Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Novas iniciativas

A arte do “podcast” tornada acessível a jornalistas com poucos meios

Há mais jornalistas a voltarem-se para o podcast, e mais audiência para os que têm aparecido recentemente. O do New York Times, por exemplo, já soma mais de 20 milhões de escutas desde que foi lançado, em Janeiro. Segundo cálculos do Pew Research Center, mais de 35 milhões de pessoas (cerca de 21% da população adulta nos EUA) escutaram podcasts com regularidade semanal, no ano de 2016. Mesmo sem chegar a esses números, “qualquer jornalista pode abrir um podcast e começar a construir uma audiência”. Seguindo a vaga, quatro websites de referência debruçam-se sobre esta nova área da comunicação digital.

Nesta linha do “faça você mesmo”, a Columbia Journalism Review abre com um artigo sobre “O equipamento de que precisa para começar o seu próprio podcast”. A jornalista Carlett Spike, a quem pertence a frase acima citada, faz uma espécie de visita guiada ao material disponível no mercado norte-americano, sugerindo microfones, gravadores digitais, auscultadores e programas de gravação e edição de som.

Na Global Investigative Journalism Network, o jornalista australiano Ivo Burum, especializado no que se chama agora Mojo (Mobile Journalism), ensina a fazer boas gravações de áudio com um smartphone. Tem todas as “dicas” que podem ser úteis, desde o principiante ao profissional, sobre o que pode correr mal numa gravação áudio no meio da rua, por exemplo, e o que se deve fazer para conseguir um bom resultado. 

O NiemanLab apresenta as últimas notícias, sobre esta matéria, vindas do universo da Apple, inclui o link para Hot Pod, uma newsletter semanal sobre podcasts, e acrescenta um artigo em que Joshua Benton explica, em subtítulo, que “a Apple, como o Google, está a usar a sua posição no mercado dos navegadores para tentar controlar elementos do mercado da publicidade”. 

Finalmente, Poynter.org destaca uma reportagem com o título provocante de  -  “Acha que o seu trabalho de jornalista é difícil? Experimente fazer um podcast a partir da prisão”... 

O trabalho de Benjamin Mullin descreve o ambiente na prisão estadual de San Quentin, onde dois presos, Earlonne Woods e Antwan Williams, mantêm vivo  - com o apoio externo de Nigel Poor, uma activista que acrescenta este trabalho de voluntariado à sua vocação original em artes visuais -  o podcast Ear Hustle. A mensagem que ela deseja fazer passar é que nem mesmo a prisão apaga totalmente a capacidade de um detido para realizar trabalho profissional.


A informação na CJR, na GIJN, no NiemanLab e em Poynter.org.

Connosco
Relatório assinala em Espanha quebra do consumo de TV por assinatura Ver galeria

O consumo doméstico de televisão por assinatura em Espanha, no ano de 2016, foi de 14,5 euros por mês, por habitação, o que significa quase 21% do seu gasto total em tecnologias de informação e comunicação. Esta quantia é 6,5% inferior à de 2015, que se situava numa média de 15,4%. Os dados são do relatório La sociedad en red 2016, elaborado pelo Observatorio Nacional de las Tecnologías de la Sociedad de la Información (ONTSI).

As imagens e as palavras depois da tragédia Ver galeria

A tragédia causada pelos incêndios no centro e norte do País, neste domingo 15 de Outubro, já considerado “o pior dia do ano” em número de ocorrências (mais de 500), simultâneas ou consecutivas, é retratado nas primeiras páginas dos jornais de 17. Quase todos destacam os números das vítimas, somando as de agora às de Pedrógão. Os dois jornais que usam a mesma foto, de três mulheres junto de uma casa destruída, abraçando-se ao lado de uma menina, são também os que procuram as palavras fortes para caracterizar o ocorrido: “Imperdoável” (Correio da Manhã); “Cem mortes sem desculpa” (Jornal de Notícias). 

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


ver mais >
Opinião
A comunicação social e a Catalunha
Francisco Sarsfield Cabral
A crise da Catalunha foi, em grande parte, feita para a comunicação social. Os independentistas catalães estavam nos últimos anos a perder adeptos. Uma forma de atrair para a causa os moderados seria provocar Madrid a usar a força policial na região e em particular em Barcelona. Correram mundo as imagens televisivas de polícias nacionais a carregar sobre pessoas que queriam votar no simulacro de referendo. O que descredibilizou...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Na semana passada aconteceu o que há muito se esperava – um dos maiores grupos de comunicação anunciou que vai encerrar ou vender a maior parte dos seus títulos de imprensa. A braços com um endividamente gigantesco, acaba por reconhecer que as receitas que obtém, quando existem, são insuficientes para inverter a situação criada ao longo de anos. O cenário actual complica tudo: é devastador folhear um jornal...
Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Agenda
20
Out
20
Out
Facebook para Jornalistas
12:00 @ Cenjor,Lisboa
23
Out
II Congresso Internacional sobre Competências Mediáticas
16:00 @ Brasil, Faculdade de Comunicação – Universidade Federal de Juiz de Fora , Minas Gerais
23
Out
Atelier de Jornalismo Digital
18:30 @ Cenjor,Lisboa