Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Bloomberg coloca a TVI na rota da Altice

A empresa francesa Altice, que detém a Portugal Telecom, estará a estudar o lançamento de uma oferta para comprar a Media Capital. A informação está a ser avançada pela agência Bloomberg, mas mantendo que a decisão final não foi ainda tomada. Contactada pelo Jornal de Negócios, que aqui citamos, fonte oficial da PT Portugal disse que a empresa não comenta esta notícia.

“Este interesse na Media Capital, que já tem sido noticiado no passado, surge depois de a Prisa ter renovado os esforços para vender a empresa que controla a TVI, já que não conseguiu vender a sua filial Santillana. (...) Citando fontes com conhecimento do processo, a Bloomberg adianta que o objectivo renovado de vender a Media Capital surge precisamente depois de ter falhado a venda da Santillana.”

 

Ainda segundo o Jornal de Negócios, “um dos entraves à venda da empresa que controla a TVI está na avaliação da empresa, que a Prisa coloca entre 300 e 500 milhões de euros”:

“As acções da Media Capital dispararam 13,6% para 2,84 euros, em reacção a esta notícia da agência norte-americana. Foram transaccionados apenas 200 títulos. A Prisa desce mais de 5%. A Prisa controla cerca de 95% da Media Capital, que, depois desta subida em bolsa, apresenta uma capitalização bolsista de 240 milhões de euros.” (...)

 

“A venda da editora de livros Santillana visava precisamente cumprir o objectivo de angariar fundos para baixar a dívida da Prisa, daí que a companhia esteja agora a reforçar os esforços para vender outros activos que tem em carteira. Um deles é precisamente a Media Capital, que tem como principal activo a TVI, estação de televisão líder em Portugal. Controla ainda várias rádios, entre elas a também líder Rádio Comercial.”

 

 

 

Mais informação no Jornal de Negócios, a que pertence igualmente a imagem utilizada

 

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

O jornalismo vive dias difíceis. O avanço no digital não compensa os jornais que fecham e as redacções que reduzem os quadros. Criou-se um sentimento de precariedade no oficio de jornalsita que ameaça a sua independência. Ou pior: que o coloca numa grande dependência perante as incertezas.

Uma comunicação mal comunicada
Francisco Sarsfield Cabral
A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
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