Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
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A reportagem sobre terrorismo e os dilemas da liberdade de expressão

“O desafio urgente que se põe aos jornalistas é o de controlar a retórica política que possa criar medo e incitar mais ódio, desta vez apontado às minorias religiosas. Mas é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo.” É nestes termos que Aidan White, director da Ethical Journalism Network, avalia a missão da Imprensa no actual contexto de atentados terroristas constantes. Porque, mesmo pedindo este cuidado, “é essencial que os media mantenham a liberdade de fazer reportagem sem a ameaça da censura derivada da legislação anti-terrorista”. Também a UNESCO produziu e divulgou, em Março de 2017, um manual para uso dos jornalistas na cobertura do terrorismo, que é aqui apresentado.

No texto que citamos, a EJN defende que a reportagem sobre o terrorismo frequentemente relacionado com o extremismo islâmico seja cuidadosa e sensível, “mas estamos contra actos de auto-censura que atentem contra o direito das pessoas a serem informadas sobre as circunstâncias do terrorismo quando é inspirado por uma pequena minoria de extremistas religiosos”. 

Neste contexto, e à luz dos vários atentados recentes, a Ethical Journalism Network “está a planear o desenvolvimento de diálogos internacionais que possam ajudar os media a garantir que a reportagem sobre terrorismo inclua todos os lados da comunidade muçulmana”. 

No desenvolvimento deste tema, a mesma página da EJN que citamos coloca outro artigo, de Chris Elliot, de The Guardian, sobre o que correu melhor ou pior na cobertura dos ataques em Paris, e remete ainda para o trabalho publicado pela UNESCO, em inglês e em francês, definido como um Manual para Jornalistas sobre “Terrorismo e os Media”.

 

Os artigos citados, na EJ Network 

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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Ironias de uma tragédia
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