Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
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A reportagem sobre terrorismo e os dilemas da liberdade de expressão

“O desafio urgente que se põe aos jornalistas é o de controlar a retórica política que possa criar medo e incitar mais ódio, desta vez apontado às minorias religiosas. Mas é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo.” É nestes termos que Aidan White, director da Ethical Journalism Network, avalia a missão da Imprensa no actual contexto de atentados terroristas constantes. Porque, mesmo pedindo este cuidado, “é essencial que os media mantenham a liberdade de fazer reportagem sem a ameaça da censura derivada da legislação anti-terrorista”. Também a UNESCO produziu e divulgou, em Março de 2017, um manual para uso dos jornalistas na cobertura do terrorismo, que é aqui apresentado.

No texto que citamos, a EJN defende que a reportagem sobre o terrorismo frequentemente relacionado com o extremismo islâmico seja cuidadosa e sensível, “mas estamos contra actos de auto-censura que atentem contra o direito das pessoas a serem informadas sobre as circunstâncias do terrorismo quando é inspirado por uma pequena minoria de extremistas religiosos”. 

Neste contexto, e à luz dos vários atentados recentes, a Ethical Journalism Network “está a planear o desenvolvimento de diálogos internacionais que possam ajudar os media a garantir que a reportagem sobre terrorismo inclua todos os lados da comunidade muçulmana”. 

No desenvolvimento deste tema, a mesma página da EJN que citamos coloca outro artigo, de Chris Elliot, de The Guardian, sobre o que correu melhor ou pior na cobertura dos ataques em Paris, e remete ainda para o trabalho publicado pela UNESCO, em inglês e em francês, definido como um Manual para Jornalistas sobre “Terrorismo e os Media”.

 

Os artigos citados, na EJ Network 

Connosco
Relatório assinala em Espanha quebra do consumo de TV por assinatura Ver galeria

O consumo doméstico de televisão por assinatura em Espanha, no ano de 2016, foi de 14,5 euros por mês, por habitação, o que significa quase 21% do seu gasto total em tecnologias de informação e comunicação. Esta quantia é 6,5% inferior à de 2015, que se situava numa média de 15,4%. Os dados são do relatório La sociedad en red 2016, elaborado pelo Observatorio Nacional de las Tecnologías de la Sociedad de la Información (ONTSI).

As imagens e as palavras depois da tragédia Ver galeria

A tragédia causada pelos incêndios no centro e norte do País, neste domingo 15 de Outubro, já considerado “o pior dia do ano” em número de ocorrências (mais de 500), simultâneas ou consecutivas, é retratado nas primeiras páginas dos jornais de 17. Quase todos destacam os números das vítimas, somando as de agora às de Pedrógão. Os dois jornais que usam a mesma foto, de três mulheres junto de uma casa destruída, abraçando-se ao lado de uma menina, são também os que procuram as palavras fortes para caracterizar o ocorrido: “Imperdoável” (Correio da Manhã); “Cem mortes sem desculpa” (Jornal de Notícias). 

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
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