null, 17 de Dezembro, 2017
Media

Há um jornalismo que se reinventa nos EUA atraindo profissionais jovens e veteranos

Estão a nascer novos jornais locais nos Estados Unidos, feitos por jovens empresários que misturam um pouco de várias coisas para criar a sua própria audiência: eventos de natureza cultural ou de entretenimento, newsletters que respondam às expectativas dos leitores. O noticiário acaba por ser uma mistura disso com conteúdos patrocinados e uma intuição comum: estabelecer contactos. Como explica Gordon Borrell, analista dos media, “é complicado pôr online notícias locais”; o custo é elevado e não gera receita suficiente, “mas gera uma audiência com a qual se podem fazer outras coisas”.

O artigo que citamos, da Columbia Journalism Review, toma como primeiro entrevistado Chris Sopher, de 28 anos, administrador de The New Tropic, uma publicação em Miami, com dois anos de existência, cujo modelo de negócio depende sobretudo da produção de projectos não tradicionais como eventos públicos entre o cultural e o entretenimento, mas que “levem as pessoas a prestar atenção”. 

“Em 2015 nasceram três projectos semelhantes, no espaço de poucos meses. O seu alvo é a geração dos millennials e outras pessoas curiosas e socialmente activas, vivendo em cidades, por meio de publicações online que chegam geralmente na forma de newsletters de diálogo, por e-mail, e de posts nas redes sociais, para além dos requeridos websites.  Chris Sopher lançou uma start-up local chamada WhereBy.Us, cuja primeira publicação foi The New Tropic.” (...) 

Há o caso de Jim Brady, vindo do WashingtonPost.com, que lançou Billy Penn, com website e newsletter, em Filadélfia; a sua empresa, Spirited Media, acrescentou depois uma publicação em Pittsburgh, chamada The Incline. Há o caso de Ted Williams, que deixou o cargo de director de estratégia digital do Charlotte Observer para criar uma publicação concorrente, com o título de Charlotte Agenda

Um ano mais tarde, em 2016, Gordon Crovitz veio do Wall Street Journal para lançar Denverite, mais um website com newsletter publicando noticiário local e relatos de eventos em Denver.  

O que os leitores destes novos projectos procuram neles pode não ser jornalismo no sentido próprio do termo, nem mesmo a cultura musical associada aos eventos referidos. O autor do artigo que citamos conta que o seu condutor da Uber, que tem tentado a música e as empresas tecnológicas, lhe disse que é assinante de The New Tropic porque o faz sentir-se em contacto com o meio de Miami: “Eu tenho um sonho de um bilião de dólares” – disse ele. “A música não faz ninguém bilionário. Encontrar as pessoas e fazer contactos é que faz bilionários.” (...)

 

O artigo original, na íntegra, na Columbia Journalism Review, a que pertence também a imagem utilizada

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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02
Jan
Fotografia para Jornalistas
22:30 @ Cenjor, Lisboa
03
Jan
Produção de Televisão
09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
04
Jan
CES 2017
09:00 @ Munique,Alemanha