta geração os nascidos entre 1981 e 1997, dos 7,4 mil milhões de habitantes do planeta, dois mil milhões são millennials.

Por seu lado, a CNN reuniu um conjunto de estudos sobre os novos desafios de consumo de informação.

De acordo com a sua análise, quase 70% dos millennials recebem notícias diariamente. Pouco menos de metade têm o hábito de seguir, pelo menos, cinco tópicos diferentes de notícias ao mesmo tempo e 40% pagam no mínimo um serviço, aplicativo ou assinatura digital especializado em conteúdo noticioso.

A grande diferença está na forma “como consomem, interagem e compartilham notícias, que é muito diferente do público para o qual estávamos programados”, assume a CNN. “Talvez agora as empresas ainda não tenham a mistura certa de conteúdo, distribuição e mensagens para alcançar esse consumidor de notícias moderno”, explica. “Com millennials à mistura, precisamos de olhar para onde estamos agora e perceber o que temos de mudar para avançar. O consumo de notícias é mais imediato do que nunca, graças aos smartphones e aos vídeos em transmissão ao vivo nas redes sociais”, continuava a análise da CNN.

Ainda segundo o jornal i, o estudo de 2016 do Pew Research Center for Journalism and Media dá algumas pistas para análise: apenas 18% dos jovens entre os 19 e os 29 anos vêem televisão e só 5% lêem, enquanto nos adultos mais velhos 58% consomem informação através da televisão e 20% lêem jornais. Por outro lado, aproximadamente 48% dos jovens inquiridos liam notícias online e, no caso dos restantes adultos, 40% usavam a net como fonte de notícias, o que não é uma diferença assim tão grande.

Os jovens parecem estar a querer sair do mundo virtual para se informarem no terreno, estando uns com os outros? Parece ser uma das pistas na cabeça dos embaixadores da Geração i, reunidos em Itália, ainda que os motivos sejam negativos. “Só sabemos que nada sabemos”, conclui o jornal.

 

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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