null, 17 de Dezembro, 2017
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Na cultura digital "os dados são o petróleo do séc. XXI"

A situação actual é muito perigosa para os Media que formam a opinião pública europeia. As marcas que geram as notícias passam despercebidas nas redes sociais, e os valiosíssimos dados dos seus leitores ficam nas mãos dos gigantes norte-americanos. “Os dados são o petróleo do séc. XXI”, afirmava recentemente The Economist. É uma evidência cada vez mais segura, mas a Europa não parece estar a reagir de modo adequado. É esta a reflexão de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

O seu ponto de partida é a recente tomada de posição colectiva de três dezenas de grandes jornais de referência europeus contra o projecto de alteração da política de protecção de dados na União Europeia, de que damos informação noutro local deste site. Mas a sua preocupação principal vem na forma de uma dupla pergunta: 

“Por que motivo a política está, com frequência, tão afastada de questões técnicas que são chaves para o futuro da Europa? Entendem os políticos a nascente cultura digital?” 

E a resposta que encontra volta a ser preocupante, também em dois sentidos:

“Os políticos europeus estão prisioneiros de uma contradição: o mundo digital é profundamente disruptivo sobre o mundo analógico, mas os políticos vêem-se fortemente impelidos a defender os interesses do status quo estabelecido, pelo que têm grandes dificuldades em pôr as bases reguladoras da nova economia digital.” (...) 

“Os políticos padecem, além disso, de uma falta de visão estratégica para a digitalização. Esta carência, na Espanha, é dramática. A consultura Kreab organizou recentemente um encontro com representantes dos principais partidos: PP, PSOE, Cuidadanos e Podemos. Este encontro serviu para pôr em evidência até que ponto os nossos políticos estão perdidos nas suas carências digitais.” (...)

 

O texto na íntegra, em Media-tics

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
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