Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

Jornalistas exigem segurança nos estádios

A Direcção do Sindicato de Jornalistas voltou a apresentar, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, o pedido para que sejam criadas condições de trabalho em segurança, para os jornalistas, nos estádios e recintos desportivos.

O Sindicato rejeitou ainda a utilização de coletes com publicidade pelos profissionais da comunicação social.

No site do Sindicato de Jornalistas (SJ) pode ler-se que “quanto à proposta para que as ofensas à integridade física dos jornalistas passem a ser crime público, o SJ disse aos deputados que, não concordando com esta pretensão, vai levar o debate às redacções e aos jornalistas através dos Conselhos de Redacção, contribuindo deste modo para um debate global e participado”.

“Conforme foi transmitido na Comissão, na opinião do SJ o que deve ser feito, de imediato, é equiparar no Código Penal o jornalista a outras profissões ou funções de interesse público com o intuito de que o crime cometido passe a ser submetido a especial grau de censura, podendo, por esta via, ser qualificado ou ter a pena agravada, “menciona ainda a mesma notícia.

Pode também ler-se no mesmo artigo, que  durante a audição foi abordado o tema relacionado com a “ reunião que vai ser pedida aos comandos da PSP e da GNR, no sentido de serem partilhadas várias preocupações e, por outro lado, para que se possa criar um clima de compreensão, por parte das forças de segurança, em relação ao trabalho específico e essencial dos jornalistas no terreno “ bem como ” a atribuição de credenciais de acesso ao relvado a pessoas sem a carteira profissional e a confusão entre comentário desportivo e jornalismo de informação, algo que, em certas situações, pode levar a que profissionais no terreno sejam alvo de agressões foram também discutidos no encontro”.

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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