Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Novas iniciativas

A arte do “podcast” tornada acessível a jornalistas com poucos meios

Há mais jornalistas a voltarem-se para o podcast, e mais audiência para os que têm aparecido recentemente. O do New York Times, por exemplo, já soma mais de 20 milhões de escutas desde que foi lançado, em Janeiro. Segundo cálculos do Pew Research Center, mais de 35 milhões de pessoas (cerca de 21% da população adulta nos EUA) escutaram podcasts com regularidade semanal, no ano de 2016. Mesmo sem chegar a esses números, “qualquer jornalista pode abrir um podcast e começar a construir uma audiência”. Seguindo a vaga, quatro websites de referência debruçam-se sobre esta nova área da comunicação digital.

Nesta linha do “faça você mesmo”, a Columbia Journalism Review abre com um artigo sobre “O equipamento de que precisa para começar o seu próprio podcast”. A jornalista Carlett Spike, a quem pertence a frase acima citada, faz uma espécie de visita guiada ao material disponível no mercado norte-americano, sugerindo microfones, gravadores digitais, auscultadores e programas de gravação e edição de som.

Na Global Investigative Journalism Network, o jornalista australiano Ivo Burum, especializado no que se chama agora Mojo (Mobile Journalism), ensina a fazer boas gravações de áudio com um smartphone. Tem todas as “dicas” que podem ser úteis, desde o principiante ao profissional, sobre o que pode correr mal numa gravação áudio no meio da rua, por exemplo, e o que se deve fazer para conseguir um bom resultado. 

O NiemanLab apresenta as últimas notícias, sobre esta matéria, vindas do universo da Apple, inclui o link para Hot Pod, uma newsletter semanal sobre podcasts, e acrescenta um artigo em que Joshua Benton explica, em subtítulo, que “a Apple, como o Google, está a usar a sua posição no mercado dos navegadores para tentar controlar elementos do mercado da publicidade”. 

Finalmente, Poynter.org destaca uma reportagem com o título provocante de  -  “Acha que o seu trabalho de jornalista é difícil? Experimente fazer um podcast a partir da prisão”... 

O trabalho de Benjamin Mullin descreve o ambiente na prisão estadual de San Quentin, onde dois presos, Earlonne Woods e Antwan Williams, mantêm vivo  - com o apoio externo de Nigel Poor, uma activista que acrescenta este trabalho de voluntariado à sua vocação original em artes visuais -  o podcast Ear Hustle. A mensagem que ela deseja fazer passar é que nem mesmo a prisão apaga totalmente a capacidade de um detido para realizar trabalho profissional.


A informação na CJR, na GIJN, no NiemanLab e em Poynter.org.

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set