Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Fórum

Na cultura digital "os dados são o petróleo do séc. XXI"

A situação actual é muito perigosa para os Media que formam a opinião pública europeia. As marcas que geram as notícias passam despercebidas nas redes sociais, e os valiosíssimos dados dos seus leitores ficam nas mãos dos gigantes norte-americanos. “Os dados são o petróleo do séc. XXI”, afirmava recentemente The Economist. É uma evidência cada vez mais segura, mas a Europa não parece estar a reagir de modo adequado. É esta a reflexão de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

O seu ponto de partida é a recente tomada de posição colectiva de três dezenas de grandes jornais de referência europeus contra o projecto de alteração da política de protecção de dados na União Europeia, de que damos informação noutro local deste site. Mas a sua preocupação principal vem na forma de uma dupla pergunta: 

“Por que motivo a política está, com frequência, tão afastada de questões técnicas que são chaves para o futuro da Europa? Entendem os políticos a nascente cultura digital?” 

E a resposta que encontra volta a ser preocupante, também em dois sentidos:

“Os políticos europeus estão prisioneiros de uma contradição: o mundo digital é profundamente disruptivo sobre o mundo analógico, mas os políticos vêem-se fortemente impelidos a defender os interesses do status quo estabelecido, pelo que têm grandes dificuldades em pôr as bases reguladoras da nova economia digital.” (...) 

“Os políticos padecem, além disso, de uma falta de visão estratégica para a digitalização. Esta carência, na Espanha, é dramática. A consultura Kreab organizou recentemente um encontro com representantes dos principais partidos: PP, PSOE, Cuidadanos e Podemos. Este encontro serviu para pôr em evidência até que ponto os nossos políticos estão perdidos nas suas carências digitais.” (...)

 

O texto na íntegra, em Media-tics

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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