null, 17 de Dezembro, 2017
Estudo

Europeus continuam a confiar mais na rádio e portugueses (à tangente...) na TV

A rádio continua a ser o meio de comunicação em que os cidadãos europeus tendem a depositar maior confiança, seguida pela televisão, com percentagens de 59% e de 50%. Portugal destaca-se um pouco desta média, invertendo a ordem de preferência e pondo a televisão à frente da rádio; mas a diferença é mínima, e mantém-se, em ambos os casos, no quinto lugar. Estes dados são do estudo Trust in Media 2017, realizado pela União Europeia de Radiodifusão a partir de dados do Eurobarómetro, e agora tornado disponível. Esta informação é recolhida da APM – Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O inquérito foi realizado em 33 países da Europa, incluindo também a Turquia, e descreve os números relativos a 2016, em alguns casos comparando com os anos anteriores mais próximos. A confiança na rádio tem vindo a subir, de modo geral, com uma quebra em 2015, recuperada em 2016. A confiança na Imprensa escrita tem vindo a subir, mas mantendo-se ainda na faixa negativa. A confiança nas redes sociais desce constantemente desde 2014. 

Para situar os países entre si, a unidade de investigação da UER desenvolveu a escala de medida designada por Net Trust Index, que coloca em relação a percentagem dos que tendem a confiar num determinado meio com a percentagem dos que dizem desconfiar, num gráfico até +100 como valor máximo de confiança, e até -100 como máximo de desconfiança. 

As conclusões principais, apresentadas no início do relatório, declaram que:

  1. – Os meios de transmissão (rádio e TV) são os que recebem mais confiança no conjunto da Europa, a rádio em 21 países e a TV em 11.
  2. – Os meios tradicionais, incluindo aqui estes dois e a Imprensa, melhoraram os seus níveis de confiança em relação ao ano passado, enquanto a Internet e as redes sociais continuam a perder.
  3. – As redes sociais e a Imprensa escrita encontram-se entre os media em que menos se confia no conjunto da Europa, mas com diferenças: em 17 dos 33 países estudados, as redes sociais são os meios menos confiáveis (principalmente na Europa Ocidental); em 13 países é a Imprensa escrita que é menos acreditada (principalmente na Europa de Leste).
  4. – Em 13 dos 33 países, os índices de confiança nas cinco categorias de media estudadas vão todos na mesma direcção, em relação ao ano de 2916, pelo que o relatório admite que possam estar presentes outros factores que não a natureza específica dos meios.

 

 

O estudo Trust in Media 2017, com 36 páginas de fácil consulta, incluindo gráficos e mapas da Europa, é aqui apresentado pela APM, com acesso directo para o documento

 

 

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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03
Jan
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