Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
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Na cultura digital "os dados são o petróleo do séc. XXI"

A situação actual é muito perigosa para os Media que formam a opinião pública europeia. As marcas que geram as notícias passam despercebidas nas redes sociais, e os valiosíssimos dados dos seus leitores ficam nas mãos dos gigantes norte-americanos. “Os dados são o petróleo do séc. XXI”, afirmava recentemente The Economist. É uma evidência cada vez mais segura, mas a Europa não parece estar a reagir de modo adequado. É esta a reflexão de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

O seu ponto de partida é a recente tomada de posição colectiva de três dezenas de grandes jornais de referência europeus contra o projecto de alteração da política de protecção de dados na União Europeia, de que damos informação noutro local deste site. Mas a sua preocupação principal vem na forma de uma dupla pergunta: 

“Por que motivo a política está, com frequência, tão afastada de questões técnicas que são chaves para o futuro da Europa? Entendem os políticos a nascente cultura digital?” 

E a resposta que encontra volta a ser preocupante, também em dois sentidos:

“Os políticos europeus estão prisioneiros de uma contradição: o mundo digital é profundamente disruptivo sobre o mundo analógico, mas os políticos vêem-se fortemente impelidos a defender os interesses do status quo estabelecido, pelo que têm grandes dificuldades em pôr as bases reguladoras da nova economia digital.” (...) 

“Os políticos padecem, além disso, de uma falta de visão estratégica para a digitalização. Esta carência, na Espanha, é dramática. A consultura Kreab organizou recentemente um encontro com representantes dos principais partidos: PP, PSOE, Cuidadanos e Podemos. Este encontro serviu para pôr em evidência até que ponto os nossos políticos estão perdidos nas suas carências digitais.” (...)

 

O texto na íntegra, em Media-tics

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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