Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Media

Há um jornalismo que se reinventa nos EUA atraindo profissionais jovens e veteranos

Estão a nascer novos jornais locais nos Estados Unidos, feitos por jovens empresários que misturam um pouco de várias coisas para criar a sua própria audiência: eventos de natureza cultural ou de entretenimento, newsletters que respondam às expectativas dos leitores. O noticiário acaba por ser uma mistura disso com conteúdos patrocinados e uma intuição comum: estabelecer contactos. Como explica Gordon Borrell, analista dos media, “é complicado pôr online notícias locais”; o custo é elevado e não gera receita suficiente, “mas gera uma audiência com a qual se podem fazer outras coisas”.

O artigo que citamos, da Columbia Journalism Review, toma como primeiro entrevistado Chris Sopher, de 28 anos, administrador de The New Tropic, uma publicação em Miami, com dois anos de existência, cujo modelo de negócio depende sobretudo da produção de projectos não tradicionais como eventos públicos entre o cultural e o entretenimento, mas que “levem as pessoas a prestar atenção”. 

“Em 2015 nasceram três projectos semelhantes, no espaço de poucos meses. O seu alvo é a geração dos millennials e outras pessoas curiosas e socialmente activas, vivendo em cidades, por meio de publicações online que chegam geralmente na forma de newsletters de diálogo, por e-mail, e de posts nas redes sociais, para além dos requeridos websites.  Chris Sopher lançou uma start-up local chamada WhereBy.Us, cuja primeira publicação foi The New Tropic.” (...) 

Há o caso de Jim Brady, vindo do WashingtonPost.com, que lançou Billy Penn, com website e newsletter, em Filadélfia; a sua empresa, Spirited Media, acrescentou depois uma publicação em Pittsburgh, chamada The Incline. Há o caso de Ted Williams, que deixou o cargo de director de estratégia digital do Charlotte Observer para criar uma publicação concorrente, com o título de Charlotte Agenda

Um ano mais tarde, em 2016, Gordon Crovitz veio do Wall Street Journal para lançar Denverite, mais um website com newsletter publicando noticiário local e relatos de eventos em Denver.  

O que os leitores destes novos projectos procuram neles pode não ser jornalismo no sentido próprio do termo, nem mesmo a cultura musical associada aos eventos referidos. O autor do artigo que citamos conta que o seu condutor da Uber, que tem tentado a música e as empresas tecnológicas, lhe disse que é assinante de The New Tropic porque o faz sentir-se em contacto com o meio de Miami: “Eu tenho um sonho de um bilião de dólares” – disse ele. “A música não faz ninguém bilionário. Encontrar as pessoas e fazer contactos é que faz bilionários.” (...)

 

O artigo original, na íntegra, na Columbia Journalism Review, a que pertence também a imagem utilizada

Connosco
“Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois” - a reportagem vencedora do Prémio de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

Um trabalho sobre Camilo Pessanha, no âmbito das comemorações  dos 150 anos do nascimento do poeta, assinado pela jornalista Sílvia Gonçalves ,  no jornal “Ponto Final” , foi distinguido com o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído em parceria pelo Clube Português de Imprensa e pelo Jornal Tribuna de Macau.

Trata-se de uma reportagem com o título “Floriram por Pessanha  as rosas bravas, 150 anos depois”  que o júri, escolheu por unanimidade, realçando “a originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa” , reconhecendo que o texto “não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha,  contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia”.

Isabel Mota abre em Outubro novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.


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Opinião
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