Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Fórum

Geração dos “millennials” consome mais informação nas redes sociais do que na TV e Imprensa

Um grupo de jovens de seis países europeus estiveram reunidos em Forli, na Itália, para discutir o acesso à informação e o futuro dos órgãos de comunicação.

Segundo revelou o jornal i que participou no encontro, de inicio reinou um certo pessimismo junto desta geração relativamente à informação pelos meios convencionais.

E, conforme enfatiza o jornal, é uma geração que lê cada vez menos jornais e considera a televisão dispensável.

As redes sociais fazem parte da sua vida, mas estarão a redescobrir a vantagem de “partilhar e discutir fora do mundo virtual”.

Durante uma semana, 46 millennials de Portugal, Espanha, Itália, Polónia, Roménia e Eslovénia, entre os 21 e os 30 anos, assumiram a missão de discutir a importância que a sua geração atribui à política, às dimensões sociais e à forma como a última geração do século XX encara a mudança do mundo intelectual com a revolução tecnológica com que cresceram. E para onde caminham os media tradicionais e o que mudou no consumo de informação.

Segundo o estudo mais recente do Pew Research Center, que abrange nesta geração os nascidos entre 1981 e 1997, dos 7,4 mil milhões de habitantes do planeta, dois mil milhões são millennials.

Por seu lado, a CNN reuniu um conjunto de estudos sobre os novos desafios de consumo de informação.

De acordo com a sua análise, quase 70% dos millennials recebem notícias diariamente. Pouco menos de metade têm o hábito de seguir, pelo menos, cinco tópicos diferentes de notícias ao mesmo tempo e 40% pagam no mínimo um serviço, aplicativo ou assinatura digital especializado em conteúdo noticioso.

A grande diferença está na forma “como consomem, interagem e compartilham notícias, que é muito diferente do público para o qual estávamos programados”, assume a CNN. “Talvez agora as empresas ainda não tenham a mistura certa de conteúdo, distribuição e mensagens para alcançar esse consumidor de notícias moderno”, explica. “Com millennials à mistura, precisamos de olhar para onde estamos agora e perceber o que temos de mudar para avançar. O consumo de notícias é mais imediato do que nunca, graças aos smartphones e aos vídeos em transmissão ao vivo nas redes sociais”, continuava a análise da CNN.

Ainda segundo o jornal i, o estudo de 2016 do Pew Research Center for Journalism and Media dá algumas pistas para análise: apenas 18% dos jovens entre os 19 e os 29 anos vêem televisão e só 5% lêem, enquanto nos adultos mais velhos 58% consomem informação através da televisão e 20% lêem jornais. Por outro lado, aproximadamente 48% dos jovens inquiridos liam notícias online e, no caso dos restantes adultos, 40% usavam a net como fonte de notícias, o que não é uma diferença assim tão grande.

Os jovens parecem estar a querer sair do mundo virtual para se informarem no terreno, estando uns com os outros? Parece ser uma das pistas na cabeça dos embaixadores da Geração i, reunidos em Itália, ainda que os motivos sejam negativos. “Só sabemos que nada sabemos”, conclui o jornal.

 

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...