Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Estudo

Europeus continuam a confiar mais na rádio e portugueses (à tangente...) na TV

A rádio continua a ser o meio de comunicação em que os cidadãos europeus tendem a depositar maior confiança, seguida pela televisão, com percentagens de 59% e de 50%. Portugal destaca-se um pouco desta média, invertendo a ordem de preferência e pondo a televisão à frente da rádio; mas a diferença é mínima, e mantém-se, em ambos os casos, no quinto lugar. Estes dados são do estudo Trust in Media 2017, realizado pela União Europeia de Radiodifusão a partir de dados do Eurobarómetro, e agora tornado disponível. Esta informação é recolhida da APM – Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O inquérito foi realizado em 33 países da Europa, incluindo também a Turquia, e descreve os números relativos a 2016, em alguns casos comparando com os anos anteriores mais próximos. A confiança na rádio tem vindo a subir, de modo geral, com uma quebra em 2015, recuperada em 2016. A confiança na Imprensa escrita tem vindo a subir, mas mantendo-se ainda na faixa negativa. A confiança nas redes sociais desce constantemente desde 2014. 

Para situar os países entre si, a unidade de investigação da UER desenvolveu a escala de medida designada por Net Trust Index, que coloca em relação a percentagem dos que tendem a confiar num determinado meio com a percentagem dos que dizem desconfiar, num gráfico até +100 como valor máximo de confiança, e até -100 como máximo de desconfiança. 

As conclusões principais, apresentadas no início do relatório, declaram que:

  1. – Os meios de transmissão (rádio e TV) são os que recebem mais confiança no conjunto da Europa, a rádio em 21 países e a TV em 11.
  2. – Os meios tradicionais, incluindo aqui estes dois e a Imprensa, melhoraram os seus níveis de confiança em relação ao ano passado, enquanto a Internet e as redes sociais continuam a perder.
  3. – As redes sociais e a Imprensa escrita encontram-se entre os media em que menos se confia no conjunto da Europa, mas com diferenças: em 17 dos 33 países estudados, as redes sociais são os meios menos confiáveis (principalmente na Europa Ocidental); em 13 países é a Imprensa escrita que é menos acreditada (principalmente na Europa de Leste).
  4. – Em 13 dos 33 países, os índices de confiança nas cinco categorias de media estudadas vão todos na mesma direcção, em relação ao ano de 2916, pelo que o relatório admite que possam estar presentes outros factores que não a natureza específica dos meios.

 

 

O estudo Trust in Media 2017, com 36 páginas de fácil consulta, incluindo gráficos e mapas da Europa, é aqui apresentado pela APM, com acesso directo para o documento

 

 

Connosco
“Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois” - a reportagem vencedora do Prémio de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

Um trabalho sobre Camilo Pessanha, no âmbito das comemorações  dos 150 anos do nascimento do poeta, assinado pela jornalista Sílvia Gonçalves ,  no jornal “Ponto Final” , foi distinguido com o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído em parceria pelo Clube Português de Imprensa e pelo Jornal Tribuna de Macau.

Trata-se de uma reportagem com o título “Floriram por Pessanha  as rosas bravas, 150 anos depois”  que o júri, escolheu por unanimidade, realçando “a originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa” , reconhecendo que o texto “não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha,  contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia”.

Isabel Mota abre em Outubro novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.


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