Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Novas iniciativas

A arte do “podcast” tornada acessível a jornalistas com poucos meios

Há mais jornalistas a voltarem-se para o podcast, e mais audiência para os que têm aparecido recentemente. O do New York Times, por exemplo, já soma mais de 20 milhões de escutas desde que foi lançado, em Janeiro. Segundo cálculos do Pew Research Center, mais de 35 milhões de pessoas (cerca de 21% da população adulta nos EUA) escutaram podcasts com regularidade semanal, no ano de 2016. Mesmo sem chegar a esses números, “qualquer jornalista pode abrir um podcast e começar a construir uma audiência”. Seguindo a vaga, quatro websites de referência debruçam-se sobre esta nova área da comunicação digital.

Nesta linha do “faça você mesmo”, a Columbia Journalism Review abre com um artigo sobre “O equipamento de que precisa para começar o seu próprio podcast”. A jornalista Carlett Spike, a quem pertence a frase acima citada, faz uma espécie de visita guiada ao material disponível no mercado norte-americano, sugerindo microfones, gravadores digitais, auscultadores e programas de gravação e edição de som.

Na Global Investigative Journalism Network, o jornalista australiano Ivo Burum, especializado no que se chama agora Mojo (Mobile Journalism), ensina a fazer boas gravações de áudio com um smartphone. Tem todas as “dicas” que podem ser úteis, desde o principiante ao profissional, sobre o que pode correr mal numa gravação áudio no meio da rua, por exemplo, e o que se deve fazer para conseguir um bom resultado. 

O NiemanLab apresenta as últimas notícias, sobre esta matéria, vindas do universo da Apple, inclui o link para Hot Pod, uma newsletter semanal sobre podcasts, e acrescenta um artigo em que Joshua Benton explica, em subtítulo, que “a Apple, como o Google, está a usar a sua posição no mercado dos navegadores para tentar controlar elementos do mercado da publicidade”. 

Finalmente, Poynter.org destaca uma reportagem com o título provocante de  -  “Acha que o seu trabalho de jornalista é difícil? Experimente fazer um podcast a partir da prisão”... 

O trabalho de Benjamin Mullin descreve o ambiente na prisão estadual de San Quentin, onde dois presos, Earlonne Woods e Antwan Williams, mantêm vivo  - com o apoio externo de Nigel Poor, uma activista que acrescenta este trabalho de voluntariado à sua vocação original em artes visuais -  o podcast Ear Hustle. A mensagem que ela deseja fazer passar é que nem mesmo a prisão apaga totalmente a capacidade de um detido para realizar trabalho profissional.


A informação na CJR, na GIJN, no NiemanLab e em Poynter.org.

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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Ironias de uma tragédia
Francisco Sarsfield Cabral
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